Z, do doyoulike? E Suerte bateu um papo com a PUNKnet sobre a música, os projetos, a timidez e a liberdade .
PUNKnet – Z, como começou sua vida na música?
Z – Meu primeiro contato com música foi no colégio, quando eu fazia capoeira. Contato que eu digo, é, a primeira vez que toquei algo. Na mesma época rolava pagode no recreio do colégio e eu estava sempre no meio, tentando tocar percussão. Mas a música ainda era algo distante, que acontecia fora de mim. Quando fui para o ensino médio, tive a sorte de estudar com uma galera que tinha uma banda de poprock e já fazia alguns shows. Nesse tempo a música já estava ocupando um grande espaço em mim e o fato de estar acompanhando de perto a banda dos meus colegas me motivava cada vez mais a montar algo que fosse meu. Até surgiu a idéia de tocar percussão nessa banda, mas não era o que eu queria. Então convidei alguns amigos que também tinham a vontade de tocar em uma banda e como eu, não sabiam tocar nenhum instrumento, para que todos começássemos juntos. E foi assim que nasceu a Napalmy. Comecei a pegar umas dicas com meus amigos que já tocavam e me arrisquei a tocar contrabaixo. Do baixo para o violão/guitarra e depois para o vocal, foi questão de tempo. Lembro também, que na sétima ou oitava série, bem no período em que rolava o pagode no recreio, eu comecei a andar com um colega que ouvia muito Planet Hemp, Raimundos e Charlie Brown jr. E foi ali, quando ele me emprestou os cds do Planet e do Raimundos que eu senti a vontade de ouvir mais bandas de rock. Quando me proibiram de ouvir esse tipo de música em casa, foi quando eu quis montar uma banda.
PUNKnet - Teve algum artista ou banda que te fez querer seguir essa carreira?
Z -Dead Fish, Noção de Nada, Dance of Days, Garage Fuzz, , Blind Pigs, Colligere, Fullheart e todas as bandas independentes que fizeram as coisas acontecerem. Quando eu era mais novo, sonhava em ter uma banda como o Charlie Brown Jr, Raimundos, Planet Hemp, Cpm22. Acho que uma grande parte da minha geração também pensava assim. Em seguida comecei a ouvir as bandas independentes e foi ai que eu me encontrei. Não posso esquecer de mencionar o Legião Urbana também, que foi a banda que me inspirou a começar a tocar violão e compor.
PUNKnet - Conta pra gente como era sua vida na banda Napalmy.
Z – Era muito bom. Inocência pura. Não fazia idéia de como uma banda funcionava, ou o que era ter uma banda. Fui descobrindo tudo à base de tentativa e erro. Primeiro tocávamos nos eventos do colégio, depois começamos a participar de festivais com bandas de colégios. Mas chegou um momento que percebi que era um círculo vicioso tocar em festivais desse tipo. O público só quer saber de ver os seus amigos tocando e as bandas são só uma desculpa para levar grana aos organizadores. Então achei que seria melhor a gente começar a organizar as nossas próprias coisas e fui atrás de bandas que pensavam da mesma forma. A Napalmy chegou a lançar um ep, que gravamos em casa, em dois dias. Sem experiência alguma. Nunca havíamos lidado com programas de gravação. O ep é audível (haha), apesar de super tosco e mal tocado. Mas tenho muito orgulho e saudade daquela época. A Napalmy mudou muitas vezes de formação e eu fui o único que permaneceu desde o início. Graças a ela que eu comecei a participar do cenário independente aqui de Porto Alegre e tive a oportunidade de conhecer os guris que tocam comigo na doyoulike?. Aliás, quero mandar um grande abraço para todo mundo que passou pela Napalmy. Época maravilhosa.
PUNKnet – Como foi o início e a trajetória da doyoulike? ?
Z -Nós nos conhecemos no cenário independente. Na época o Neko tocava comigo na Napalmy. O Gulis tocava na banda Vettoratos e o Érico, na Aster. Já tínhamos conversado em alguns shows, que ocorriam todos os finais de semana na extinta casa de shows chamada “Croco”. Mas tem um episódio que foi o que realmente nos aproximou e eu gosto de pensar que foi lá que tudo começou. Um dia Érico e eu, resolvemos organizar um show juntos. Traríamos o Nx zero para Porto Alegre e as nossas bandas (Napalmy, e Aster) tocariam também. Convidamos ainda a banda Abril para fechar o cast. Era o primeiro show de grande porte que estávamos organizando. Aquela coisa toda: avião, hotel, equipamento de som. E como nós dois estávamos meio sobrecarregados, convidamos o Neko, por tocar comigo na Napalmy já, e o Gulis, por ser meu amigo, a nos ajudarem no corre, no dia do show. E desde aquele dia estamos juntos. Em seguida nossas bandas deram um tempo e resolvemos montar uma banda juntos. Tocávamos uns covers de Deluxe Trio, Noção de nada, Discoteque. Dali foi um passo para começarem a vir as músicas próprias e agora estamos aqui. A doyoulike? teve início quando a gente resolveu que não queria parar de tocar, independente da situação das nossas antigas bandas e da escassez de casas de show em Porto Alegre. Fazíamos ensaios onde a galera toda comparecia e as coisas foram acontecendo. Desde então a gente nunca parou. É até engraçado, quando se olha pra trás e vê como tudo foi acontecendo naturalmente. Nesses quase seis anos de banda, tivemos a oportunidade de tocar em diversos estados, tocar em grandes festivais, participar de muitos programas, ter a nossa música veiculada na grande mídia. Sabe, coisas que a gente nunca imaginou que fosse acontecer, quando a gente montou a banda. E assim estamos indo, como sempre, um passo de cada vez. Sem olhar muito pra longe, apenas mirando o próximo movimento. Devagar, sempre em frente.
PUNKnet - Vocês acabaram de encerrar a turnê do disco Coleção e já estão preparando material novo. Como estão indo as gravações e quais são as expectativas pro novo disco?
Z – A gente não gosta de ficar criando expectativas. Nunca pensamos muito lá pra frente. Sempre um passo de cada vez. O que acontece dessa vez é que essas músicas estão conosco há uns dois anos já e uma certa ansiedade é inegável. São músicas muito diferentes de tudo o que a gente já fez. Acho que as pessoas vão se surpreender. Elas vêm com arranjos de naipe de metal(trompete, trombone e sax) e estão passeando por lugares novos. Estamos gravando o cd por nós mesmos. Quem tá produzindo é o Érico. Estamos gravando no Estúdio Hurricane, que é o mesmo estúdio onde a gente ensaia há anos. Estamos fazendo tudo do nosso jeito e com bastante calma para que consigamos chegar exatamente onde a gente quer. Estamos trabalhando bastante pois acreditamos muito nesse novo trampo. Muita ansiedade mesmo. Pela primeira vez estamos conseguindo fazer tudo direitinho. Sempre nos planejamos muito antes de lançar um cd, mas acaba sempre sendo uma correria e nem tudo sai do jeito que a gente quer. Dessa vez, está sendo diferente. Com muita calma e organização para que saia do jeito que a gente quer.
PUNKnet – Além da doyoulike?, você também toca na banda Suerte. Como estão as coisas nesse projeto?
Z – A Suerte existe desde 2008 e estamos gravando nosso primeiro registro agora. Com a Suerte as coisas sempre funcionaram de uma forma diferente. Como todos nós temos outros compromissos e projetos, a Suerte acaba sendo uma válvula de escape para tudo. Acredito que por conta disso o tempo com ela corra diferente. A idéia é lançar nosso primeiro cd no início desse ano, mas não definimos um prazo fixo, assim as coisas fluem naturalmente. O que me deixa mais orgulhoso é o fato de não termos nenhuma música circulando na internet e mesmo assim existir uma frequência de shows e de público. O que é muito louco. Ver pessoas indo uma, duas, três vezes ao show. E não é só isso. O mais louco é sentir que as pessoas estão se identificando não só com as músicas, mas também com o show em si. Tocamos para nós mesmos no palco e acho que isso é o que desperta essa ligação. Sem a cobrança de agradar ou dar total atenção ao público, acho que o público acaba encarando da mesma forma e se entregando à música durante o show também. No final fica todo mundo satisfeito por ter viajado consigo mesmo durante a apresentação. E pra mim, a Suerte é isso. Ela me faz viajar pra dentro de mim mesmo, movimentando uma energia gigantesca, em cada ensaio e show.
PUNKnet - Mesmo com as duas bandas, você tem outro projetos, como o “De Lebra a Z” e “Leves Macacos Soltos”. Conta um pouco pra gente desses dois projetos.
Z – O Lebra é irmão do Gulis (baixista da doyoulike?) e eu conheci ele na primeira vez que fui à casa do Gulis, isso há anos atrás. Nos conhecemos e sentamos pra tocar um violão juntos. E desde aquele dia foi assim. Rola uma afinidade quando a gente toca. É sempre muito bom. Então, no ano passado, o Lebra me convidou para montarmos esse projeto, onde faríamos exatamente aquilo que a gente sempre faz quando se encontra. Tocar uma viola juntos. Trocamos figurinhas. Cada um toca uma música sua e assim vamos tocando. Infelizmente, faz tempo que não conseguimos nos ver e nos apresentar. Fizemos alguns shows e sempre buscamos criar um clima para a apresentação. Vela, vinho, incenso, uma mesinha, cadeiras. Tem todo um cenário. É uma delícia. Esse ano teremos mais De Lebra a Z, com certeza.
O Leves Macacos Soltos é um projeto de arte na rua. Eu, pego meu violão, estendo umas bandeirolas pintadas à mão por mim mesmo, coloco minha cartola para arrecadar algumas moedas e vou tocando minhas músicas. Músicas da doyoulike?, Suerte e músicas minhas mesmo, que não estão em nenhum projeto. Toco as músicas de minha autoria, salvo um ou outro cover que por ventura se encaixe no momento. Em paralelo a essa parte musical, o Leves Macacos Soltos tem um braço teatral. O projeto ganhou esse nome a partir de uma colagem que eu ganhei de presente da minha namorada. Então nasceu o impulso de fazermos algo juntos. Ela é atriz e estuda teatro. Estamos nos organizando para darmos início às intervenções teatrais dos Leves Macacos Soltos. Somos uma dupla de teatro de rua. Ainda não demos início às apresentações, mas a nossa “estréia” se dará em alguns dias em uma esquina ou praça qualquer. No final do ano de 2010, ela apresentou um trabalho na faculdade, em que foi a diretora e assinou como Leves Macacos Soltos também. Então é basicamente isso. Arte na rua. Nada muito consolidado ainda, mas é basicamente isso.
PUNKnet - Você tem outras paixões além da música?
Z -Há, paixão eu tenho muitas. Mas sou muito volúvel. Ultimamente o que mais tenho gostado de fazer é andar de bike. Tenho lido bastante também. Sou um cara muito quieto e tenho minhas nóias, então acabo me refugiando na leitura. Sempre gostei muito de teatro. Gosto de ir à peças e cinema sozinho, mas faz um certo tempo que não faço isso. Gosto de viajar. Sentir a vibe de outras cidades. Por natureza, me sinto um cara meio deslocado e visitar outros lugares me deixa mais calmo. Até o momento que percebo, como sempre, que todos os lugares se parecem, apesar das peculiaridades e me lembro que pessoas são só pessoas. Então volto pra casa, ou vou para outro lugar e volto a me acalmar. É a sensação de movimento que me apetece. Uma das minhas paixões é observar. Sentir as pessoas, o momento. Gosto do silêncio e dos detalhes. Agora, ganhei uma máquina fotográfica de presente e to gastando meu brinquedo novo.
PUNKnet – O que é exatamente a marca Ego?
Z – Por enquanto a Ego? é só uma assinatura. As camisetas da Suerte, sou eu mesmo quem faz. Faço todas elas à mão e assino como EGO?[handmadeclothes]. Como eu disse antes, sou um cara muito quieto por conta de algumas coisas que eu acredito. Um dia acordei meio virado e escrevi na camiseta aquilo que tava me incomodando e acho que essa foi a raiz. Então comecei a fazer as minhas próprias camisetas como uma forma de crítica. Vi que posso ser um cara quieto e ainda assim criticar o que não concordo, sem precisar falar nada. Mas não fiz nenhuma dessas para vender. Ainda me falta organização para dar início de verdade às vendas, mas fico na dúvida também, até que ponto é legal isso. Mas conflitos à parte, penso em estampar alguns desenhos meus, como já fiz em algumas camisetas que uso também. Em suma, por enquanto a Ego? é só uma assinatura, mas quem sabe, quando vê… Mas tem no tubmlr as camisetas da Suerte à venda, se alguém quiser conferir, o site é: http://ninguemaquifalouemego.tumblr.com
PUNKnet – Como você enxerga a cena independente hoje?
Z – Acho que o momento é promissor. Todo mundo já se deu conta de que não precisa de um terceiro para organizar o trampo. É aquela história, a internet tá aí, as oportunidades tu mesmo pode criar e quem é independente tem uma infinidade de caminhos a seguir. Basta ter criatividade, foco e persistência. Agora, falando da música especificamente, a cena tá borbulhando. Foi um teto, quando fomos pro nordeste pela segunda vez com a doyoulike?. Tocamos em uma cidade chamada Floresta, que fica no interior do interior de Pernambuco. Era uma quinta-feira e chegando lá, descobrimos que uma das bandas que tocariam conosco naquela noite, era uma banda daqui do Rio Grande do Sul! Isso é muito louco. Qual a chance de isso acontecer? Aliás, o próprio fato de termos conseguido ir duas vezes ao nordeste no ano passado, é graças à movimentação de pessoas e bandas que estão envolvidas com a cena independente. E acho que é isso, o cenário é promissor. É só correr atrás com criatividade e honestidade. As coisas funcionam. Tem muita coisa pra melhorar, mas bota fé que rola.
PUNKnet – Quais as maiores dificuldades que você acredita que as bandas tenham que vencer para continuar tocando?
Z – Acredito que a maior dificuldade é vencer a si próprio. Digo isso porque as bandas já nascem procurando um produtor que faça o trabalho sujo por eles. Não é por ai. Se tu tem uma banda e pretende seguir tocando seriamente com ela, tu vai ter que tomar as rédeas do teu trampo. Organizar os próprios shows, traçar os planos e se organizar. Mas o que acontece é que a remuneração demora pra vir, quando vem. Então as pessoas já desistem na primeira dificuldade. É difícil, hoje em dia. Toda essa história de desemprego, mão-de-obra desqualificada. É normal que um adolescente opte por uma faculdade de administração de empresas, que já proporciona opção de estágio no primeiro semestre, do que apostar na música que é bem provável que não vai trazer grana alguma. Mas o que as pessoas não entendem é que dá pra conciliar as duas coisas. Nada é fácil, mas quando a gente quer realmente alguma coisa, a gente consegue. É assim e sempre será. Questão de prioridade. Mas se tu pensa em montar uma banda pra ganhar dinheiro e acha que só precisa de um produtor pra que isso aconteça, desculpa brother, mas tu tá perdendo teu tempo. De resto é só ir tocando mesmo. Faz as coisas acontecerem. Divulga a tua banda, organiza os teus shows, se junta com bandas de amigos e faz a coisa virar. Paciência e persistência. Como eu disse antes, bota fé que rola. Mas existe um detalhe muito importante nisso tudo. É preciso que seja de verdade. Ter uma banda não é criar uma empresa, apesar de que às vezes se assemelhe. Antes de tudo tem a parte artística e se tu for criar uma música pra vender, pensa bem antes, porque sempre dá pra sentir quando uma música foi feita de coração ou se foi feita como um produto. Quem sou eu pra falar alguma coisa, mas só acho que arte deve ser feita com o coração, de verdade. Chega de tanto produto por aí. Acredito muito na juventude e acho que agente realmente pode criar algo capaz de mudar as coisas. E pra que isso aconteça é preciso que venha do coração.
PUNKnet – Quais são os planos pro futuro?
Z – No que diz respeito às bandas e projetos, lançamento do novo cd da doyoulike?, lançamento do primeiro cd da Suerte, estar cada vez mais envolvido com arte na rua, que é uma coisa nova na minha vida e que me faz um bem gigante. Mas no que diz respeito à minha vida pessoal, eu não sei. Ando tão inquieto e confuso que to preferindo manter o futuro no lugar dele. É uma droga, mas eu sinto que to infectado pelo vírus que esteriliza o jovem. Aquele vírus que te faz olhar em volta e não ver muito sentido nas coisas e isso não é lance legal. A gente fica sem muita vontade de fazer as coisas e olhar pra frente. A televisão me angustia, não ouço mais rádio. É desgraça o tempo todo, o povo pagando as contas e subsidiando a ganância da minoria. É muita coisa ruim na volta e a mídia faz questão de ressaltar isso pra deixar as pessoas mais acuadas ainda. Tudo o que a gente conhece, tudo o que já aconteceu, se passa na Terra e se passa com a gente, seres humanos. E a galera não se dá cota disso. Não se dá conta que estamos em um período que exige muita seriedade para que as coisas realmente mudem um pouco. Todo mundo não tá nem aí. Toca um foda-se pra tudo. Inclusive nas relações interpessoais. “A vida é uma só, então toca fogo nessa bagaça”. Não é assim, eu não acredito nisso. Acho que as coisas estão desse jeito porque todo mundo pensa assim. Falta um pouco de cuidado. As pessoas deveriam se ver mais como um grupo e não só como indivíduos. Tá todo mundo no mesmo barco. Não custa cuidar dos irmãos para que todo mundo consiga viver em harmonia. Mas é complicado, no fim é cada um por si. Não vou deixar de acreditar no ser humano. Boto fé nas pessoas que se doam e pensam no bem estar de todos e não só no seu próprio umbigo. Somos livres e temos que viver a nossa própria vida do jeito que bem entendermos, mas é necessário um espírito de coletividade em todos os indivíduos para que as coisas dêem certo. Gentileza e educação. Enfim, sem planos futuros. Só existe o agora e é aqui que eu pretendo ficar.
PUNKnet – Deixa uma mensagem pra todo mundo que está lendo essa entrevista.
Z – Primeiramente queria agradecer imensamente a ti, Rômulo, pelo espaço e pela paciência. Na minha adolescência acompanhei demais o PUNKnet e estar respondendo essa entrevista é uma honra.
Tá todo mundo junto nesse barco chamado Terra. Toda ação modifica o mundo à nossa volta. Somos donos de nós mesmos e façamos o que bem entendermos das nossas vidas, mas temos que pensar em coletivo. Tratar as mulheres, pessoas mais velhas, vizinhos, amigos, familiares, irmãos, com respeito. Parafraseando Criolo: “Quem se julga a nata, cuidado pra não coalhar”. Paz interior, respeito à natureza, a todos os seres senscientes ou não. Não pisem em formigas e pensem a respeito disso, toda vez que desviarem de uma trilha delas… Garanto que trará uma nova visão de mundo. Amor e saúde pra todos nós.
Por: Rômulo Oliveira - @romulo_oliver

















