Veterano no rock, o músico Gabriel “Bill” Zander (ex-Noção de Nada, atual Zander) falou ao PUNKnet sobre muitas coisas e, de quebra, deu uma aula de como era o cenário independente há dez anos.
PUNKnet – Quando e como começou o seu interesse pela música?
Gabriel Zander – Primeiro com as capas de disco do Iron Maiden, que sempre me impressionaram muito e depois quando escutei e conheci bandas como Guns N Roses e Faith No More, quando tinha uns 10 /11 anos. Acho que nessa idade você se impressiona facilmente, mas o som, o visual, a atitude diferente, pra mim que até então nunca tinha conhecido nada igual, me atingiram de uma forma tão forte que nunca mais eu me interessei tanto por alguma outra coisa quanto por música.
PUNKnet - O Noção de Nada surgiu em meados da década de 90, não havia muitos recursos para gravar, divulgar o trabalho. Como foi esse começo da banda?
Gabriel Zander - Gravar tinha que ser de primeira, porque não tinha quase nenhum recurso de edição, então era chegar lá no estúdio e tocar a música uma ou duas vezes e já foi. Tinha que ser rápido porque o estúdio era caro, a gente alugava quantas horas a gente conseguia pagar com ajuda dos pais, tivemos sorte nesse ponto de apoio dos nossos pais, pois éramos muito novos e ninguém trabalhava ainda, então era isso, tinha X pra gastar e TINHA que rolar dentro disso de qualquer jeito. Mas sem mistério, isso não era problema porque não conhecíamos outro jeito. O problema é que o resultado nunca chegava nem perto dos discos gringos que a gente escutava e tinha como referências, o que sempre me motivou a aprender e me interessar cada vez mais por esse processo de gravação. Sempre soube que faltava alguma coisa ali no meio do caminho pra obter a sonoridade que eu queria e os técnicos da época não entendiam. Não porque não fossem capazes, muito pelo contrário, mas porque não tinham as mesmas referências que a gente.
A gente gravou muitas demos na casa da minha avó, de tape deck pra tape deck, em mesas tascam de 4 canais, depois 8 canais e a gente ia experimentando isso tudo e aprendendo um pouco. Depois conhecemos o Perazzo, uma grande fera com quem aprendi muito e até hoje continua gravando bandas, e começamos a gravar sempre com ele. Ele também não tinha as referências, mas era (e ainda é) um tremendo metaleiro, então pelo menos ele também queria deixar o som “pesado” e aceitava nossa vontade de deixar a guitarra cada vez mais alta e a voz cada vez mais baixa hahaha. E assim saiu, depois de demos e coletâneas, o nosso primeiro contrato com um selo (Barulho Records) e o nosso primeiro CD (Manifestos Líricos), que foi um grande sonho realizado na época, um dos momentos mais felizes mesmo que eu tive.
Era um grande feito conseguir lançar um CD e trabalhamos muito pra isso poder acontecer na época, então foi uma grande recompensa. E ai entra a questão da divulgação né cara, não era uma questão de poucos recursos, mas sim de muito mais trabalho. A gente se correspondia com outras bandas e selos de todo o Brasil através de cartas. Enviávamos eu e o Rapudo cerca de 20 ou mais fitas demo por dia pelo correio. Marcávamos shows através de cartas. Nosso primeiro show fora do RJ foi em Belo Horizonte e marcamos por carta, sem falar nem no telefone com as “produtoras” (Marina e Botinha) do evento. Dessa mesma forma chegamos pela primeira vez em São Paulo em 1999, trocando cartas com o Tyello e Marcelo (que hoje tocam no Dance of Days). Se você parar pra pensar hoje isso parece loucura. “Como assim ir do nada pra outro Estado sem nem um número de telefone?” Não tinha telefone celular, internet, mensagem ainda. Mas era normal e sempre dava certo. Por incrível que pareça nunca havia nenhum tipo de picaretagem como fui conhecer mais a frente e lido com isso até hoje. Era tudo realmente feito com muito amor, vontade e honestidade. Não tinha ninguém querendo se dar “bem” porque realmente não existia nenhuma possibilidade de se dar “bem”. Era apenas troca e vontade. Intercâmbio total de bandas, era assim que rolava, um ajudando o outro e todo mundo metendo a cara. Esse recurso a gente dificilmente vê hoje.
PUNKnet -Nessa época, de que maneira você lidava com o fato de cantar e tocar bateria? Por que acabou ficando apenas nos vocais?
Gabriel Zander - No começo era muito natural. Porque eu comecei a escrever letras e queria cantá-las, sabe? Acho muito estranho até hoje cantar letras de outras pessoas. Tenho feito isso num projeto dum amigo (Lelê Gins) porque gosto das letras dele e ele insiste muito hahaha, mas sinceramente, acho impossível passar a emoção que outra pessoa que escreveu a letra queria passar. Vira mais um lance de interpretação, tipo ator, sei lá. Nunca entendi como isso pode funcionar 100%.
Então voltando ao assunto, eu comecei a escrever e era óbvio que eu ia cantar, como era o baterista, coloquei o microfone lá e foi isso. Nem pensamos na época se era diferente ou não, simplesmente foi assim. E depois acabou virando algo que as pessoas comentavam, que era diferente, uns achavam legal, diferente, outros não, mas a gente não tava nem ai, como eu disse, simplesmente era assim. Depois quando a gente já estava no terceiro CD “Trilogia Suja de Copacabana” eu comecei a sentir dor nas costas (que me rendeu alguns anos de fisio terapia) e no ante braço, comecei a limitar um pouco os arranjos pra poder tocar ao vivo e ai foi que a limitação bateu na porta e eu sabia que se eu quisesse ir além com a música que eu queria fazer não ia dar pra continuar assim. Como a banda continuou e trocar vocalista de banda é um lance que eu particularmente não acho que seja possível sem comprometer a identidade (ainda mais no meu caso que sempre escrevi as letras) eu achei melhor me dedicar ao vocal. E ai foi ótimo porque era uma coisa diferente, motivadora.
Fiz aulas de canto, e pela primeira vez a gente deu alguma importância real pra parte vocal da banda, o que aconteceu no disco “Sem Gelo”, que foi o último da banda, mas o primeiro que me fez entender o que eu realmente queria fazer em termos de música e desencadeou tudo que eu fiz dai em diante, entendendo que é através da voz principalmente que eu me conecto com as pessoas que se identificam comigo. Essa é a parte principal da minha música e o motivo de tantas pessoas se conectarem comigo.
PUNKnet - Qual o balanço você faz dos 13 anos de carreira do Noção de Nada e como foi lidar com o fim da banda?
Gabriel Zander - Foi a minha escola de vida né cara? A banda era a coisa mais importante do mundo pra mim, desde o começo até o final dela eu dediquei a minha vida inteira pra banda. Perdi amigos, namoradas, compromissos importantes, mas também ganhei em dobro, conheci muitos lugares e pessoas que nunca conheceria de outra forma, não me arrependo de nada e também sei que nada chegaria perto do tanto que eu aprendi e o quanto acrescentou na minha vida e na minha personalidade. Devo tudo que eu tenho a esse período incrível da minha vida, onde aprendi a lutar pelos meus sonhos e a fazer os coisas por mim mesmo, esse é o principal valor que o Noção de Nada tem pra mim. Muito mais que a parte musical.
O final foi triste porque depois de tanto tempo você fica um pouco sem rumo, mas nunca abandonei a música e logo comecei a me movimentar e começar tudo denovo. Percebi que as pessoas dão muita importância ao nome “noção de nada”, mas a música que eu faço é exactamente a mesma que eu estaria fazendo se a banda não tivesse acabado, ela muda sozinha de acordo com as minhas experiências de vida e o momento em que estou vivendo e não porque mudou o nome da banda. Eu não penso tipo: “vou fazer uma banda com som X ou Y”, eu apenas faço as minhas músicas e elas vão sempre mudar e ao mesmo tempo vão sempre ter uma grande ou pequena ligação. E depois que eu entendi e aceitei isso, cara, não podia estar mais feliz com a música que estou fazendo hoje, porque é simplesmente o que eu sou e não como eu me chamo, e nada além disso.
PUNKnet - Como rolou o início do Zander e de que forma a transição de integrantes influenciou no som do grupo?
Gabriel Zander - Quando o Noção de Nada acabou, o único cara com quem eu me identificava em termos do que eu acho que é realmente ter e estar em uma banda era o Sanfona. Então a gente já vinha trabalhando em algumas músicas, fazendo pré produção do que viria a ser um próximo álbum depois do “Sem Gelo”. A gente conversou bastante e resolveu dar continuidade a esse trabalho, mas como éramos só nós dois, queríamos mais uma opinião e foi aí que eu convidei o Phil meio que pra produzir, dar uma ajuda e uma nova perspectiva pra gente. Ele chegou, adorou as músicas e já acrescentou um monte de ideias e fluiu muito bem a coisa. Ai a gente começou a gravar e testar um monte de coisas e nesse meio tempo o Leo entrou nas nossas vidas (essa história já contamos em muitas entrevistas) e depois de algumas jams muito doidas a gente convidou ele pra participar do até então “projeto”. Dai a gente acabou compondo mais algumas músicas e juntando com essas que já vinham lá de trás e desse processo saíram as músicas que compõem os nossos dois primeiros EPs, o “Em Construção” e o “Já faz algum tempo”.
Enquanto trabalhávamos nisso, eu estava matando as saudades da estrada tocando punk rock simples e visceral com o Deluxe Trio, banda que eu não tinha tido como dar a atenção que eu queria paralelamente ao Noção de Nada, então esse tempo livre foi ótimo pra quitar essa dívida comigo mesmo e acabamos fazendo algumas músicas também, muitos shows e conquistando um grande número de seguidores, eu o Guta e o Bola e o meu entrosamento com o Guta, tanto musical quanto de identificação pessoal, estava muito forte, então quando precisamos de um baixista mais a frente pra montar o ZANDER como uma banda mesmo, ele foi uma escolha óbvia pra mim.
PUNKnet - O Phil se afastou do Zander por problemas de agenda com o Dead Fish. Existe a possibilidade de, futuramente, ele fazer parte de algum trabalho da banda?
Gabriel Zander - Claro que sim, no dia em que ele estiver disponível nós o traremos de volta, fizemos 2 shows agora há pouco com ele relembrando os EPs e foi ótimo, ele é um músico realmente completo e incrível, além de um dos meus melhores amigos e uma pessoa que quero que esteja sempre por perto na minha vida. Tocando ou não na banda ele vai estar sempre presente de algum jeito. Da mesma forma eu admiro o Malni, meu fiel companheiro desde o primeiro ensaio com Noção de Nada e hoje também apesar de não tocarmos mais juntos, é sempre um imenso prazer gravar os discos dele, participar numa música ou outra (gravei algumas bateras no disco dele, cantei num show) e estar por perto dessa verdadeira fera que transborda talento quando o assunto é música.
PUNKnet - Quais as principais diferenças entre o que você viveu no Noção de Nada e o que vive agora com o Zander, quanto a estrutura, público, músicas?
Gabriel Zander - Acho que melhorou muito em todos os aspectos. A única coisa ruin é que as pessoas não compram mais discos como antes e isso era boa parte da engrenagem que fazia uma banda independente se manter e girar. Mas são fases e não adianta reclamar, temos que nos adaptar e encontrar novos jeitos de virar um retorno pro investimento constante que é ter uma banda de rock independente no Brasil. Acho que é um momento de transição e sei que algo bom e revolucionário vai acontecer em breve.
PUNKnet - Como acontece o processo de composição das músicas?
Gabriel Zander - De diferentes formas. Geralmente eu chego com o esqueleto da música, passo pros caras, a gente vai brincando em cima, fazendo “loops” das partes até que elas tenham uma boa cola ou um bom groove, que a gente sinta que ta pulsando legal, principalmente a bateria com o baixo. Dai a gente define os arranjos de guitarras pra não embolar ou chocar o que estamos cada um fazendo e por fim, aos 45 minutos do segundo tempo, já na hora de gravar eu sou obrigado a criar uma letra hehe. As vezes eu ja tenho uma melodia na cabeça, as vezes não e vou testando na hora de gravar (por isso dificilmente tocamos alguma musica nova ao vivo, pois elas nunca tem uma letra até o dia da gravação). Mas existem algumas ótimas exceções como por exemplo “Dezesseis”, “Sem Fim” e “Ponte Aérea” que são músicas que o Sanfona trouxe pra roda, “Do The Shindo” é uma música que o Leo compôs, “Pólvora” é uma tremenda duma contribuição do Phil e “Sunglasses” é uma música do Marcelo.
Muitas músicas do “Brasa” eu compus junto com o Marcelo, depois que ele entrou pra banda e veio morar no RJ, acabou morando junto comigo e a gente ta sempre junto em casa, então tem muitas músicas que eu empaco no meio e ele chega com uma ótima ideia e me ajuda a terminar. Ou seja, na real mesmo, todos participam e ajudam a criar o resultado final que se torna uma música. Daí eu vou la depois e me fodo pra colocar uma letra e melodia vocal de qualquer jeito heheheheh
PUNKnet - Após dois EP’s e o disco Brasa, lançado em 2010, o Zander já é considerado um dos principais nomes do underground nacional. Como tem sido a repercussão do trabalho da banda?
Gabriel Zander - Felizmente só crescendo, cada vez mais gente conhecendo a banda, colando nos shows, comprando discos e adicionando nos perfis. É muito legal ver como nosso nome começou bem pequenino la embaixo nos cartazes e rapidamente chegou junto com grandes bandas que tão ai faz tempo mandando brasa como Garage Fuzz, Dance Of Days, Sugar Kane, entre outras. Mas por outro lado, só a gente sabe o quanto a gente ralou nos últimos anos pra estarmos aqui. Eu fico feliz porque sei que quando se quer uma coisa, o esforço é sempre válido.
PUNKnet - Com integrantes vindos de outras bandas, é inevitável não fazer comparações entre Zander, Noção de Nada, Deluxe Trio, Reffer e todos os projetos que vocês já fizeram ou fazem parte. Isso é algo que incomoda?
Gabriel Zander - De forma alguma. Totalmente normal. As pessoas só não podem confundir uma banda com uma época ou um momento da vida, porque esses, por mais que uma banda volte, não voltam nunca mais e quem não anda pra frente meu amigo, obviamente não sai do lugar. Move On !!
PUNKnet - O Zander está para lançar o slit “Chumbo”, com o Plastic Fire, Bullet Bane e Fire Driven. Quais as expectativas quanto à tour e à gravação do DVD?
Gabriel Zander - As melhores possíveis. Só de termos conseguido juntar as quatro bandas, por todo mundo pra ralar, ajudar da sua maneira, colocar o CD na fábrica, fechar uma parceria com os manos da Evil Deal e ainda por cima conseguir agendar uma tour de lançamento com as 4 bandas juntas, já é uma enorme vitória e satisfação pessoal de ter levantado a bunda do sofá e feito alguma coisa produtiva. Pra mim é motivo de muito orgulho e o meu principal objetivo mesmo é que as pessoas comprem a briga e sigam o exemplo saca? Dar uma sacudida ai na poeira que ficou muito tempo parada. Só espero que o público retribua e compareça nos shows deixando iniciativas como essa mais fortes e provando que a gente não é maluco e não estava errado hehe.
PUNKnet - De onde surgiu a necessidade de criar o estúdio Superfuzz?
Gabriel Zander - O meu interesse por gravações vem bem lá de trás quando fazíamos experiências na casa da minha avó. Sempre fiquei um pouco frustrado com os resultados finais das gravações das minhas bandas feitas em estúdios comerciais. Sempre senti falta de alguém que falasse a mesma língua que eu nesse sentido, que entendesse qual era o algo a mais que eu estava procurando alcançar. Daí com a facilidade da gravação no Computador eu pude começar a aprender um pouco, gravar bandas de amigos (desculpa ae pessoal, estraguei muitos discos hahah) pra ir aprendendo e estudando por conta própria e fazendo cursos que pudessem me acrescentar algo. Sempre acreditei muito que tudo é possível quando se tem vontade e dedicação, então fui com tudo e arrumei o meu jeito de ser feliz e viver de música e ainda por cima ter a oportunidade de trabalhar com bandas que eu acho simplesmente incríveis. Todos os dias eu aprendo algo novo e me sinto cada vez mais motivado.
PUNKnet - Como você concilia a vida de músico com o trabalho de produção musical?
Gabriel Zander - Com muito esforço e a mesma paixão pelos dois. Está ficando cada vez mais difícil e ao mesmo tempo prazeroso.
PUNKnet - Com tantos anos de estrada e experiência no underground, de que modo você avalia o cenário independente atual?
Gabriel Zander - Acho que está começando a ficar interessante denovo. Passou a onda mtv, gravadora, rede globo, de querer ser “rock star” e ter pessoas limpando a sua bunda pra você e agora algumas poucas pessoas estão começando a arregaçar as mangas novamente e fazer acontecer. Bandas novas muito boas e pessoas mais interessadas em fazer parte de algo verdadeiro do que virar uma celebridade de merda.
PUNKnet - Das novas bandas que estão surgindo, quais você tem ouvido e recomenda?
Gabriel Zander - Mongollian Grill, Fire Driven, Bullet Bane, Plastic Fire, Incendiall, Mais que Palavras, sei la cara, varias outras, só procurar pelos links.
PUNKnet - Quais foram os shows mais marcantes ao longo da sua carreira?
Gabriel Zander - O primeiro de todos em 1994 com Noção de Nada no Circo Voador, os 2 do Zander com Dead Fish também no Circo Voador, a abertura pro Green Day com Zander no HSBC Arena, o festival Manifesto Discos no Hangar 110, o último do Deluxe Trio na Outs e um show do Discoteque pra cerca de 20 pessoas em São Leopoldo/RS que foi inesquecível e mágico.
PUNKnet - Com as bandas Noção de Nada, Discoteque, Deluxe Trio e Zander no currículo, como você vê o seu amadurecimento musical ao longo dos anos e o que cada uma agregou a você?
Gabriel Zander - Cara, todas foram (e ainda são) experiências incríveis e me fizeram evoluir não só musicalmente, mas também como pessoa com a mesma intensidade. Nunca fiz nada pela metade e por isso quando alguma coisa não me representa mais 100% é hora de partir pra outra e deixar o que eu construí intacto antes de destruir aos poucos mantendo algo meia bomba em 99%.
PUNKnet - Quais os seus planos para 2012?
Gabriel Zander - Pretendo e preciso me dedicar mais ao meu estúdio e minha carreira de produtor. Muitas bandas do Brasil todo estão entrando em contato comigo bastante animadas e interessadas no meu trampo e tenho vontade de trabalhar com todas elas. Talvez as turnês e os shows com ZANDER diminuam um pouco ou bastante, mas ao mesmo tempo, estamos trabalhando nas melhores e mais diferentes músicas que eu já compus em todo esse tempo e nunca estive tão animado com um novo projeto, que pode vir a ser um CD, EP, Split ou qualquer outra coisa, tomando forma. Como sempre, muitas pessoas não vão entender e o triplo delas vão e isso é o que mais me motiva a continuar nessa.
PUNKnet - Aproveite o espaço e deixe seu recado para a galera.
Gabriel Zander - Obrigado por mais esse espaço !! Por favor, quem tiver interesse, confira o meu trabalho em mixmachineroom.wordpress.com , visite o site do meu estúdio www.superfuzz.com.br , fique por dentro das novidades da banda www.zanderblues.com e me adicione no Facebook, onde estou diariamente divulgando isso tudo e muito mais coisas em que estou envolvido diariamente. Valeu !!!!
Por: Laís Ribeiro - @lahh_ribeiro

















