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	<title>Punknet :: música + informação &#187; Entrevistas</title>
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		<title>Além dos Acordes #28 &#8211; com Clemente Tadeu do Inocentes e Plebe Rude</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 16:05:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Punknet</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_150227" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.punknet.com.br/alem-dos-acordes-28-com-clemente-tadeu-do-inocentes-e-plebe-rude/6468512893_b09a57ddd1_z/" rel="attachment wp-att-150227"><img class="size-medium wp-image-150227" title="6468512893_b09a57ddd1_z" src="http://www.punknet.com.br/wp-content/uploads/6468512893_b09a57ddd1_z-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>
<p class="wp-caption-text">Inocentes por: Patrick F. Oliveira &#8211; @_Tick</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Clemente Tadeu Nascimento é uma das personalidades pioneiras e mais marcantes do movimento punk do Brasil. Clemente já tocou em bandas como Condutores de Cadáveres, Restos de Nada e hoje se divide entre o Inocentes e Plebe Rude. Também é DJ, pai de família e trabalha como apresentador e diretor artístico do programa ShowLivre.com – sim, ele é multimídia. Com mais de trinta anos de punk, hoje a PUNKnet vai apresentar para vocês um pouco mais de um dos personagens mais atuantes do movimento no Brasil desde seus primórdios.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Clemente você foi um dos primeiros personagens a participar do movimento punk paulista com “Restos de Nada” – inclusive fizeram o primeiro show de punk rock paulista com a banda AI5. Vocês sabiam que estavam dando início a um movimento?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Clemente -</strong> Não, na época ninguém nem sabia o que era movimento, queríamos apenas tocar e para isso tínhamos que juntar forças com as bandas amigas, esse lance de movimento veio bem depois, quando as pessoas começaram a nos classificar como movimento, no começo eram shows para os punks amigos. rsrsrsrsrs</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Foi depois desse show que vocês formaram o “Condutores de Cadáver”? Vocês ficaram conhecidos por tentar amenizar a rivalidade que surgiu quando o punk começou a se segmentar em gangs. Conta um pouquinho sobre isso.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Clemente -</strong> O Condutores de Cadáver é minha segunda banda, fiquei no Restos de Nada de 1978 a 1979, entrei no Condutores no final de 1979 ou começo de 1980, a banda tinha outro nome, N.A.I. (Nós Acorrentados no Inferno), fizemos um show com esse nome que foi horripilante e tivemos que mudar o nome para Condutores. Na verdade começamos a organizar os primeiros festivais, fizemos um no Carnaval de 1980, onde tocaram as bandas Cólera e Vermes além da gente, esses festivais foram o embrião para o movimento punk paulistano que eclodiu no ano seguinte, as gangs foram sendo &#8220;catequisadas&#8221; aos poucos rsrsrs natural, todo mundo preferia os shows as brigas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; A filosofia “faça você mesmo” é uma das principais características do movimento punk e sempre vi isso como uma libertação. Fazer o que deseja e passar sua mensagem com os recursos que se tem. Sei que vocês lutaram para caramba, mas existe uma sensação de orgulho e liberdade no trabalho de vocês músicos que começaram nesse esquema?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Clemente -</strong> Sim, tem uma sensação bacana de &#8220;Eu fiz&#8221; rsrsrsrs, mas ninguém pensava nisso, simplesmente estávamos loucos para tocar e gritar e se a gente mesmo não fizesse nada iria rolar, então tínhamos que colocar a mão na massa, mas com uma naturalidade tão grande, pois ninguém estava pensando &#8220;Ah! Vamos ensinar uma lição&#8221;, a gente só queria tocar, gravar, encontrar os amigos e encher a cara juntos</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Você não acha que se hoje temos gravadoras independentes, festivais e projetos sem depender de gravadoras devemos isso ao punk?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Clemente -</strong> Sim, esse é legado do punk, ele deu o exemplo e todos seguiram o modelo que nem é tão diferente de como era na nossa época, a diferença é que hoje é muito mais fácil, gravar e lançar um disco, produzir um festival, não tinha lei de incentivo e nem projetos para bandas novas, era tudo na raça.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; A união de bandas para lançar trabalhos era interessante. E nos deu documentos espetaculares do movimento, como as coletâneas “Grito Suburbano”, “O Começo do fim do mundo” entre outras – isso era um meio de viabilizar a produção desses trabalhos? Como era a união dessas bandas?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Clemente -</strong> Na verdade a iniciativa não era das bandas, juntar as bandas era uma necessidade, mas a iniciativa sempre era de alguém que chegava e juntava todo mundo, o Grito Suburbano, foi iniciativa do Fabião, vocalista do Olho Seco e dono da Punk Rock Discos que era o selo que lançou o disco. Já o Começo do Fim do Mundo foi ideia do Bivar, para lançar seu livro &#8220;O Que é Punk&#8221; e o Calegari e a Meire que pegaram pesado na produção, mas a união entre as bandas era no bar na hora de tomar a cerveja. rsrsrsrs</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Quando o Inocentes assinou com a Warner em 86 sentiram diferença na forma de trabalhar? Existe mesmo o lance de sair da garagem? É ruim o fato de deixar de estar ali por você mesmo e ter que cumprir normas de gravadoras?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Clemente -</strong> Claro que houve diferença, éramos o que queríamos, estrutura para gravar, para divulgar nosso trabalho, começamos a chegar a lugares que eram impossíveis de se chegar sem a estrutura de uma grande gravadora na época, hoje em dia é muito fácil, com internet e os custos de gravação cada vez mais baratos, mas naquela época, sem falar que essa coisa de normas de gravadoras não existe, as relações entre bandas e gravadoras podem ser ruins independente se ela é uma multinacional ou um pequeno selo, conheço muitos selos que simplesmente sumiram com a grana de muita gente, existe uma certa ingenuidade em relação a isso. Para ser totalmente independente na nossa época tinha que ter grana, como éramos um bando de duros. rsrsrsrsrs</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Conta um pouquinho pra gente de como era o cenário no punk paulista. Como era circular no Lira Paulistana, Zona Fantasma, Via Berlim, Rose Bom Bom? O que os jovens daquela época almejavam, existiam tantas ideologias. Sente muito diferença da juventude daquela época pra de hoje?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Clemente -</strong> Quando decidimos, não ficarmos exclusivamente na cena punk e tocarmos em qualquer lugar que nos aceitasse, primeiro quebramos paradigmas, segundo esquecemos esses preconceitos que existem no meio punk o que foi muito bom para gente e para o Rock Paulista. Era ótimo circular por esses lugares e dividir o palco com um monte de gente bacana como Patife Band, Mercenárias, Beijo aa Força, Plebe Rude, Itamar Assunção, Arrigo Barnabé. Para mim não existem tantas ideologias assim, ou se é de esquerda ou de direita, mas as pessoas, principalmente de esquerda, adoram fazer sub-divisões que dividem pessoas que tem a ver e poderiam estar juntos, mas isso é típico da esquerda.</p>
<p style="text-align: justify;">Os jovens eram diferentes dos de hoje, por que a época era diferente e as ambições eram diferentes, democracia, liberdade e criar uma cena cultural alternativa, além de estabelecer um novo padrão de comportamento, coisas que hoje em dia nem devem estar em questão para os jovens de hoje.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; As ideologias cansam?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Clemente -</strong> As ideologias não cansam, as pessoas sim, pois elas perseguem e se preocupam com coisas idiotas que nem são importantes para a causa final.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Ahhh não vou te perguntar como aconteceu sua entrada no Plebe, porque deve estar exausto de responder isso. Mas imagino que tenha sido bacana a oportunidade de tocar com parceiros. Sente-se realizado ao olhar pra trás e ver o histórico dessas duas bandas que participa?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Clemente -</strong> Conheço a Plebe desde 1983, quando vieram tocar pela primeira vez em São Paulo junto com o Legião na casa em que eu trabalhava o Napalm, sempre curti o som da Plebe e nos tornamos amigos desde então. O Philippe me convidou para entrar para a Plebe depois de um show que fizemos no Kazebre com o Combat Rock só tocando The Clash, ele curtiu a vibe e me fez o convite, achei que daria e aceitei na hora.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Quando começou com “Restos de Nada”, você tocava baixo, não é? Me conta quando decidiu que queria tocar algo, fazer música. Quantos anos você tinha?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Clemente -</strong> Mas quando comecei no Restos de Nada, na verdade eu tocava guitarra base, mas como pintou um show e não achávamos baixista acabou sobrando pra mim rsrsrsrs, mas aí eu gostei de tocar baixo e fiquei anos tocando, voltei para a guitarra a contra gosto, quando retomamos o Inocentes em 1984, éramos três baixistas, aí tivemos que escolher e de novo sobrou pra mim rsrsrsrs.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Hoje em dia eu vejo letras de músicas de bandas novas e noto uma falta conteúdo ou até mesmo profundidade no texto. Mesmo os temas mais simples são passados de uma forma meio banal. Você sente isso?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Clemente -</strong> Infelizmente sim, mas temos algumas exceções, mas no geral pioraram muito mesmo, mas não tenho como julgar isso, tem gente que não é do rock que está escrevendo bem, tem bandas bem alternativas que mandam bem, o problema é nas mainstream, antigamente você tinha um Titãs com o Cabeça Dinossauro vendendo muito, mas isso é geral a música mais &#8220;popular&#8221; dos dias de hoje é muito ruim, Legião era popular e tinha letras ótimas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Acho importante que bandas tenham a conscientização que possam fazer algo de melhor em uma sociedade até por estarem presentes na mídia e vistos por milhares de pessoas, por isso o conteúdo é muito importante. Você não acha?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Clemente -</strong> Concordo plenamente, pena que hoje em dia já não é mais assim.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet- Já ouvi em entrevistas com Marcelo Nova onde ele sempre conta que foi salvo por você. Acho legal essa história. Conta ela pra gente.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Clemente -</strong> Xiii essa estória é muito longa, vou tentar resumir. Lá estava eu em 1984 no Carbono 14 assistindo o filme do Sex Pistols &#8220;The Great Rock&#8217;n'Roll Swindle&#8221;, quanto vi um monte de punks baianos chegando, descobri pelo sotaque rsrsrsrs, fiquei ali só observando, quando vi que um deles, descobri depois que se chamava Marcelo Nova iria se envolver numa confusão provocada por uns punks da Vila Amália, vendo que aquele punk baiano seria literalmente massacrado, intervi falando que ele estava comigo, assim como o resto da banda também e que ninguém iria mexer com eles, olha só que folgado rsrsrsrs, e aí me juntei ao Marcelo e sua trupe e fui devidamente apresentado e foi aí que fui saber que eles eram uma banda e se chamavam Camisa de Vênus.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; No mês passado o programa Altas Horas apresentou um programa sobre o movimento punk. Você acha que o movimento hoje está mais em evidência?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Clemente -</strong> Hora está em evidência, hora não, quando chegam essas datas redondas de comemoração acaba entrando em evidência de novo, dessa vez foram os 30 anos do &#8220;O Começo do Fim do Mundo&#8221; é normal, a mídia adora essas coisas rsrsrsrsrs e é legal que essa visibilidade trás mais shows para as bandas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Conte pra gente como foi o show do Plebe Rude no Lollapalooza do Chile.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Clemente -</strong> Foi surpreendente, tocamos cedo, não tinha muita gente mas fomos muito bem recebidos, até cantaram juntos quando improvisávamos em espanhol, sem falar nos vinhos e na estrutura.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet- Clemente pra finalizar queria que contasse um pouco dos projetos do Inocentes e Plebe e agenda dos próximos shows. Muito obrigada</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Clemente -</strong> A Warner relançou toda a discografia que o Inocentes lançou por lá em comemoração aos 30 anos da banda, e o &#8220;Pânico em SP&#8221;, ganhou seis músicas inéditas gravadas pela formação atual e uma segunda capa nova com essa formação, ou seja é uma edição comemorativa e tem o clipe de &#8220;As Verdades Doem&#8221; sendo divulgado. Acabamos de tocar nos festival &#8220;O Começo do Fim do Mundo&#8221;, gravamos Altas Horas e Agora é Tarde e temos show em Campinas dia 26/05 e no SESC Santo Amaro dias 01 e 02 de junho.</p>
<p style="text-align: justify;">A Plebe lançou um DVD o ano passado chamado &#8220;Rachando Concreto ao Vivo&#8221; e foi indicada ao Grammy Latino de melhor álbum de rock Brasileiro e perdeu para o Caetano Veloso rsrsrsrs, tocamos no Lollapalooza no Brasil e no Chile e tem show dia 19/05 em Mogi das Cruzes na Virada Paulista.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem quiser acompanhar a agenda das bandas é só ver no sites delas <a href="http://www.inocentes.com.br">www.inocentes.com.br</a> e <a href="http://www.pleberude.com.br">www.pleberude.com.br</a>.</p>
<p style="text-align: right;"> Texto por: <strong><a href="http://www.facebook.com/renata.py2?ref=ts" target="_blank">Renata Py</a></strong> - <strong><a href="http://www.punknet.com.br/the-meteors-no-inferno-club/www.twitter.com/@rocknpy" target="_blank">@rocknpy</a></strong></p>
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		<title>Além dos Acordes #27 – Com Gabriel Arbex da banda Zander</title>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2012 04:45:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Punknet</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Gabriel Arbex da banda Zander, também conhecido como Sanfoneiro, bateu um papo com a PUNKnet sobre música, estrada, produção musical e sobre os perrengues de bandas independentes, como por exemplo dormir na rua. Gabriel Arbex PUNKnet – Sanfona, como começou sua vida na música? Gabriel Arbex &#8211; Quando era criança, a música que eu ouvia [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://www.punknet.com.br/alem-dos-acordes-27-com-gabriel-arbex-da-banda-zander/' addthis:title='Além dos Acordes #27 – Com Gabriel Arbex da banda Zander ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Gabriel Arbex da banda Zander, também conhecido como Sanfoneiro, bateu um papo com a PUNKnet sobre música, estrada, produção musical e sobre os perrengues de bandas independentes, como por exemplo dormir na rua.</p>
<div class="mceTemp" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_149678" class="wp-caption alignleft" style="width: 209px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.punknet.com.br/alem-dos-acordes-27-com-gabriel-arbex-da-banda-zander/sanfona/" rel="attachment wp-att-149678"><img class="size-medium wp-image-149678" title="sanfona" src="http://www.punknet.com.br/wp-content/uploads/sanfona-199x300.jpg" alt="" width="199" height="300" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Gabriel Arbex</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet</strong> <strong>– Sanfona, como começou sua vida na música?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Gabriel Arbex</strong> &#8211; Quando era criança, a música que eu ouvia era a que meus pais ouviam, o que tocava pela casa. Certamente fui afetado por isso de alguma forma, mas nãoconsigo apontar nada específico. Acho que a primeira vez que alguma coisa mexeu mesmo comigo foi quando ouvi Guns N’ Roses. Não só as músicas como um todo, mas foi a primeira vez que eu me lembro de ouvir o som de uma guitarra e aquilo me impressionar. Queria poder produzir aquele som também.</p>
<p style="text-align: justify;">Então eu, obviamente, comecei a tentar tocar guitarra. Pouco tempo depois eu conheci Nirvana, que era tão simples e cru que, mais do que tentar tocar, eu vi que era realmente possível. Daí em diante, não parei mais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet</strong> <strong>- Você tinha algum artista ou banda que te fez querer seguir essa carreira?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Gabriel Arbex</strong> &#8211; Seguir carreira? Não sei se dá pra colocar dessa forma. Eu simplesmente sabia, assim que comecei a tocar, que aquilo era importantíssimo para mim e era onde eu tinha que estar. E, ao longo dos anos, foi ficando claro que não fazer música simplesmente não era uma opção. Não tinha essa escolha, tinha que fazer, do jeito que desse.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, por outro lado, houve sim bandas e ideias que me influenciaram também de uma forma extra-musical. Ter tido contato com Punk / DIY foi importante nesse sentido. Não só pela ética e pelas ideias práticas de como se lidar com o que existe ao redor da musica em si, como também me mostrou que essa porra é para a vida toda. Não é, nem nunca vai ser, um hobby de fim de semana ou uma diversão casual, é um comprometimento constante comigo mesmo. Talvez dê para chamar isso de carreira, não sei.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet</strong> <strong>- Você toca guitarra em uma das maiores bandas independentes do Brasil, o Zander. Conta um pouco para a gente da sua trajetória na banda até agora.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Gabriel Arbex</strong> &#8211; Na época em que o Noção de Nada acabou, nós vínhamos já trabalhando em várias idéias novas, fazendo demos para o que seria um próximo disco. Após o fim da banda, havia um consenso entre eu e o Bil de que nós queríamos continuar tocando juntos, tínhamos ideias parecidas no que diz respeito ao que é ter uma banda, e musicalmente funcionava muito bem.</p>
<p style="text-align: justify;">Então rolou a idéia de chamarmos o Phil para ajudar a produzir e desenvolver com a gente aquelas músicas que já existiam, e começamos a trabalhar nós três. Foi um período muito legal, de criatividade a mil. A gente se trancava no estúdio e as ideias iam surgindo e se desenvolvendo aos pouquinhos, uma nota de cada vez, Bil gravando bateras, eu gravando baixos&#8230; Sem nenhum compromisso com prazo, direcionamento, shows, nada. Sem saber aonde aquilo ia parar, e essa era a graça. Afinal, não era uma banda ainda, passou a ser quando percebemos que estava ficando bom e ficou claro para todos nós que havia o desejo de levar aquilo adiante. Ainda bem que o Léo apareceu meio que nessa época, ajudou a viabilizar essa vontade. E pouco tempo depois chamamos o Guta e finalmente tínhamos uma banda nova.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre essa primeira movimentação, o primeiro disco sair e o primeiro show, passou muito tempo, quase dois anos. Lembro de sentir um certo frio na barriga, um misto de otimismo, ansiedade e excitação. Pensava “isso aqui tá ficando foda”, realmente acreditava naquelas músicas e naquelas pessoas e na forma como as coisas vinham sendo feitas, e não via a hora de ver isso tudo na rua, ver o que ia acontecer. Porque seja lá qual for a arte que você faz, por mais sincera e verdadeira que ela realmente seja, ela só tem a chance de cumprir seu potencial quando entra em contato com a rua, do lado de dentro ela é limitada.</p>
<p style="text-align: justify;">Além do mais, eu já estava com uma séria abstinência de palco, não passava tanto tempo sem pisar em um palco desde que tinha começado a tocar em bandas, na adolescência. Mas valeu cada minuto. De lá para cá foram três discos, turnês suicidas, shows incríveis, amigos pelo Brasil inteiro. Fico muito feliz em ver ralação e dedicação cega tendo contribuído para que as coisas estejam como estão agora, com cada vez mais gente indo aos shows, ouvindo nossas músicas e se identificando com a banda de uma forma ou de outra.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet</strong> <strong>- No Zander, são dois EPs e um disco full. Conta para a gente um pouco como é o processo de gravação e composição de vocês.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Gabriel Arbex</strong> &#8211; Costuma começar com alguém, na maioria das vezes o Bil, trazendo uma ideia para o ensaio, ou gravando em casa antes para que todos possam ouvir e já chegar entendendo mais ou menos do que se trata. Essa ideia pode ter já uma forma definida e quase final, ou pode ser composta só de algumas partes soltas, ou até mesmo um único riff. A partir daí nós vamos tocando juntos, tentando achar o ponto certo de cada riff, cada passagem, conversando a respeito quando necessário, e nesse meio tempo cada um vai contribuindo com pequenas coisas que podem expandir a ideia original. Muitas vezes estamos todos na mesma página, mas mesmo assim, cada um ouve e interpreta de uma forma, e essa diversidade é fundamental.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de sempre partirmos de um ideia que alguém traz, o processo como um todo é bem colaborativo. <span style="text-align: justify;">Uma coisa que fazemos sempre, e que considero importante, é gravar logo uma demo / pré. Assim que a gente chega em uma forma que faça sentido minimamente, por mais que a gente saiba que “ainda não tá lá”, é feito um registro. Para julgar os arranjos, saber onde existem choques e ter uma noção geral de como as coisas estão soando, ouvir uma gravação é muito mais eficiente do que tentar discernir elementos no meio da demência do ensaio. É bem comum termos várias demos das mesmas músicas antes da gravação definitiva.</span></p>
<p style="text-align: justify;">Na hora de gravar, nós simplesmente reservamos os dias necessários no Superfuzz e mandamos brasa. Como o estúdio está sempre ocupado com outros projetos e bandas, é bem raro o termos à disposição. Uma vez lá, a gente faz o esquema “linha de montagem”. Fazemos todas as guias, depois todas as a bateras e por aí vai. E na última hora, o Bil vai lá e grava os vocais. E é quando as músicas finalmente tomam forma.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet</strong> <strong>- Recentemente, vocês também lançaram o Split Chumbo com outras bandas da cena. Como está sendo a repercussão desse trabalho?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Gabriel Arbex</strong> &#8211; Está sendo ótima. O formato split é muito legal. E durante um bom tempo, foi muito comum, não só lá fora como aqui também (o “Faces do Terceiro Mundo” é um bom exemplo). Mas há muito tempo que, pelo menos no Brasil, ninguém fazia nada parecido. Então, acho que o Chumbo é um resgate interessante. Não só do formato em si, mas também um resgate de toda uma forma DIY de pensar o que é ter umas ideias, uma banda, e querer compartilhar isso tudo. Espero que as pessoas que se interessaram pelo disco saquem isso, e levem a ideia adiante, façam seus próprios discos e se movimentem à sua maneira.</p>
<p style="text-align: justify;">Para mim, o que melhor encapsulou todo o espírito do disco foi a turnê que fizemos. Quatro bandas ali, juntas, com o mesmo objetivo: mostrar não só a música, mas também uma ideia de como achamos que as coisas devem ser feitas. E nos divertimos para cacete nesse meio tempo. Fazia tempo que eu não sentia, tão latente, esse espírito de camaradagem entre bandas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet</strong> <strong>- Por falar em gravação, você também trabalha com produção musical no Estúdio Superfuzz junto com o Gabriel Zander (Bil). Conta um pouco da sua vida nesse ramo.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Gabriel Arbex</strong> &#8211; A primeira vez que eu entrei em um estúdio eu devia ter uns 15 anos. Fiquei fascinado, e soube imediatamente que era um tipo de ambiente onde eu gostaria de estar sempre. E a partir dali eu tive isso como um objetivo, sabia que queria trabalhar com gravação e produção, embora ainda não soubesse muito bem como. Fui fazer faculdade em outra área e tal, mas sabia que o que eu queria mais fazer, além de tocar, era gravar. Música sempre foi uma coisa importantíssima para mim desde que comecei. Queria que fosse uma experiência total, então acho natural que eu acabasse gravitando para essa área também.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, era muito comum as minhas primeiras gravações não soarem nem próximas dos discos de rock que eu gostava. Isso porque os técnicos, independentemente da competência, não tinham as mesmas referencias que eu, a estética era completamente outra. E eu sabia que, se aprendesse o ofício, poderia fazer discos da forma que eu gostaria que fossem feitos quando era moleque. Fiquei sabendo de um curso de áudio que existia aqui no Rio (era o único do Brasil na época, se não me engano) e fui fazer. O professor trabalhava num estúdio grande daqui do Rio, e no final do curso me chamou pra trabalhar lá.</p>
<p style="text-align: justify;">Trabalhei em estúdios grandes durante um bom tempo, em discos de artistas bem grandes também. Mas foi no Superfuzz que eu passei a exercer o ofício de verdade. Pude botar em prática todas as referencias que eu tinha, e comprovei que fazer algo do jeito que você acha que deve ser feito é sempre o melhor caminho. Claro que existe muita tentativa e erro, afinal o aprendizado é, e sempre vai ser constante, mas assumir esse compromisso com a própria visão das coisas sempre vale a pena.</p>
<p style="text-align: justify;">E, claro, nesse processo tive, e ainda tenho, a oportunidade de trabalhar com bandas incríveis. Tenho muito orgulho do trabalho que fazemos no Superfuzz.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet</strong> <strong>- Antes do Zander, você também tocou na histórica banda Noção de Nada. Como foi o tempo em que você tocou no Noção de Nada?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Gabriel Arbex</strong>  &#8211; Foi um período importantíssimo da minha vida, um enorme aprendizado. E não só pelo lado artístico, no qual eu cresci muito, mas também porque o Noção foi a primeira banda que eu tive que operava em um nível mais alto de comprometimento. Era um trampo mesmo. Quando eu entrei, a banda já era bem conhecida, tinha compromissos, fazia muitos shows e tinha fãs em tudo quanto é canto. Então, para mim, foi como ser jogado no meio de um furacão, com tudo o que isso pode ter de positivo. Conheci o Brasil quase inteiro tocando com o Noção, e descobri que viajar incessantemente é uma das coisas que eu gosto em ter uma banda, por mais difícil que seja muitas vezes. E acabei me acostumando tanto a essa rotina que até hoje eu me sinto esquisito quando por acaso fico muito tempo sem viajar para tocar, bate uma inquietude estranha.</p>
<p style="text-align: justify;">Felizmente o Zander acabou sendo uma banda ainda mais estradeira que o Noção. Não trocaria por nada as experiências que tive com o Noção de Nada, e fico feliz quando lembro que fiz parte disso tudo. Era uma banda foda.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Além de Zander e Noção de Nada, você tocou no Nipshot e no Discoteque. Como foram essas experiências?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Gabriel Arbex</strong>  &#8211; O Discoteque foi muito divertido, tinha um certo clima de semi-fanfarronice, e eu gostava muito das músicas. Os shows também eram muito doidos e completamente imprevisíveis, e eu adorava isso. Eu tenho a impressão de que, musicalmente, era uma tanto “off” em relação ao que rolava na época, pelo menos dentro da cena hardcore. Mas, de qualquer forma, dentro da banda não havia uma unidade criativa muito forte entre todos, tanto que foi acabando naturalmente.</p>
<p style="text-align: justify;">O Nipshot foi, musicalmente, uma das experiências mais intensas que eu já tive. Tinha um nível de entrega ali, no momento em a gente tocava, que era forte mesmo. Ainda bem que, recentemente, o disco que a gente tinha começado a gravar há tanto tempo e foi quase engavetado quando a banda parou, finalmente saiu. Seria um desperdício aquelas musicas não serem ouvidas.</p>
<p style="text-align: justify;">Felizmente, a banda voltou à ativa. Não estou mais tocando com eles, mas pude ver um show recentemente, e foi um tapa na cara. Incrível mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet</strong> <strong>- Você tem alguma paixão além da música?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Gabriel Arbex</strong>  &#8211; Desde que comecei a me envolver de verdade com música, seja tocando, gravando, ou simplesmente ouvindo, nunca me dediquei com tanta vontade e teimosia a mais nada.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet</strong> <strong>- Tem algum show que ficou marcado em sua vida como um dos mais especiais?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Gabriel Arbex</strong> &#8211; Tem vários, especialmente no baú do Noção e do Zander. Mas um que eu não esqueço nunca, de tão inusitado, foi com o Discoteque em São Leopoldo (RS), devia ter umas 20, 30 pessoas no máximo assistindo, e ninguém fazia a menor idéia de quem a gente era, mas foi uma catarse completa. Foi a primeira vez que vi gente que não conhecia as músicas subir no palco para cantar com a banda.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet</strong> <strong>- Qual foi o maior &#8220;perrengue&#8221; que você já passou na estrada?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Gabriel Arbex</strong> &#8211; Dormi na rua uma vez. Estávamos em Arroio do Sal (RS), e depois de um show esquisitíssimo em um caminhão de som muito tosco, o produtor, que nos arranjaria um lugar para ficar, simplesmente sumiu, evaporou. Como os hotéis estavam todos fechados ou lotados, não tínhamos pra onde ir e ficamos perambulando pela praça. O dono de um dos bares concordou em deixar algumas cadeiras do lado de fora depois de fechar. Ficamos lá alternando entre as cadeiras e a sarjeta até a tarde do dia seguinte, quando finalmente conseguimos pegar um ônibus até Porto Alegre.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi com o Discoteque isso, banda curiosa, aparentemente minhas experiências mais extremas foram com ela&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet</strong> <strong>- Como você avalia a cena independente brasileira?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Gabriel Arbex</strong> &#8211; Tenho tido uma impressão bastante otimista, tomara que eu esteja certo. Houve um período recente em que parecia haver um objetivo comum, espalhado pelas bandas, de chegar na grande mídia, assinar com major e fazer esse jogo todo.</p>
<p style="text-align: justify;">Não foi generalizado, mas certamente foi uma tendência. Mas, de qualquer forma, isso parece ter passado. Até porque essa ideia de “chegar lá” é meio turva hoje. Onde é “lá”? As gravadoras estão em frangalhos, ficou claro que o modelo clássico de negócio deles já não funciona mais&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Por outro lado, o fato de quase ninguém mais pagar pela música que ouve ainda prejudica os independentes, porque vender CD’s era uma forma das bandas terem algum retorno financeiro. E banda, para existir e operar de verdade, custa dinheiro mesmo, quem tem uma sabe disso.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas estamos passando por um período de transição, um certo limbo. O lance é entender, e aceitar, que as coisas estão mudando e continuar trabalhando. Mais à frente, a tendência é que se estabilizem de alguma forma. Não tenho respostas, mas estou curioso para ver como vai ser isso.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet</strong> <strong>- E você que é um profissional da área. O que você acha das gravações feitas em casa por algumas bandas?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Gabriel Arbex</strong> &#8211; Nunca foi tão fácil e barato gravar em casa. E essa democratização é positiva, porque permitiu a muita gente aproveitar essa possibilidade e começar a experimentar, e eu me incluo nisso. Mas, por ter muito mais gente gravando, consequentemente tem muito mais gente gravando mal. As ferramentas básicas estão mais acessíveis, mas elas são só isso, ferramentas. E o domínio delas é só uma parte do trabalho de gravar e produzir. O processo todo envolve técnicas muito específicas, é uma área de conhecimento bem vasta. E, além disso, mesmo que você saiba muito bem o que está fazendo, a estrutura de um estúdio faz muita diferença. É um espaço 100% dedicado, com tratamento acústico, equipamento escolhido a dedo&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">É claro que há quem consiga chegar em bons resultados fazendo em casa, mas eu diria que são exceções.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet</strong> <strong>- Quais os planos pro futuro?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Gabriel Arbex</strong> &#8211; No Zander, estamos no momento trabalhando em músicas novas. Estou muito empolgado com o que tem saído e não vejo a hora de gravar e botar na rua. E também quero, principalmente, me concentrar cada vez mais em gravar e produzir bandas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet</strong> <strong>- Esse espaço é seu, deixa uma mensagem pra quem está lendo essa entrevista.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Muito obrigado, Romulo e PUNKnet, pelo espaço. Quem quiser saber sobre o que a gente anda fazendo no estúdio e com o Zander, e entrar em contato para o que for, <a href="http://www.superfuzz.com.br" target="_blank">www.superfuzz.com.br</a> e <a href="http://www.zanderblues.com" target="_blank">www.zanderblues.com</a></p>
<p style="text-align: right;">Por: <strong><a href="http://www.facebook.com/romulo.ndn" target="_blank">Rômulo Oliveira</a></strong> - <strong><a href="http://www.twitter.com/@romulo_oliver" target="_blank">@romulo_oliver</a></strong></p>
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		<title>Entrevista com o Belvedere</title>
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		<pubDate>Sun, 06 May 2012 22:10:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Punknet</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Belvedere]]></category>
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		<description><![CDATA[O Belvedere desembarca em breve em terras brasileiras juntamente com o Less Than Jake. O vocalista e guitarrista da banda, Steve Rawles, bateu um papo com a gente a respeito da carreira e das expectativas para os shows no Brasil. PUNKnet: Primeiramente, qual é a sensação de voltar as tours com o Less Than Jake? Existe [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://www.punknet.com.br/entrevista-com-o-belvedere/' addthis:title='Entrevista com o Belvedere ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_149435" class="wp-caption alignleft" style="width: 220px"><a href="http://www.punknet.com.br/entrevista-com-o-belvedere/steve-rawles-por-mairo-cinquetti/" rel="attachment wp-att-149435"><img class="size-full wp-image-149435" title="Steve Rawles por mairo cinquetti" src="http://www.punknet.com.br/wp-content/uploads/Steve-Rawles-por-mairo-cinquetti-e1336345487366.jpg" alt="" width="210" height="307" /></a>
<p class="wp-caption-text">Steve Rawles por: Mairo Cinquetti</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">O Belvedere desembarca em breve em terras brasileiras juntamente com o Less Than Jake. O vocalista e guitarrista da banda, Steve Rawles, bateu um papo com a gente a respeito da carreira e das expectativas para os shows no Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet: Primeiramente, qual é a sensação de voltar as tours com o Less Than Jake? Existe alguma razão especial para tocar com eles?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Steve Rawles:</strong> É ótimo estar no palco com o eles. Nós tocamos no Groezrock no último fim de semana e foi maravilhoso. Estou amarradão na tour do Less Than Jake. A Webrockers no Brasil teve a ótima ideia de por as duas bandas juntas, estamos muito empolgados com isso.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet: Como foi a decisão de dar vida novamente a banda?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Steve Rawles:</strong> Jay e eu começamos a conversar sobre a seis meses. Parecia que todos nós queriamos tocar novamente. Eu já sabia que Graham gostava da ideia por que nós conversamos sobre na Standoff. Então eles perguntaram a Scott e ele estava dentro!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet: Durante esses sete anos você continuou trabalhando com música?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Steve Rawles:</strong> Eu estava tocando na This Is A Standoff nos últimos cinco anos. Nós estivemos no Brasil em março com Anti-Flag.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet: É a primeira vez que você toca no Brasil. O que você espera? O que vocês estão esperando do público brasileiro?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Steve Rawles:</strong> Essa é a minha segunda vez no Brasil, mas a primeira com o Belvedere. Eu espero as mesmas pessoas maravilhosas que eu vi na última vez em Standoff.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet: A banda tinha dez anos quando vocês decidiram parar. Como foi essa decisão?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Steve Rawles:</strong> Foi uma decisão em conjunto que tivemos quando percebemos que estavamos fazendo muitos shows fora. Nós não somos uma grande banda, nós fazemos tours em vans, dormimos no chão e não temos dinheiro. Após dez anos disso nós decidimos seguir com as nossas vidas. Essa foi uma das decisões mais difíceis da minha vida.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet: Você conhece ou gosta de alguma banda brasileira?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Steve Rawles:</strong> Nitrominds e Dead Fish são duas grandes bandas brasileiras.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet: Quais bandas você tem ouvido? Alguma indicação?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Steve Rawles:</strong> Veja a resposta acima</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNknet: A cena do Hardcore parece ter perdido força. Você concorda?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Steve Rawles:</strong> Depende de quem você está falando. Muitas pessoas cresceram e mudaram. No entanto, eu acho que com a banda de punk certa talvez você tenha os velhos caras para um show. Haha!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet: Tem alguma nova banda, uma nova cara que você recomenda?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Steve Rawles:</strong> Actionmen da Italia, é uma banda maravilhosa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet: O que o público brasileiro pode esperar dos shows do Belvedere? Alguma surpresa?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Steve Rawles:</strong> Pulos, brincadeiras, sorrisos e muita interação. Você nos verá na multidão antes e depois do show.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet: Podemos dizer que essa volta é pra valer? Quero dizer, Belvedere está de volta para ficar?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Steve Rawles:</strong> Nós não temos planos no momento, estamos vivendo um dia de cada vez, mas por enquanto está otimo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet: Bom, mande uma mensagem para o público brasileiro que está lendo essa entrevista na PUNKnet</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Steve Rawles:</strong> Obri-fucking-gado!!!! Mal posso esperar para ver vocês todos.</p>
<p style="text-align: right;">Entrevista por: <strong><a href="http://www.facebook.com/claraheloisa" target="_blank">Clara Silva</a></strong> - <strong><a href="http://www.twitter.com/clarahsm" target="_blank">@clarahsm</a></strong></p>
<p style="text-align: right;">Tradução por: <strong><a href="http://www.facebook.com/carolina.amancio" target="_blank">Carolina Amâncio</a></strong> - <strong><a href="http://www.twitter.com%@anchorcma" target="_blank">@anchorcma</a></strong><strong></strong></p>
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		<title>Além dos Acordes #26 &#8211; com Melvin Ribeiro (Carbona e Driving Music)</title>
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		<pubDate>Wed, 02 May 2012 04:29:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Punknet</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[alem dos acordes]]></category>
		<category><![CDATA[melvin]]></category>

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		<description><![CDATA[Melvin, do Carbona e de todas as outras bandas que você já teve chance de ouvir na vida, bateu um papo com a PUNKnet sobre música, experiências diversas, musicais, e o projeto de ser o Túlio Maravilha do mundo do rock. PUNKnet &#8211; Melvin, quando a música entrou a sua vida? Melvin - Meu pai era de [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://www.punknet.com.br/alem-dos-acordes-26-com-melvin-ribeiro-carbona-e-driving-music/' addthis:title='Além dos Acordes #26 &#8211; com Melvin Ribeiro (Carbona e Driving Music) ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Melvin, do Carbona e de todas as outras bandas que você já teve chance de ouvir na vida, bateu um papo com a PUNKnet sobre música, experiências diversas, musicais, e o projeto de ser o Túlio Maravilha do mundo do rock.</p>
<div id="attachment_149049" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.punknet.com.br/alem-dos-acordes-26-com-melvin-ribeiro-carbona-e-driving-music/19639_291320156008_719086008_3509399_5015523_n/" rel="attachment wp-att-149049"><img class="size-medium wp-image-149049" title="19639_291320156008_719086008_3509399_5015523_n" src="http://www.punknet.com.br/wp-content/uploads/19639_291320156008_719086008_3509399_5015523_n-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>
<p class="wp-caption-text">Arquivo Pessoal</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Melvin, quando a música entrou a sua vida?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Melvin -</strong> Meu pai era de gravadora nos anos 70/80. Tinha um monte de discos pela casa. Daí quando eu tinha nove anos eles me ensinaram a mexer na vitrola e me mostraram aquela coletânea &#8220;Beatles 62/66&#8243;, dupla, de capa vermelha. A partir daí fui mexendo em toda a coleção e montando a minha (pedindo para o meu pai e meu padrinho conseguirem os discos). Em algum momento deu vontade de tocar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Você tinha alguma artista ou banda que te fez querer seguir essa carreira?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Melvin -</strong> Eu acompanhava de perto os artistas que trabalhavam com o meu pai, especialmente a Legião Urbana, mas também Paralamas, Lobão, Barão. Ia aos shows, fui apresentado. A Legião não tinha baixista fixo desde que o Renato Rocha saiu, resolvi aprender baixo hehehe</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; 15 anos de Carbona, conta um pouco para a gente como foi toda essa história.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Melvin -</strong> A gente nunca planejou chegar a esse aniversário! O Carbona começou da forma mais despretensiosa possível, no Baixo Gávea, lugar onde diariamente dezenas de bandas são planejadas e não saem do papel. A gente queria fazer uma banda que ensaiasse muito e fosse na onda Queers/Screeching Weasel e não parou mais. No primeiro mês já tinha uma demo com nove músicas compostas naquele período, com seis meses a gente estava lançando o disco no Canadá com uma turnê pelos Estados Unidos/Canadá e hoje estamos aí, preparando o décimo disco, centenas de shows pelo país, a mesma formação acrescida de um guitarrista, o Bjorn. A banda nunca acabou, nunca parou indefinidamente, seguiu fazendo, e teve a grande sorte de algumas pessoas que acreditaram na gente ao longo desse tempo, principalmente os fãs e o pessoal que entrou na ralação junto, lançando os discos da gente ou produzindo shows.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Atualmente você está tocando junto com o Fábio no Driving Music. Como tem sido este trabalho?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Melvin -</strong> Sensacional! O Driving Music tem ocupado bastante do meu tempo e isso é um imenso prazer. São cinco pessoas tocando e com todas tenho uma relação muito especial, do Gustavo (que foi baterista da minha segunda banda) ao Fabio, um amigo vindo do mundo das bandas (da &#8216;cena&#8217;) que virou vizinho e amigo mesmo. O som da banda tem muito de bandas e artistas que eu gosto uito, como Wilco e Neil Young, e que não cabiam muito nas outras bandas que me envolvi até hoje. O Driving Music preenche esse meu lado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Você é um cara que já tocou em muitas bandas, como o Lafayette e os Tremendões, Leela, Mustang, Barneys,Hill Valeys, Ramirez, Wacky Kids. De onde vem tanta energia?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Melvin -</strong> Hmmm&#8230; a lista impressiona um pouco pelo tamanho (pelo menos aconteceu comigo quando olhei pela última vez) mas a real é que impressiona mais ter tempo e se dedicar. A energia vem do som que elas fazem ter me cativado de uma forma ou de outra. Assim como o Driving Music despertou meu lado Wilco, o Hill Valleys trazia o lado Get Up Kids/Saves the Day/Jimmy Eat World, e no caso do Ramirez especificamente eu toquei em dois shows especiais, cujo repertório era só Weezer (e daí acabei gravando um moog no primeiro CD deles). O Barneys era um dos maiores clássicos do Rio, assim como o Cabeça, e ter feito parte da formação das duas é um enorme orgulho.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Sobre as bandas citadas acima, quais são as melhores lembranças ou momentos mais marcantes que vivenciou em cada uma?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Melvin -</strong> Lafayette e os Tremendões tem as melhores histórias de estrada do mundo, e uma vez fizemos um show na Virada Cultural em SP, às 5h da manhã no Largo do Arouche, que nunca mais esqueci. Com o Leela participei do auge dos festivais independentes, conheci alguns ídolos da música e ainda abrimos pro Malkmus (Pavement). E por aí vai. Muitas emoções, diria o Rei.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Você já tocou com o Los Hermanos, e no ano passado fez um show junto com o Rodrigo Barba no tributo aos 10 anos do disco Bloco do Eu Sozinho. Como é pra você toda essa experiência?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Melvin -</strong> A história de Hermanos é meio doida, né? Porque eles eram amigos de faculdade, de banda e de cena, e de repente viraram a maior banda de toda uma geração. Daí é um lance meio esquizofrênico, porque é tipo &#8220;vou lá ver o show dos amigos&#8221; e aí não é exatamente isso, né? Ouço os discos como fã e tal. E ao mesmo tempo que foi uma enorme alegria ser chamado para tocar no final da turnê do Bloco e motivo de orgulho eterno, foi razoavelmente natural. Eu nem recebi um set list. Fui tirando o que aparecia mais nos sets recentes (postados na homepage), pensava em umas que eu queria tocar, cheguei na fazenda onde eles estavam ensaiando a pré- do &#8220;Ventura&#8221;, passamos uma música cada vez e fomos. Nem bateu nervosismo, nada do gênero. Naturalzão. Daí agora o Bloco (&#8220;Bloco do Eu Sozinho&#8221;) fez 10 anos e o Barba teve a ideia de reunir o pessoal para tocar, foi muito maneiro. Primeiro porque o clima da banda foi dos mais incríveis da história, e depois porque participar e ver do palco o que é a relação das pessoas com essas músicas é uma sensação bastante única. Tomara que ano que vem role algo para comemorar os 10 anos do &#8220;Ventura&#8221;. E lembrem de mim!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Você participou do musical americano Hedwig. Como surgiu a oportunidade de realizar o trabalho?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Melvin -</strong> Fui chamado para fazer a temporada paulista da peça e agora vou continuar para mais uma temporada no Rio, em Abril. Fui chamado pelo Pedro, que era do Luxúria e do Rodox, um irmão das antigas com quem nunca tinha dividido o palco. Eu sou fã do filme &#8216;Hedwig&#8217;, vi quando o filme passou no cinema aqui, então foi toda essa alegria combinada. Enquanto músico, fazer uma peça é razoavelmente mais fácil que um show. Tem um milhão de ensaios antes, é exaustivo, mas na hora mesmo tem menos variáveis que um show. Aprendi muito sobre disciplina. E passei a respeitar muito mais atores. Os da peça são absurdos!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet – Segundo seus cálculos, você já realizou mais de 1.000 mil shows. Qual é a sensação de ter atingido um número tão alto e com tantas bandas diferentes?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Melvin -</strong> Me senti o Túlio Maravilha agora! hahahahaha Na verdade estou perto de 800, quando e se eu chegar ao milésimo (tudo indica que sim) vai ser motivo de muita alegria, mesmo. É bacana porque de certa forma avaliza um pouco essa carreira que escolhi, né? Já passei por muita, muita coisa. Só de fazer o currículo para o livro da peça fiquei meio chocado. É um misto de orgulho e realização, por mais que eu não me sinta realizado ainda. Quer dizer, realizado sim. Mas não cheguei nem na metade de tudo que queria. Será que consigo?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Você também toca com o Wander Wildner quando ele vai para o Rio. Como surgiu essa parceria?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Melvin -</strong> Na época em que o Carbona começou o Wander estava lançando a carreira solo, com o &#8220;Baladas Sangrentas&#8221;, e eu não perdia um show. Empório, Ballroom, onde fosse&#8230; E segui acompanhando tudo, acho que já foram uns seis discos dele também. O Barba gravou algum disco e ia fazer uma participação no show do Rio. Eu contei da minha admiração e ele escreveu um e-mail para o Wander assegurando que eu sabia tocar o repertório inteiro dele, que tinha que participar do show. Menos de uma semana depois teve o show, e tudo deu muito certo. Aí o Wander elegeu a gente para banda local no Rio. É uma sensação incrível, bom para caralho. E óbvio que eu não sabia nenhuma música ainda quando o Barba resolveu mandar esse e-mail por conta própria.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Como surgiu a banda Descendentes?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Melvin -</strong> Somos eu, Mateus (Phone Trio) e o Daniel e o Tuirow (ambos do emo.). Alguém lembrou de me chamar, e acho que não levavam tanta fé assim em mim até eu chegar no primeiro ensaio com meu baixo autografado pelo Karl Alvarez. Sim! Eu fui um dos produtores do show do Lemonheads no Rio, daí soube que ele ia tocar na banda de abertura (All Systems Go!) e levei o baixo pra ele autografar! O lance do Descendentes é incrível, são amigos com quem nunca tinha tocado, e tirar os baixos do Karl com alguma fidelidade foi dos maiores exercícios que já passei musicalmente. Fizemos dois shows, um no Rio e um em SP aproveitando a temporada do Hedwig, e foram ótimos.<br />
Descendents é muito banda do coração. MUITO.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Você tem um currículo de luxo, já tendo tocado em diversas bandas, por muitos anos. Como você avalia a cena hoje e o que mudou em relação a cena do passado?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Melvin -</strong> Acho que os problemas não mudaram muito, mas não acho que esse deva ser o foco. Tem sempre as roubadas e tal, e os tipos de roubada e erros de produção nunca mudam, mas como a repetição é uma das formas de humor, tento rir o quanto dá quando passo por uma. Fora isso, demo-tape era romântico, mas homepage também é muito legal e ter banda continua sendo o melhor jeito pra conhecer melhor o país, não só em termos de turismo mas para sacar o que cada lugar tem de diferente. E visitar lugares que não seriam prioridade nas viagens de férias.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Além da música, você tem alguma outra paixão?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Melvin -</strong> Um amor e várias paixões. Gosto de futebol, de acompanhar e jogar, gosto de cinema, gosto de filmes sobre música, e sou louco por shows. Acho que onde mais gastei dinheiro na vida foi viajando para ver shows dos meus artistas favoritos. E sempre valeu à pena. Tudo meio relacionado com música, né? Mas é meio indissociável na minha vida.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Sabemos que viver de música no Brasil é bastante complicado. Já teve algum momento que você pensou em desistir?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Melvin -</strong> Acho que já estive perdido, sem rumo, mas pensar em desistir exatamente não. Eu sou tão cabeça-dura que não entendi que isso é uma possibilidade! hehehehe</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Você já passou por experiências com gravadoras, produtores, eventos totalmente independentes e etc. O que você acha que ajuda a levantar a cena, e o que com certeza &#8220;fode&#8221; tudo?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Melvin -</strong> Eu acho que o que move a cena, no final das contas, é o amor. Sério MESMO. As pessoas depositam uma energia vital (que é mais abundante na adolescência) trabalhando direta e/ou indiretamente pela cena. Tem sacrifícios sendo feitos a todo instante, e isso gera vários momentos recompensantes para todos os envolvidos, e não estou falando muito de dinheiro. São mais os momentos e tal, os que viram lembranças e a gente passa a vida recordando. E a falta de profissionalismo, na real a preguiça de agir seriamente/profissionalmente, atrasa um pouco e faz 99% dos envolvidos pular fora, tratar como uma fase da adolescência. Faz parte. Sem ressentimentos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Se tivesse a oportunidade de mudar alguma coisa na sua história de músico, o que você mudaria?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Melvin -</strong> Em alguns momentos-chave teria sido menos tímido, mais seguro. Tentar escrever músicas sempre, até aprender direito. Mas de alguma forma talvez isso tudo levasse a exatamente o mesmo ponto. Arrependimento mesmo não vem à cabeça.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Qual banda você destacaria da atual cena?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Melvin -</strong> Não sei o que anda acontecendo de punk e hardcore no Rio, o Carbona tem se misturado menos do que deveria. Mas vou a um monte de shows legais de outros estilos. Tem Cabeza de Panda, tem a Tono, o Letuce é legal mas ainda estou um pouco mais para viúva do Binário, Do Amor, Canastra, Mario Maria. O Rio vai bem. Do resto do Brasil acho que o que eu curto não é novidade mais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet – Algum conselho para quem está começando uma banda agora?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Melvin -</strong> Vá até o final. Com amor e dedicação. Quem sabe?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Vocês como poucos teve a oportunidade de gravar alguns álbuns. Qual ou quais vocês destaca como sendo o melhor e o pior? Por que?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Melvin -</strong> Na medida que o melhor é sempre o último, pode ficar parecendo que o primeiro seria então o pior. Mas não é assim. No Carbona a gente sempre ficou encucado com gravação, achava que dava para soar melhor. Fomos até o maior studio do Brasil, Toca do Bandido, e mesmo assim saí de lá pensando em mudar umas coisas. Mas o &#8220;Apuros&#8221; mostro com um orgulho incomum. E do &#8220;Dr. Fujita&#8221; eu não mudaria nada até hoje. O pior é quando não gravei: é ter resolvido sair do Leela na semana de gravar um disco que estava ensaiando há anos, é o Acabou La Tequila não ter gravado um disco novo depois que entrei, é minha segunda banda não ter gravado CD.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Quais seus planos paro o futuro?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Melvin -</strong> Um disco solo. Tem que acontecer. Depois livros também. E daí outros discos. Solo e em bandas novas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Esse espaço é seu, deixe uma mensagem paro o pessoal que está lendo essa entrevista.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Melvin -</strong> Se você chegou até aqui tem minha completa admiração. Muito obrigado.</p>
<p style="text-align: center;">
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<p style="text-align: right;">Por: <strong><a href="http://www.facebook.com/romulo.ndn" target="_blank">Rômulo Oliveira</a></strong> - <strong><a href="http://www.twitter.com/@romulo_oliver" target="_blank">@romulo_oliver</a></strong></p>
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		<title>Além dos Acordes #25 &#8211; com Pablo Duca ex Invisible e atual Miami Bros</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Apr 2012 05:30:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Punknet</dc:creator>
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		<description><![CDATA[De Volta Redonda para o underground do Brasil e do mundo. Confira um pouco da historia de Pablo Duca, ex-Invisible e atual Miami Bros, no bate papo com a PUNKnet, sobre sua carreira, vida e até como seu trabalho foi parar na trilha sonora de filme erótico. PUNKnet &#8211; Quando e como foi o seu [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://www.punknet.com.br/alem-dos-acordes-com-25-com-pablo-duca-ex-invisible-e-atual-miami-bros/' addthis:title='Além dos Acordes #25 &#8211; com Pablo Duca ex Invisible e atual Miami Bros ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">De Volta Redonda para o underground do Brasil e do mundo. Confira um pouco da historia de Pablo Duca, ex-Invisible e atual Miami Bros, no bate papo com a PUNKnet, sobre sua carreira, vida e até como seu trabalho foi parar na trilha sonora de filme erótico.</p>
<div id="attachment_148455" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.punknet.com.br/alem-dos-acordes-com-25-com-pablo-duca-ex-invisible-e-atual-miami-bros/ultimo-show-do-invisibles-sesc-bm/" rel="attachment wp-att-148455"><img class="size-medium wp-image-148455" title="Último show do Invisibles, SESC BM" src="http://www.punknet.com.br/wp-content/uploads/Último-show-do-Invisibles-SESC-BM-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>
<p class="wp-caption-text">Arquivo Pessoal</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Quando e como foi o seu primeiro contato com a música?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pablo Duca -</strong> É engraçado que eu tenho uns flashs de memória de quando eu era muito, mas muito pequeno dançando umas coisas para a minha mãe, uns disco music e mais um monte de coisas que chacoalhavam o esqueleto. Mas eu tenho recordações muito claras de ficar pegando escondido uns compactos dos Beatles do meu tio, os discos da Clara Nunes, Bebeto da minha mãe e algumas coisas de rock nacional que meu irmão arrumava. Existem dois epsódios muito marcantes da música na minha vida: o primeiro, minha mãe levando para mim o Thriller do Michael Jackson em uma festa da escolinha para que eu pudesse dançar com os amiguinhos. Outro, eu juntando minhas moedas e algumas cédulas e indo até a uma loja comprar meu primeiro disco de rock, o Jesus não Tem Dentes no País dos Banguelas, do Titãs.  Ah, me lembro de ter deixado de lado algum disco do Iron Maiden porque eu detestei a capa. Hahaha&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Quais sãos suas referencias musicais?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pablo Duca -</strong> Me pergunto isso todos os dias. O que eu gosto? O que me motiva? Existem bandas, artistas que fazem com que eu observe o mundo com as obras deles e tudo se torna mais doce, mais sereno, mais caótico, barulhento&#8230; Beastie Boys, Paralamas, Clash (o London Calling é uma aula de música), Ratos de Porão, Dr. Dre, Stevie Wonder, Mike Patton, Descendents, Chico Science e Nação Zumbi e mais um monte de coisas que bombam muito no meu estéreo são a mola mestra para que eu continue fazendo música.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Como foi sua passagem pelas bandas Wendy Elyzabeth e Speedy Gonzales?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pablo Duca -</strong> Tive o privilégio de fazer parte dessas duas bandas que fizeram uma pequena história aqui em Volta Redonda, além de ter convivido com pessoas talentosas e que tenho um respeito absurdo. Na Wendy éramos novos, mas aquele gás jovial nos permitiu abrir os ouvidos e coração para meter as caras, fazer o som que a gente tava afim, ir aos lugares tocar.. Muito classe mesmo! No Speedy eu exercia uma função de quebra galho, o batera deles tocava na noite e quando o bicho pegava eu tava lá assumindo as baquetas com 17, 18 anos talvez.. Com o Speedy rolaram coisas legais pacas em Ribeirão Preto, Fundição Progresso (com a Polux e Squaws), Colégio Pedro II (com Poindexter, Cabeça, Zumbi do Mato, Djangos), Garage, etc.. As duas bandas serviram para eu tivesse um pouco mais de disciplina com a música, tocar sozinho em casa (mais para frente vocês vão entender como isso me ajudou), pensar no diálogo entre a batera e outros instrumentos. Tive a felicidade de ter passado por essas duas bandas</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Na minha opinião, o The Invisibles foi e continua sendo uma das referencias do underground brasileiro. Como foi o seu começo nela?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pablo Duca -</strong> Po bicho, que honra saber disso, grau máximo de felicidade. Já tinha uma admiração pelos caras, ia a alguns shows (Fábio já me mostrou uma foto que eu apareço no público, num show no Imperaço, aqui em Volta Redonda), ouvia os sons.. Achava as linhas de melodia que o Fabio montava muito boas, os shows eram divertidos e, um dia entraram em contato comigo perguntando se eu podia quebrar o galho num show do Garage, dia 17 de Dezembro de 99. Disse que era meu aniversário e parece que os caras deram uma brochada, achando que eu não fosse topar. Mas eu topei! Me lembro que era show com o Carbona e Holly Tree, classe. Tirei as músicas, fizemos um ensaio com direito a cover do Screeching Weasel e fui pro abraço. Depois rolaram umas ligações do tipo: “Mas e ai, tu não ta tocando com ninguém?” hehehehe.. Aquela coisa de namoro mesmo né? Em seguida, o batera saiu e quando vi já estava indo ensaiar, descendo pro RJ para tocar no Casarão Amarelo, Beco da Boemia, etc..</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Em 2001 vocês haviam assinado com a Urubuz Rec e logo no ano seguinte foram apontados com banda revelação do ano pela Rock Press. Como foi essa transição para um dos selos mais importantes do underground brasileiro e para uma premiação como essa?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pablo Duca -</strong> Se tivesse uma palavra que pudesse resumir essa questão é &#8220;trabalho&#8221;. Ensaiávamos, tocávamos em vários lugares do RJ e articulamos a melhor maneira de fazer com que o disco soasse de uma forma muito honesta para a gente, queríamos ter um bom cartão de visitas para o público, selo, imprensa. Tínhamos em mente em fazer um bom disco, chamamos pessoas que, com toda certeza, contribuíram muito para que ele chegasse forte, para cima mesmo. Estar num selo como a Urubuz era significativo, mas sabíamos que era uma responsa fazer parte daquele cast ao lado de bandas como Sugar Kane, Feijão com Arroz, Reffer&#8230; Mas o tesão de fazer tudo em função do bom som, com certeza era algo motivador e não paramos de trabalhar para que o disco chegasse às pessoas. Ter o reconhecimento de um veículo como a Rock Press foi motivo de muita felicidade, ficamos bem orgulhosos do resultado. E tivemos mais trabalho dali para frente.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Vocês conseguiram algo que muitas bandas brasileiras sonham: poder chegar na gringa e representar o seu som e o Invisibles conseguiu sair em coletâneas ao redor do globo, como no Canadá, EUA, Rússia e Japão. Você tem noção do que isso representou para banda e para cena brasileira? </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pablo Duca -</strong> Às vezes recebia uns telefonemas do Fábio: “Aí bicho, acho que vai rolar uma coletânea ali.. Me mandaram um mail perguntando se há interesse da gente participar numa coletânea num sei aonde” Ao desligar o tel, ao terminar as reuniões após os ensaios ficava me perguntando: “Peraí, uma música que foi feita lá em casa por quatro camaradas do sul do Estado do RJ, tocando em coletânea da Rússia? Selo do Canadá se interessando pela gente? Não flagrava muito bem ali naquele calor da notícia que tinha acabado de chegar, mas gostava desse desafio. Aí que era o pulo do gato, gostar do desafio.. Daí, era tocar, ensaiar em casa, comer os instrumentos com farinha, todos os dias estar em contato com esse universo musical. Para a cena era legal, fortificava ainda mais o RJ, o país no segmento do punk rock/hardocre, as bandas de fora colavam no Brasil porque sabiam que havia casas de shows, escritórios de shows, selos que pudessem estruturar tudo. Fico muito feliz e acho que fiz, junto dos meus amigos, algumas contribuições para alguma coisa acontecesse na cena. Bem legal mesmo!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Com o Invisibles você lançou alguns álbuns, dentre eles o Fireworks, que muitos consideram como uma referencia. Conte um pouco sobre o processo de criação e a repercussão do disco?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pablo Duca -</strong> O Fireworks é um disco fantástico, tenho um carinho absurdo por ele, sempre ouço e ainda escuto minha avó falando: “Essa é a sua bandinha? Esse rock é bom!” hahaha&#8230; O processo de criação foi classe porque era “meu” primeiro disco, embora o Summer eu cheguei a colocar as manguinhas de fora, mas no Fireworks comecei a fazer as coisas do zero com o total suporte dos amigos da banda e o foi disco aonde me encontrei na batera e até em outros instrumentos. De fato, aquele disco foi um divisor de águas para que continuasse a fazer som até os dias de hoje, saca?  Apesar do Pro Tools ter trolado a gente durante a gravina (alguns instrumentos ou parte deles se perderam na primeira gravação) passar o som da batera na madrugada, gravar sozinho no dia seguinte (sim, eu gravei a batera sem guia, só eu e o click) foi um dos maiores desafios que já tive na vida. E acho que a boa repercussão do disco deve-se a essa urgência que tivemos, na busca de soar muito coeso nos arranjos, as melodias e, claro, da ajuda dos amigos.. Melvin, Pedro Selector, as namoradas, a família, o Stanley dando aquela moral na produção. As resenhas do disco eram muito positivas, os lugares para tocar foram aparecendo, conhecemos outras cidades, outros estados, demos uma crescida legal e tudo foi muito prazeroso.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Como você encarou o fim da banda e decidiu seguir em frente?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pablo Duca -</strong> Sempre fui muito pé no chão em relação às adversidades, os momentos de tensão, de dúvidas sempre encarei de uma forma até positiva. Éramos antes de qualquer coisa amigos, nunca deixamos de ser e terminar a banda foi ruim, tínhamos que dar N explicações às famílias, amigos, namoradas, o EP tinha acabado de sair praticamente.. Contudo, vi que o ciclo não terminava. A minha vida inteira fui rodeado de pessoas muito queridas e seguir em frente era necessário, por mim, por elas, pela minha dedicação à música não tinha como parar porque sabia que, independente do projeto que entrasse o Fábio, Toni e Rubinho iriam estar comigo aonde quer que eu fosse (e eles estão!) com a música. Ter participado de uma banda como o Invisibles foi uma das paradas mais importantes dessa minha passagem nesse plano, gratidão eterna.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Ao longo dos anos existiu algum momento que marcou e mudou sua trajetória fora e dentro da música?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pablo Duca -</strong> Gravar o Fireworks foi marcante. Estar num estúdio e o disco se “perder” e no outro dia, começar tudo de novo eu, uma sala com uma batera, o click e amigos na técnica fizeram com que eu pensasse muito em função da música, todos os dias! O último show do Speedy Gonzales em Madureira foi marcante. Me lembro do Bernardo (vulgo BNegão) após o término do show, chegar até a mim, colocar a mão no meu ombro e dizer: “Ó, ta acabando, mas não pode parar não hein?” e aquilo foi legal pacas de ouvir naquele momento. Até hoje temos uma relação muito legal, acho o Bernardo um gênio. Ter visto os Beastie Boys foi um momento mágico para mim.  Fora da música, acho que a morte do meu pai serviu para que eu pensasse todos os dias que preciso deixar coisas boas aqui nesse plano, a qualquer momento to indo. Então vamos fazer música.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; De que maneira surgiu o BeatBass High e quais são seus objetivos com esse projeto? </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pablo Duca -</strong> O BeatBass High Tech começou quando eu tinha o Invisibles, em 2005. Eu e Raphael Garcêz (ex Distúrbio Sonoro e Oxio) já nos conhecíamos de alguns amigos em comum, tinha visto ele tocando e o que mais me chamou atenção nele é o respeito que esse moleque tem com a música. Seja uma burduada do grindcore ou a leveza de uma samba jazz, o Garcêz encara como se estivesse abrindo a geladeira para pegar água, natural que só ele. Trocamos umas figuras sobre música, mas o foco era a gente passar num concurso público para a Prefeitura do Rio de Janeiro. É óbvio que o conteúdo da prova ficou para trás e começamos a fuçar no Fruity Loops (que usamos até hoje para montar as nossas bases), de maneira até inocente mesmo. Quando vimos, a gente tava com um arsenal bacana de sons e pensamos que a partir dali, alguma coisa poderia acontecer. Precisavamos de uma “cobaia” e o Mr. São João de Meriti, João Xavi foi o primeiro artista que trabalhamos.. Montamos a base e ele gravou Roda da Fortuna no meu quarto e depois disso a gente viu que o lance todo dava um caldo. O que eu e Garcêz queremos com esse projeto é muito simples: trabalhar com música. Seja tocando as nossas (estamos num processo de pré produção de nosso primeiro disco), trabalhar em trilhas sonoras, produzir artistas que gostam de música. É isso, não temos o menor pudor de flertar com os mais diferentes tipos de música, seja no rock, no rap, no afrobeat, reggae/dub.. O que gente quer é fazer música.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Pevirguladez e João Xavi são dois artistas que levam a assinatura de vocês na produção. Fale um pouco sobre essa experiência de estar atrás dos microfones e sobre os trabalhos?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pablo Duca -</strong> Sempre penso que posso contribuir para que as músicas dos amigos ganhem formas, texturas musicais para as idéias, ritmo, melodias, etc&#8230; Existem momentos que os computadores nem são ligados e as conversas tomam conta do nosso Q.G. (Estúdio Quarto da Vó Penga), justamente, para saber o que cada artista quer com a sua obra, com quem ele quer falar, que linguagem quer usar, quais as referências do artista e por aí vai. Claro, tudo isso regado a café e biscoito wafer de chocolate. Trabalhar com o Miami Bros, o Xavi, Nossa Vitória, Pevirguladez, Santa Mafia, Norte Cartel, Mc Tom, Lelin, vinheta pro Plastic Fire faz com que os trabalhos sejam tranqüilos, afinal, são todos amigos e o que deixa a gente muito a vontade para experimentar inúmeras possibilidades sonoras. Temos uma estrutura bacana pra trampar (microfones, pré amp, instrumentos, discos de vinil e idéias), local tranqüilo e os amigos ao lado. Que venha mais música!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Você como poucos teve a coragem de viajar entre os estilos e hoje se aventura no hip hop, funk e outros ritmos. Como foi esse processo?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pablo Duca -</strong> Natural. Pode parecer clichê ou qualquer coisa parecida, mas não vejo a menor problema em estar tateando, experimentando, me permitindo estar em outros universos que não sejam o rock. Algumas pessoas ficavam com os olhos arregalados ao descobrir o que eu tava fazendo quando o Invisibles terminou.. O engraçado é que alguns diziam: “Ah, um dia você volta a fazer rock de novo!” Fui criado num bairro aonde tive vizinhos rockeiros, playboys, funkeiros, maloqueiros e por aí vai. Desde pequeno ouvia Paralamas e os discos da Cash Box, da Furacão 2000 do vizinho que morava na frente e fazia uns bailinhos que eu participava. Quando teve aquela onda de break, nos anos 80 descobri o Run DMC, gostei da atitude dos caras, as roupas da Adidas, o riff do Aerosmith em Walk this Way, classe! Mas ouvia Madonna também, Roupa Nova.. Depois, no início dos 90 com a prática do skate, me liguei em Beastie Boys (melhor banda do mundo), Bad Brains, Pennywise e mais um monte de bandas que fizeram a escola musical daquela década, Arise do Sepultura era disco de cabeceira, Faith no More, etc&#8230; Me identifico com tudo isso pelo simples fato de conseguir estabelecer um diálogo tranqüilo, sem neurose. Por mais diverso que fosse o ambiente, dar atenção ao que tava rolando naquela época foi mais do que um ato de curiosidade musical.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; O Miami Bros, para aqueles que acompanhavam o seu trabalho com o Invisibles, acabou por ser uma grata surpresa, por todos os elementos que o som desse projeto traz. Fale um pouco sobre ele?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pablo Duca -</strong> O Miami Bros bate muito com o surgimento do BeatBass High Tech. Ambos os projetos começaram quase na mesma época. Quando vi, já estava cortando os voltmix, os tambores, arranjando as canções, escrevendo letras, pensando no conceito junto com a galera toda. Sem perceber, já tinha uma história formada. O MB é a junção de amigos que curtem Cidinho e Doca, Mascote, Slayer, Ramones, Paredão de Equipe de Som, Hip Hop, toscarias ecumênicas, pessoas que rodam o disco ao contrário pra ver o que acontece, lendas urbanas, filmes de terror.. Na real, produzir e tocar com esses caras é uma honra e garantia de diversão o tempo inteiro. A gente é meio odiado pela galera do rock (sim, existem puritanos e já recebemos ameaças num festival de rock aqui em Volta Redonda) e por incrível que pareça, pessoas que nunca viram a gente e trombam com uns toscos mascarados no palco, falando de exorcismo, pedofilia trocam idéia com a gente, perguntam sobre os próximos shows, compram camisetas, festa total&#8230;hahaha.. Saímos numa coletânea chamada Neo Funk, produzida pelo Fred “Chernobil” (guitarrista da Comunidade NinJitsu) e lançada pela Som Livre, junto com Bonde do Rolê, Turbo Trio.. A Juliete Lewis no Tim Festival 2007 vestiu a nossa camisa, quis entrar pra dançar com a gente, mas o GrandMaster Nigga (nosso guru musical, produtor e empresário) não fechou muito com a idéia, hehehehe&#8230;Tocamos em alguns lugares como Ipatinga (com o Mukeka di Rato), Espaço Impróprio (com Teu pai já sabe? e Dominatrix), Araribóia Rock, Cine Iris (com Apavoramento Sound System e Maldita), Teatro Odisséia (novamente com o Mukeka, UDR) e em maio estaremos aí no RJ, em breve novas infos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Como foi ter o som do Miami Bros em uma trilha sonora do filme erótico Libertino Século XXI?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pablo Duca -</strong> Djason (um dos membros do Miami Bros) tinha o contato com uma galera da X-Plastic, que também fazia o fanzine Judith Blair. Alguns e-mails foram trocados, Djason mostrou algumas música e rolou o convite para que o nosso som fosse inserido naquele filme. Duas canções entraram em cenas quentíssimas (tem até a Mônica Mattos com um joystick chupetando de prazer) e tem um monte de bandas legais com a gente, Asterdon, Invasores de Cérebros, etc&#8230; Foi bacana, muitas pessoas conheceram a banda, pediram material.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet -</strong> <strong>Agora em 2012 o Miami Bros planeja lançar o seu primeiro álbum. O que você pode adiantar sobre esse trabalho?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pablo Duca -</strong> Quem curte Cidinho e Doca e toda aquela vibe do funk dos anos 90, Slayer, Ramones, máscaras, dançarinas cheias de swing, mensagens subliminares, lendas urbanas, Beastie Boys, 2 Live Crew pode esperar que o disco vai vir quente, pressão total em mais ou menos 13, 14 canções regadas de unção, bass e um pouquinho de malícia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet -</strong> Além da música alguma outra paixão?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pablo Duca -</strong> Não consigo me apaixonar por nada nesse mundo onde a música não esteja inserida. Absolutamente nada!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Algum som que você gostaria de indicar?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pablo Duca -</strong> Tenho ouvido muitas coisas, mas o que me chama muita atenção são esses fellas aí ó:</p>
<p style="text-align: justify;">Deaf Kids &#8211; O Douglas Leal &#8211; <a href="http://www.facebook.com/dovglas" target="_blank">http://www.facebook.com/dovglas</a> &#8211; é um moleque talentosíssimo e gente fina que só ele, grava tudo sozinho de forma brutal. <a href="http://www.reverbnation.com/deafkidspunx" target="_blank">http://www.reverbnation.com/deafkidspunx</a></p>
<p style="text-align: justify;">The Alchemists &#8211; O primeiro trabalho dos conterrâneos contou com a mix/master do Daniel Husayn &#8211; (baixista do Red Dons)  <a href="http://www.facebook.com/daniel.husayn" target="_blank">http://www.facebook.com/daniel.husayn</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://thealchemists.bandcamp.com/" target="_blank">http://thealchemists.bandcamp.com/</a></p>
<p style="text-align: justify;">Amplexos – canções lindas, arranjos classe A e uma mix do Buguinha Dub &#8211; <a href="http://www.facebook.com/profile.php?id=100002646169077" target="_blank">http://www.facebook.com/profile.php?id=100002646169077</a>  &#8211;  cheia de space echoes, reverbs de mola e outros periféricos lindos vindos da Jamaica -</p>
<p style="text-align: justify;"> <a href="http://www.amplexos.com/" target="_blank">http://www.amplexos.com/</a></p>
<p style="text-align: justify;">Driving Music – O Fábio é meu herói! Não sei se ele sabe, mas é.  <a href="http://driving-music.net/home/" target="_blank">http://driving-music.net/home/</a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Planos para o futuro?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pablo Duca -</strong> Meu futuro é agora. Música, a little help from my friends e tudo ficará bem.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Obrigado pela entrevista e o espaço agora é seu.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pablo Duca -</strong> Gratidão pelo espaço cedido! Eu me sinto honrado de estar aqui falando contigo, com todos aqueles que leram essa entrevista e celebrando tudo aquilo que foi construído com os meus amigos de forma muito íntegra, com muito esforço. Estar aqui dando um pequeno parecer de histórias que, realmente, irão ficar em minha lembrança para todo o sempre, novos projetos, a paixão que tenho pela música é algo muito importante, afinal, vivi com o Invisibles seis anos de inúmeras alegrias que serviram pra que pudesse me tornar um pouco melhor todos os dias. Contar sempre com o auxílio de amigos, mesmo os mais distantes sempre me motiva muito a continuar nessa jornada que, felizmente, não consigo e não vou parar. Máximo respeito! Sigo devagar e sempre e procurando o caminho menos percorrido. Momento Yoda.</p>
<p>BeatBass High Tech</p>
<p><a href="http://soundcloud.com/beatbasshightech">http://soundcloud.com/beatbasshightech</a></p>
<p><a href="http://beatbasshightech.tumblr.com/">http://beatbasshightech.tumblr.com/</a></p>
<p><a href="mailto:beatbasshightech@gmail.com">beatbasshightech@gmail.com</a></p>
<p>Miami Bros</p>
<p>Clip de “O Exorcista”:</p>
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<p><a href="http://soundcloud.com/miamibros">http://soundcloud.com/miamibros</a></p>
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<a href='http://www.punknet.com.br/alem-dos-acordes-com-25-com-pablo-duca-ex-invisible-e-atual-miami-bros/com-diogo-m-na-mixagem-do-disco-do-miami-bros/' title='Com Diogo M na mixagem do disco do Miami Bros'><img width="150" height="150" src="http://www.punknet.com.br/wp-content/uploads/Com-Diogo-M-na-mixagem-do-disco-do-Miami-Bros-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Com Diogo M na mixagem do disco do Miami Bros" title="Com Diogo M na mixagem do disco do Miami Bros" /></a><br />
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<a href='http://www.punknet.com.br/alem-dos-acordes-com-25-com-pablo-duca-ex-invisible-e-atual-miami-bros/miami-bros-por-victor-mauro/' title='Miami Bros por Victor Mauro'><img width="150" height="150" src="http://www.punknet.com.br/wp-content/uploads/Miami-Bros-por-Victor-Mauro-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Miami Bros por Victor Mauro" title="Miami Bros por Victor Mauro" /></a><br />
<a href='http://www.punknet.com.br/alem-dos-acordes-com-25-com-pablo-duca-ex-invisible-e-atual-miami-bros/ultimo-show-do-invisibles-sesc-bm/' title='Último show do Invisibles, SESC BM'><img width="150" height="150" src="http://www.punknet.com.br/wp-content/uploads/Último-show-do-Invisibles-SESC-BM-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Arquivo Pessoal" title="Último show do Invisibles, SESC BM" /></a>
</div>
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<p style="text-align: right;">Por: Dav Campos &#8211; <strong><a href="www.twitter.com/@davinreallife" target="_blank">@davinreallife</a></strong></p>
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		<title>Entrevista com a banda Toyshop</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Apr 2012 07:06:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Punknet</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Toyshop]]></category>
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		<description><![CDATA[A banda Toyshop é mais uma das atrações do festivalBack to 99, que acontece dia 21/04 no Hangar 110. O baterista Guilherme Cersosimo contou para a PUNKnet quais são os planos atuais do grupo que está de volta &#8220;porque nunca acabou&#8221; e, de quebra, deu uma aula sobre o &#8220;caminho das pedras&#8221; para se destacar na música [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://www.punknet.com.br/entrevista-com-a-banda-toyshop/' addthis:title='Entrevista com a banda Toyshop ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A banda Toyshop é mais uma das atrações do festival<em>Back to 99,</em> que acontece dia 21/04 no Hangar 110. O baterista Guilherme Cersosimo contou para a PUNKnet quais são os planos atuais do grupo que está de volta &#8220;porque nunca acabou&#8221; e, de quebra, deu uma aula sobre o &#8220;caminho das pedras&#8221; para se destacar na música independente mundial e nacional mostrando que, sim, eles ainda tem muita lenha para queimar.</p>
<p style="text-align: justify;">
<div class="mceTemp" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_147999" class="wp-caption alignleft" style="width: 215px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.punknet.com.br/entrevista-com-a-banda-toyshop/toushopla-1994/" rel="attachment wp-att-147999"><img class=" wp-image-147999" title="TOUSHOPLA 1994" src="http://www.punknet.com.br/wp-content/uploads/TOUSHOPLA-1994-205x300.jpg" alt="" width="205" height="300" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Toyshop</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; O afastamento dos palcos foi muito sofrido?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Guilherme - Na verdade o TOYSHOP nunca terminou de verdade, eu e o Val sempre estivemos juntos e compondo,  esperando uma oportunidade de recomeçar. Quando demos uma parada em 2002 foi por dificuldade, até fora da banda, como problemas com gravadora e etc..Mas a banda está voltando as atividades e com toda força, vamos gravar um album novo  e queremos tocar muito em todo Brasil e no mundo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet -Podemos esperar alguma surpresa para o Back To 99?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Guilherme &#8211; Tocaremos algumas músicas novas que entrarão no disco novo , mas basicamente a energia e vontade de voltar aos palcos com esta banda será a grande surpresa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Esta será uma volta derradeira ou apenas uma reunião?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Guilherme &#8211; Definitivamente estamos aí para ficar. O mercado de música alternativa, rock, punk até pop está meio parado , alguém precisa mexer nisso e quem sabe o Toyshop&#8230;rs</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Vocês pararam junto com o fim da Toyshop ou continuam no ramo musical com outros projetos?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Guilherme &#8211; Boa pergunta, eu sempre estive envolvido com muitos projetos de música. Atualmente estou envolvido também com a banda pioneira de Metal, Viper, que foi uma de minhas primeiras bandas nos idos de 1988 e volta com a formaçào original com o André Matos nos vocais e os irmàos Passarell. Estive envolvido com a banda Luxuria até 2007, e após esta parada do Toyshop comecei a sair de turnê com o Sepultura como roadie do Igor por muitos anos. O Val também teve uma passagem pelo Viper como guitarrista e sempre tocou e compôs para muita gente do meio. A Natacha, vocalista e minha esposa, esteve um pouco mais afastada e se formou em veterinária, mas sempre participou de todas as novas composições da banda. O Gabriel tem um estúdio e também está sempre com alguma banda paralelamente. O novo integrante, Nando Machado é um grande amigo e exelente músico !</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; O caminho das majors ainda é possível para as boas bandas? Por que?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Guilherme &#8211; É sempre uma dúvida, do mesmo jeito que uma gravadora pode levantar a banda, ao mesmo tempo pode destruí-la. As coisas que conseguimos antes de chegar  à uma major sempre andavam mais rápido, pois estavam em nossas mãos. Na época do começo do Toyshop (a banda se chamava Party Up), fazíamos demos, capinhas, íamos de rádio em rádio, em todas as gravadoras pelos nossos próprios meios . Imagine que em 1993, quando a banda se formou , não tinha e mail e tínhamos de nos divulgar até por cartas. O Toyshop foi longe , e participamos intensamente daquele cenario de música independente de 1990 em diante. Gravamos o primeiro álbum pela Banguela Records, gravadora do Titãs que revelou bandas como Raimundos. Nossa primeira demo foi lançada oficialmente pela gravadora! As gravadoras às vezes , por estarem investindo , acabam dificultando a banda de se desenvolver como ela realmente é !Acredito que uma boa administração e um bom empresário com visão musical fazem diferença. O MP3 destruiu as Majors em certo ponto. Existem muitas opções de desenvolver e divulgar o trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNknet &#8211; O que você acha desse novo movimento de estímulo a festivais independentes no país através das leis de incentivo à cultura?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Guilherme &#8211; Existe hoje uma quantidade enorme de conteúdo em internet, etc, isto também faz com que tenha uma grande demanda no mercado musical e com esse &#8220;fim&#8221; de intermediação das gravadoras, e com toda essa nova informação , cria-se novos hábitos impulsionados por todo essa tecnologia. O crescimento de festivais de musica independente está totalmente ligado a esse consumo novo virtual, que é do caralho, pois serve como um novo link de consumo de música e de indústria musical, e serve para estimular as políticas culturais também.</p>
<div class="mceTemp" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_148000" class="wp-caption alignleft" style="width: 235px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.punknet.com.br/entrevista-com-a-banda-toyshop/toyshop-japan/" rel="attachment wp-att-148000"><img class=" wp-image-148000 " title="TOYSHOP japan" src="http://www.punknet.com.br/wp-content/uploads/TOYSHOP-japan-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Toyshop</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;">Guilherme &#8211; Um pouco , o rock em geral era mais forte e o cenário de música independente também era mais atuante. Todo mundo estava na mesma correria, era o Toyshop, Anjo dos becos, Pitbulls on Crack, etc. Tinha bastante lugar para tocar, todo mundo ia, todo mundo se conhecia e de uma forma se ajudava! Era realmente &#8220;Faça Você Mesmo&#8221;, mas era muito bom. Talvez eu esteja um pouco desatualizado , mas pretendo em breve retomar esse feeling ou pelo menos tentar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Voltando um pouco no tempo, como foi trabalhar com o Iggor Cavalera e como surgiu essa parceria?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Guilherme &#8211; Na época da Banguela Records, que foi uma gravadora visionária para a época, eles queriam um nome de peso para produzir nossa banda, por cantarmos em Inglês, queriam um produtor de fora. O primeiro nome, foi o Billy Gold, baixista do Faith no More, que quase fechou , mas não pôde assumir o trampo por causa da agenda. Então por indicação do própro BG, surgiu o nome do Igor, o que foi fantástico para nós. Fomos todos para Phoenix, onde a banda Sepultura morava. Era o final da tour do Beneath the Remains e estavam ensaiando e compondo o Roots, o Igor nao era um produtor musical de formação mas o feeling e o bom gosto do cara foram indispensáveis para o nosso resultado. Eu já conhecia o Igor de outros trabalhos de bandas contemporâneas nos anos 80, mas após esta gravação nos tornamos grandes amigos pessoais. Eu saio de turnê até hoje com ele nos projetos Mixhell &amp; Cavalera Conpiracy.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Pergunta óbvia, mas provocativa: tocar pelo mundo é para poucos?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Guilherme &#8211; Acho que não . Na época a tendência aqui no Brasil era cantar em português nas bandas de rock por causa de todo o &#8216;boom&#8217; causado pelos Raimundos. Nós fomos contra isso, dirigimos nossa carreira para ser uma banda que tivesse um alcance mais longo. Foi mais fácil e eficiente nossa tragetória no exterior do que no Brasil após o lançamento do álbum.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Vocês conseguiram o que muitos almejam, mas poucos conseguem. Estar em uma grande gravadora, viajar ao redor do mundo, emplacar uma música de sucesso e deixar saudade quando decidiram terminar tudo. Como foi todo esse processo para vocês e a que vocês creditam tudo isso?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Guilherme &#8211; É verdade , mas todo esse processo foi muito longo. De 1993 a 2002, estivemos viajando pelo mundo , o hit single Daydream apesar de ser uma balada diferente do resto do estilo do album todo, nos rendeu um caminho perto do Mainstream principalmente na Europa. Tivemos oportunidade de fazer algumas turnês nos EUA, convivemos com todas as bandas mainstream da  época como o No Doubt, que ensaiava no mesmo estudio que nós. Quando voltamos para o Brasil não tivemos o suporte da gravadora que tinhamos no exterior e isso deu uma desmotivada na banda, pois estávamos muito bem com nossa carreira no exterior. Como disse anteriormente, a banda nunca acabou, pelo menos eu sempre acreditei que o Toyshopsempre tem muita lenha para queimar . Credito tudo isso a nós mesmo, sempre corremos atrás, às composições do Val , força de vontade da Natacha e Gabriel. Estamos recomeçando porque acreditamos que vale a pena para nós e para a música independente no Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Como o pessoal tem escutado o Brasil &#8220;hardcore&#8221; lá fora?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Guilherme &#8211; O hardcore do Brasil é muito respeitado  e conhecido. É incrível que o hardcore em geral ainda mantém esse lance da correria , da divulgação alternativa. Eu curto muito isso, tem a ver com nossa história. O Ratos de Porão é sem dúvida a banda mais citada, fora isso o Questions de meu amigo Hélio tem muita receptividade no exterior, o s caras do Strife estiveram aqui e eles também sao muito amigos em comum. O Sepultura apesar de ser Metal sempre levantou uma atitude semelhante às bandas de Hardcore ao redor do mundo todo, já peguei neguinho usando camisa do Lobotomia e Cólera em festivais na Europa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Sem mais rodeios indiquem alguns sons para o pessoal.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Guilherme &#8211; Dicas de som é meio foda, eu ando meio retrô, escuto a discografia do Black Flag sem parar, li a biografia deles recentemente e foi um incentivo para fazer cada vez mais coisas. A banda toda é unânime nos Ramones e um fato interessante é que o Marky Ramone é fã de Toyshop. Quem me contou foi o Mathias Prill, amigo em comum. Misfits é a banda preferida da Natacha e minha também, estou escutando Crass &#8216;pacaraio&#8217; e até Blondie as vezes. Gosto muito de bandas punk com vocal feminino, Lunachicks é demais, tem uma espanhola chamada Dover e até a Tia Joan Jett, Dance hall crashers, e os véios Pistols, Richard Hell and the Voivods, Huskerr Du, Clasj, etc. O Val que compõe a maioria das coisas do Toyshop gosta de absolutamente tudo que existe de música, o Gabriel curte punk e ska, Bosstones,  Less Than Jake, etc. O Nando curte muito Metal, ele tem um podcast chamado wikimetal, para quem curte dê uma sacada.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Deixem um recado para seus fãs e aos leitores da PUNKnet.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Guilherme &#8211; É isso aí PUNKnet, Toyshop está de volta aos palcos, temos muita coisa novas e diferente para mostrar , energia e muito PUNK BUBBLE GUM para os nossos velhos e novos fãs. Agradeço a todos e um grande abraço ao Rafael Piu pela iniciativa  do Festival e pelo convite e ao Pedro Verdone brother Forever. Fico sempre a disposição da PUNKNET! LET&#8217;S FUCKIN&#8221;GO DANCE YO !!!!</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Texto por: <strong><a href="http://www.facebook.com/gporcidonio" target="_blank">Gilberto Porcidonio</a></strong> - <strong><a href="http://www.twitter.com/@_puppet" target="_blank">@_puppet</a></strong></p>
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		<title>Entrevista com a banda Blenda</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Apr 2012 01:39:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Punknet</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[blenblen]]></category>
		<category><![CDATA[Blenda]]></category>

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		<description><![CDATA[A Banda paulistana Blenda é mais uma que vai fazer a alegria dos saudosos fãs do underground brasileiro no festival Back to 99, que rola neste sábado no Hangar 110, levando ao palco bandas que fizeram parte da boa safra independente do fim dos anos 90 e 2000. PUNKnet - Como aconteceu essa oportunidade dos [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://www.punknet.com.br/entrevista-com-a-banda-blenda/' addthis:title='Entrevista com a banda Blenda ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A Banda paulistana Blenda é mais uma que vai fazer a alegria dos saudosos fãs do underground brasileiro no festival <em>Back to 99,</em> que rola neste sábado no Hangar 110, levando ao palco bandas que fizeram parte da boa safra independente do fim dos anos 90 e 2000.</p>
<div id="attachment_147939" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.punknet.com.br/entrevista-com-a-banda-blenda/10-2/" rel="attachment wp-att-147939"><img class="size-medium wp-image-147939" title="10" src="http://www.punknet.com.br/wp-content/uploads/101-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>
<p class="wp-caption-text">Blenda</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet -</strong> Como aconteceu essa oportunidade dos fãs verem a Blenda de volta aos palcos?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saulio</strong> &#8211; Eu encontrei com o Piu (Organizador do evento), meio que por acaso e disse que estava sentindo a maior falta de tocar, ensaiar, compor, fazer shows, etc. Algumas semanas depois rolou o convite, conversei com o pessoal da banda e todos toparam na hora!!!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet -</strong> O som de vocês misturava o hardcore tradicional com pegadas mais, digamos, pesadas. De onde vinham as influências?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saulio</strong> &#8211; Eu sempre gostei de punk rock e hardcore, mas o pessoal da Blenda de uma forma geral, sempre curtiu som mais pesado, tipo Slayer, Meshuggah, Fear Factory, Pantera. Antes da formação da  Blenda, eu e a Pitchu tínhamos uma banda de Thrash Metal (Ajna). O Marco e a Bia também tocavam em bandas de metal antes de tocar no Blenda. Acho que nossa raiz é o metal e isso certamente influenciou o som que a gente fez.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet -</strong> E hoje, quais são as influências de vocês?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saulio</strong> &#8211; Poxa&#8230; complicado responder essa pergunta! A gente ouve de tudo, de Hüsker Dü, The Clash, Dropkcik Murphys passando por Nada Surf, Kate Nash, até Alls of Jericho, Slayer e Iron Maidem!!!&#8230;heheheheh.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet -</strong> E na cena underground atual, existe alguma boa banda que vale indicação?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saulio</strong> &#8211; Uma banda que me surpreendeu foi o Tigre Dente de Sabre;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Marco -</strong> Curto pra caralho o som do Test e do Oitão;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pitchu -</strong> Oitão é foda demais! Gagged também é muito bom!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Bia -</strong> Também curto Oitão e a banda nova do Henrique do Paura, aquela que eu não lembro o nome!rs.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet -</strong> Como estão os projetos? Todos prosseguiram na música?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saulio</strong> &#8211; A Pitchu é a única que vive de música, ela toca com o Wander Wildner, Mercenárias, Dominatrix, Paulo Miklos, Hellsakura, etc&#8230;ela só não ganha grana com a Blenda mesmo!&#8230;heheheheheh. Eu tive outros projetos como o Estorafones e o Fundoblanco que na verdade foi uma tentativa de voltar com a Blenda, mas não deu certo. Atualmente eu e a Pitchu também estamos trabalhando em um projeto instrumental, mas não tem nem nome ainda.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet -</strong> E vocês, se pudessem, qual banda gostariam de ver em um festival como este?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saulio</strong> &#8211; Essa edição do Festival está muito boa, todas as bandas são especiais pra mim principalmente o Rivets porque eu sempre achei foda o som deles e pensava que não fosse ver nunca mais um show. Tem um monte de banda que eu gostaria de ver novamente, James Devil, Diabolik, Street Bulldogs, No Violence.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet -</strong> Vocês tocaram com bandas mais conhecidas do público com Dead Fish e até com Bambix. Há um show que tenha sido mais especial na carreira?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saulio</strong> &#8211; Se eu não me engano, em 2002, 2003, havia um festival que se chamava Feira Mix e a gente tocou em quase todas as edições e sempre foi foda, acho que foram os melhores shows que fizemos. A época era muito boa!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet -</strong> O que o público que estará presente no festival pode esperar? Prepararam alguma surpresa?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saulio</strong> &#8211; O pessoal que estiver lá vai se divertir com certeza, nós estamos super animados, o clima dos ensaios está ótimo e vai ter até umas participações especiais com alguns amigos tocando e cantando umas músicas com a gente! Vai ser lindo!!!!&#8230; eu acho que o Marco vai subir no palco com a filhinha de 1 aninho dele!..  fofura.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet -</strong> Os fãs podem esperar mais reuniões da Blenda?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saulio</strong> &#8211; Ainda não sabemos se voltaremos com a banda, se vamos nos reunir só esporadicamente ou se esse realmente será o último show. Só o tempo vai responder essa questão.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet -</strong> Deixem aquele tradicional recado para a galera que está lendo a entrevista.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saulio</strong> &#8211; Cheguem cedo pra ver a gente pois seremos a primeira banda!!!&#8230;hehehhehehe&#8230;.Esse show vai ser fodaaaaa!!!! Beijão pra todos e valeu pela oportunidade<em> </em>da entrevista!</p>
<p style="text-align: center;">
<div class='galleria-gallery' >
<a href='http://www.punknet.com.br/entrevista-com-a-banda-blenda/1-6/' title='1'><img width="150" height="150" src="http://www.punknet.com.br/wp-content/uploads/16-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="1" title="1" /></a><br />
<a href='http://www.punknet.com.br/entrevista-com-a-banda-blenda/2-2/' title='2'><img width="150" height="150" src="http://www.punknet.com.br/wp-content/uploads/21-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="2" title="2" /></a><br />
<a href='http://www.punknet.com.br/entrevista-com-a-banda-blenda/attachment/8/' title='8'><img width="150" height="150" src="http://www.punknet.com.br/wp-content/uploads/8-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="8" title="8" /></a><br />
<a href='http://www.punknet.com.br/entrevista-com-a-banda-blenda/10-2/' title='10'><img width="150" height="150" src="http://www.punknet.com.br/wp-content/uploads/101-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Blenda" title="10" /></a>
</div>
<p><!-- end .galleria-gallery --></p>
<p style="text-align: right;">Por: <strong><a href="http://www.facebook.com/claraheloisa" target="_blank">Clara Silva</a></strong> - <strong><a href="http://www.twitter%2Ccom/@clarahsm" target="_blank">@clarahsm</a></strong></p>
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		<title>Entrevista com a banda Middlename</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Apr 2012 17:14:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Punknet</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[midd]]></category>
		<category><![CDATA[Middlename]]></category>

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		<description><![CDATA[Os paulistanos da Middlename são mais uma das bandas convidadas para se reunir no festival Back to 99 que rola dia 21/04 no Hangar 110. Confira entrevista: PUNKnet &#8211; O que vocês acharam desta iniciativa em premiar os fãs da cena independente com este festival que revive boas bandas da era de ouro do underground [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://www.punknet.com.br/entrevista-com-a-banda-middlename/' addthis:title='Entrevista com a banda Middlename ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Os paulistanos da Middlename são mais uma das bandas convidadas para se reunir no festival <em>Back to 99</em> que rola dia 21/04 no Hangar 110. Confira entrevista:</p>
<div id="attachment_147898" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.punknet.com.br/entrevista-com-a-banda-middlename/middlename-03/" rel="attachment wp-att-147898"><img class="size-medium wp-image-147898" title="Middlename 03" src="http://www.punknet.com.br/wp-content/uploads/Middlename-03-300x295.jpg" alt="" width="300" height="295" /></a>
<p class="wp-caption-text">Middlename</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; O que vocês acharam desta iniciativa em premiar os fãs da cena independente com este festival que revive boas bandas da era de ouro do underground brasileiro?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Middlename -</strong> Acredito que por conta de muitas bandas não existirem mais pelos inúmeros motivos existentes, esse tipo de festival só tende a unir o pessoal daquela época em um mesmo lugar e também uma certa animação das bandas em tocar mais uma vez naquela formação.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Qual a expectativa da banda em relação ao público presente na festa?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Middlename -</strong> Hahaha. Tenho CERTEZA que encontraremos MUITAS pessoas que não vemos/conversamos há ANOS e com certeza o clima vai ser total hardcore-mochilinha.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Vocês pararam junto com o fim da Middlename ou continuam no ramo musical com outros projetos?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Middlename -</strong> O vocalista (Rafael) continuou na música com a banda Segundo Plano e profissionalmente também, se especializando e se graduando, sendo ele o ÚNICO músico de verdade no Middlename hahaha. O baixista (Gabriel) toca hoje no Chuva Negra, o baterista, simplesmente perdemos o contato há muitos anos e eu (Plínio) hoje em dia canto no Rawfire, toco Guitarra no Last Post e tenho um projeto acústico chamando KevinAlsoKillSuperstars ao longo desses anos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Vocês acham que outras reuniões da banda podem acontecer futuramente? Há planos para o futuro?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Middlename -</strong> Acredito que o que motivaria a banda a se juntar novamente seria eventos como esses. Hoje em dia todos criamos uma rotina profissional e de lazer que não são mais paralelas, então sempre ficam difíceis esses ensaios. Sendo assim, os planos para o futuro seriam que aconteçam mais desses eventos e que o Middlename faça parte deles. =)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; O som da Middlename carregava influencias de bandas bem conhecidas, como Face to Face, certo? E atualmente, as influencias de vocês mudaram?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Middlename -</strong> Acho que não mudaram, apenas aumentaram. Você nunca deixa de gostar do que ouvia, apenas ouve menos, abrindo assim espaço pra sons novos e assim novas influências. Ainda ouvimos bandas como Face to Face, No Use For a Name, Lagwagon&#8230; mas agora também incluímos outras bandas, nacionais e gringas. É natural.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Indicam alguma banda ou som?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Middlename -</strong> Particularmente ando ouvindo muito MUTE e RED CITY RADIO.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Vocês sentem falta da época da Middlename?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Middlename -</strong> Sim e não. A história do Middlename durou 4-5 anos. Nesse tempo conhecemos TANTA gente que claro que bate uma saudade de todos os rolês e shows que fizemos juntos. Mas hoje em dia o melhor mesmo é apenas ter na memória e resgatar de tempos em tempos, porque foi  MUITA loucura ao longo desses anos. Hahaha</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Houve algum show que marcou mais a banda?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Middlename -</strong> Com certeza NO FUN AT ALL em 1999 e 2000. Foi o que colocou a gente no mapa por abrirmos esses shows. Acho que depois disso todas as bandas que tocamos juntos. Piracicaba foi animal, Rio de Janeiro também. E por aí vai. Pow, tanto show pra lembrar que meu Deus do céu. Hahaha.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Na demo gravada em 1999, vocês fizeram uma inusitada versão de “No woman no cry” de Bob Marley. De onde veio essa idéia para essa versão Hardcore de um clássico do Reggae?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Middlename  -</strong> Cara, JAMAIS vou lembrar quem sugeriu, mas no final foi uma música legal para se ter na demo. Naquela época acho que ouvimos o No Use For a Name fazendo Redemption Song e acho que veio daí. Também tocávamos No More Lonely Nights do Paul McCartney que ficava ANIMAL. Saudade desses ensaios.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Para finalizar, mande um recado para os leitores e fãs que aguardam o show de sábado.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Middlename -</strong> Todo mundo tirando o pó da mochila, pegando as camisetas da Estrondo e Ansia , todas coloridas e simplesmente se deixem levar pelo momento de nostalgia. Todos nós merecemos isso.</p>
<p style="text-align: center;">
<div class='galleria-gallery' >
<a href='http://www.punknet.com.br/entrevista-com-a-banda-middlename/middlename-01/' title='Middlename 01'><img width="150" height="150" src="http://www.punknet.com.br/wp-content/uploads/Middlename-01-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Middlename 01" title="Middlename 01" /></a><br />
<a href='http://www.punknet.com.br/entrevista-com-a-banda-middlename/middlename-02/' title='Middlename 02'><img width="150" height="150" src="http://www.punknet.com.br/wp-content/uploads/Middlename-02-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Middlename 02" title="Middlename 02" /></a><br />
<a href='http://www.punknet.com.br/entrevista-com-a-banda-middlename/middlename-03/' title='Middlename 03'><img width="150" height="150" src="http://www.punknet.com.br/wp-content/uploads/Middlename-03-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Middlename" title="Middlename 03" /></a><br />
<a href='http://www.punknet.com.br/entrevista-com-a-banda-middlename/attachment/215228/' title='215228'><img width="150" height="150" src="http://www.punknet.com.br/wp-content/uploads/215228-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="215228" title="215228" /></a>
</div>
<p><!-- end .galleria-gallery --></p>
<p style="text-align: right;">Por: <strong><a href="http://www.facebook.com/claraheloisa" target="_blank">Clara Silva</a></strong> - <strong><a href="http://www.twitter%2Ccom/@clarahsm" target="_blank">@clarahsm</a></strong></p>
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		<title>Entrevista com a banda Food4life</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Apr 2012 15:22:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Punknet</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[foo4life]]></category>
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		<description><![CDATA[A PUNKnet entrevista o Food4life que vai se reunir para a segunda edição do festival Back to 99, festa no Hangar 110 que presenteia o público com bandas que deixaram diversos “órfãos” após seu término. PUNKnet - Como o Food4life entrou nessa? Qual foi a reação da banda com essa reunião? Helio - O Piu (produtor [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://www.punknet.com.br/entrevista-com-a-banda-food4life/' addthis:title='Entrevista com a banda Food4life ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A PUNKnet entrevista o Food4life que vai se reunir para a segunda edição do festival <em>Back to 99</em>, festa no Hangar 110 que presenteia o público com bandas que deixaram diversos “órfãos” após seu término.</p>
<div id="attachment_147837" class="wp-caption alignleft" style="width: 209px"><a href="http://www.punknet.com.br/entrevista-com-a-banda-food4life/4-3/" rel="attachment wp-att-147837"><img class="size-medium wp-image-147837" title="4" src="http://www.punknet.com.br/wp-content/uploads/41-199x300.jpg" alt="" width="199" height="300" /></a>
<p class="wp-caption-text">Food4Life</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet - Como o Food4life entrou nessa? Qual foi a reação da banda com essa reunião?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Helio -</strong> O Piu (produtor do show e grande amigo) me chamou outro dia no facebook e perguntou se a gente queria participar do show, fazendo um revival e falei que precisava falar como resto da banda. Falei com o Bolacha e o Gustavo, eles ficaram bem empolgado e aceitaram na hora!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet - Qual a expectativa de vocês para esse verdadeiro &#8220;revival<em>&#8220; </em>que será o <em>Back to 99</em>?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Helio - </strong>A expectativa é reencontrar velhos amigos, relembrar os bons tempos e fazer um bom show. Acho que a proposta desse show é essa!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet -  Como foi encarar o fim da banda?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Helio - </strong>Acho que foi bem difícil para todos, pois tocamos 11 anos sem parar sequer um mês,  com certeza todos iriam sentir falta, pois além de tudo que envolvia a banda, a amizade sempre prevaleceu e era isso que movia o Food4life. Foi uma decisão difícil, mas foi melhor assim, o ciclo se fechou!<em></em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet - Qual a grande mudança da cena underground do fim dos anos 90 e inicio dos anos 2000 para a atual</strong>?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Helio - </strong>A principal mudança acho que hoje em dia essa molecada vê uma banda como um trampolim para ficar famoso, ganhar dinheiro&#8230; um negócio&#8230; perdeu um pouco daquela magia, de se juntar com amigos para tocar, viajar, se divertir&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet - O que vocês acham da cena atualmente? Há bons frutos ou é preciso torcer por mais momentos como o <em>Back to 99</em> (além de torcer para que as bandas “das antigas” continuem na atividade)?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Helio - </strong>Tem bastante coisa legal, acho que passou um pouco daquela maré de bandas chatas que durou de 2005 até uns anos atrás&#8230; A molecada viu que as grandes gravadoras estão todas quebradas e que não vai levar a lugar algum senão o fim da banda, e estão botando a mão na massa, produzindo seus próprios cds, fazendo seus shows, tours&#8230; sem depender de empresários picaretas. O do it yourself está voltando e isso é muito bom!!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet - Indicam alguma banda ou som?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Helio - </strong>Para mim a melhor banda brasileira dessa nova safra é o Plastic Fire! Não posso deixar de citar também o Still Strong, Bullet Bane, Fire Driven que apesar de nova só tem macaco veio, Hero, Cristo Bomba&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet - Vocês prepararam alguma surpresa para o show? Os fãs podem esperar a mesma energia dos shows de antigamente?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Helio - Vai ser um show que irá abranger desde nossa primeira demo até o último cd! Todos estão com uns kilos a mais, cabelos a menos, mas a energia é a mesma de anos atrás&#8230; Todos estão bem empolgados para tocar!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet - Com qual formação o Food4life subirá ao palco?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Helio - </strong>Eu no baixo, Gustavo (guitarra/vocal), Bolacha (guitarra) e Roberto (bateria), foi a formação mais significativa da banda e a que durou mais, foram uns 4 anos juntos!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet - Como andam os projetos de cada ex-integrante? Todos ainda atuam no ramo musical?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Helio - </strong>Sim, todo mundo ainda está envolvido com a musica, eu toco no Questions, o Bolacha toca no Iodo, banda bem legal que ele já tocava antes de entrar para a banda, o Roberto no Decore e o Gustavo faz um lance completamente fora do universo do punk/hardcore, ele tem um projeto bem legal de musica cubana e outro de blues.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet - Vocês sentem falta da época do Food4life?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Helio - </strong>Todos sentimos, era divertido, viajamos bastante, fizemos grande amigos na estrada, vivemos 100% para a banda, mas como diz o Thaíde, “O tempo bom, que não volta nunca mais&#8230;”</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Ao longo da carreira, qual foi momento mais marcante para a banda?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Helio - </strong>Teve muitos momentos bons, mas o período de 2000 a 2004 foi um dos melhores, lançamos 2 discos, vídeo-clipes, fizemos muitas tours, de norte a sul do Brasil, a banda estava bastante evidente.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Há planos para o futuro? Os fãs podem se animar?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Helio - </strong>Infelizmente nenhum plano. A banda acabou há 4 anos e todos nós temos outros projetos, a vida tomou outros rumos. Mas é sempre bom se encontrar e fazer um show como esse&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Para terminar, aquele recado para a galera.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Helio - </strong>Acreditem em vocês mesmos, não espere nada cair do céu e permaneçam fortes! Nossos caminhos se cruzaram um dia!!</p>
<div class='galleria-gallery' >
<a href='http://www.punknet.com.br/entrevista-com-a-banda-food4life/1-5/' title='1'><img width="150" height="150" src="http://www.punknet.com.br/wp-content/uploads/15-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="1" title="1" /></a><br />
<a href='http://www.punknet.com.br/entrevista-com-a-banda-food4life/attachment/2/' title='2'><img width="150" height="150" src="http://www.punknet.com.br/wp-content/uploads/2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="2" title="2" /></a><br />
<a href='http://www.punknet.com.br/entrevista-com-a-banda-food4life/3-3/' title='3'><img width="150" height="150" src="http://www.punknet.com.br/wp-content/uploads/32-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="3" title="3" /></a><br />
<a href='http://www.punknet.com.br/entrevista-com-a-banda-food4life/4-3/' title='4'><img width="150" height="150" src="http://www.punknet.com.br/wp-content/uploads/41-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Food4Life" title="4" /></a><br />
<a href='http://www.punknet.com.br/entrevista-com-a-banda-food4life/attachment/5/' title='5'><img width="150" height="150" src="http://www.punknet.com.br/wp-content/uploads/5-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="5" title="5" /></a><br />
<a href='http://www.punknet.com.br/entrevista-com-a-banda-food4life/6-3/' title='6'><img width="150" height="150" src="http://www.punknet.com.br/wp-content/uploads/61-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="6" title="6" /></a>
</div>
<p><!-- end .galleria-gallery --></p>
<p style="text-align: right;">Por: <strong><a href="http://www.facebook.com/claraheloisa" target="_blank">Clara Silva</a></strong> - <strong><a href="http://www.twitter%2Ccom/@clarahsm" target="_blank">@clarahsm</a></strong></p>
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		<title>Além dos Acordes #24 &#8211; com Thiago DJ</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Apr 2012 03:45:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Punknet</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quem nunca imaginou voltar no tempo e poder reviver aquele show inesquecível? Pois bem, neste sábado será possível, pois o Hangar 110 irá abrir suas portas para o Back to 99, que contará com a bandas Rivets, Food4Life,  Toyshop, Blenda e Middlename. Mas tudo isso estará regado pelo DJ Thiago, que irá brindar a todos um [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://www.punknet.com.br/alem-dos-acordes-24-com-thiago-dj/' addthis:title='Além dos Acordes #24 &#8211; com Thiago DJ ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Quem nunca imaginou voltar no tempo e poder reviver aquele show inesquecível? Pois bem, neste sábado será possível, pois o Hangar 110 irá abrir suas portas para o Back to 99, que contará com a bandas Rivets, Food4Life,  Toyshop, Blenda e Middlename. Mas tudo isso estará regado pelo DJ Thiago, que irá brindar a todos um mix com uns clássicos da época misturado com hits do underground. Agora confira um pouco da história dele, nesse bate papo para lá de especial com a PUNKnet.</p>
<div id="attachment_147813" class="wp-caption alignleft" style="width: 210px"><a href="http://www.punknet.com.br/alem-dos-acordes-24-com-thiago-dj/thiago-dj-06/" rel="attachment wp-att-147813"><img class="size-medium wp-image-147813" title="Thiago DJ 06" src="http://www.punknet.com.br/wp-content/uploads/Thiago-DJ-06-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" /></a>
<p class="wp-caption-text">Arquivo Pessoal</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Thiago, como surgiu seu interesse por música?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Thiago -</strong> Começou em casa, meu pai sempre foi fã dos Beatles, tocava “House of the rising Sun” dos Animals no violão, minha mãe tinha muito vinil de MPB, gostava de Raul Seixas, Jovem Guarda, samba; meu irmão mais velho e meus tios tinham uma banca os “Jacaranjos” e eu ficava ali na bota deles, ouvindo muito vinil de rock nacional. Ali no meio já tinha uns Garotos Podres, Cólera e aí comecei a andar de skate e me apresentaram Dead Kennedys, Devo e Toy Dolls, “muleque isso é som de skatista”. Daí para frente muita água rolou, mas a raiz está aí.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Você teve alguma influência específica para entrar nessa área?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Thiago -</strong> Cara, teve uma influência de um amigo meu que já faleceu, o saudoso Ronaldo, lá do Jardim D´ávila, bairro onde eu nasci e fui criado. Ele organizava umas festas em uma fábrica na frente da minha casa, montava o “Sound System”, que na época eu nem sabia que tinha esse nome. Ele mesmo cortava a madeira, comprava alto-falante&#8230; Aprendi muita coisa com ele e depois de anos estou aqui, mas não foi nada ensaiado, é muito louco isso.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; E como foi sua primeira experiência no rádio?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Minha primeira experiência foi em uma rádio comunitária na Vila Menck em Osasco. Eu tinha um programa à noite na época, pelos idos de noventa e pouco, e já fazia uma programação focada em hip-hop e hardcore.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet  - Conta um pouco a respeito da época em que você trabalhou na 89 FM.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Essa foi a época de ouro, entrei lá atendendo telefone e cheguei a locução, direção de programas, produção, aprendi muita coisa. Eu amo rádio, acho o meio de comunicação mais mágico que existe, mexe muito com a imaginação das pessoas. Foi a época de “Hora dos perdidos” com a minha amiga/irmã Luka, de “Tarja Preta” com o mestre João Gordo, de “Bate-Cabeça” (minha maior realização pessoal) e de “A Vez do Brasil”, programa que impulsionou muito a cena underground na época.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Como surgiu a ideia das festas Funkcaos, Supersound, Gás Total e Ska Funk?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Thiago - </strong>Cara eu tenho várias festas, vou criando de acordo com a época e do que eu estou a fim de tocar, mas sempre de estilos que eu gosto, e vou levando enquanto tiver público e gente acreditando no lance. Eu gosto de música boa, então eu gosto de tocar de tudo e, apesar das festas terem estilos definidos, eu não consigo tocar nada muito reto. Eu sempre insiro umas coisas diferentes no meio, eu gostava muito da festa BRB que rolou durante quatro anos na Toy Lounge toda sexta. Lá rolava de reggae a grindcore, passando por Tim Maia e Adoniran Barbosa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Como foi trabalhar com pessoas como João Gordo e Luka?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Thiago - </strong>São pessoas que eu conheci e que viraram meus amigos para a vida toda.  A Luka é minha irmã, nunca se esquece de mim, está sempre ali dando uma força, me dando uns toques, saindo para trocar ideia e dar umas risadas. O João é um monstro, eu sou fã de Ratos de Porão desde sempre, trampar com ele foi uma das coisas mais fodas da minha vida. Sem falar que o cara é gente finíssima, um dos maiores conhecedores de música do mundo, além do melhor comunicador de TV desse país.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Como é a sua vida de DJ?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Thiago - </strong>É corrida, é punk, é “faça você mesmo”. Ninguém bate aqui na porta para me chamar para tocar, eu estou sempre no corre para descolar uns trampos legais. É a maior batalha, mas hoje em dia está bem legal, deu uma boa estabilizada, e também tem a parte de estar sempre pesquisando, treinando, mas essa parte eu tiro de letra porque eu adoro tocar e ouvir música. É vício.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Você tem como característica uma grande versatilidade, desenvolvendo sets de vários estilos. Conta um pouco sobre como é fazer esse tipo de trabalho.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Thiago - </strong>É gratificante e ao mesmo tempo difícil porque as pessoas em geral tem a cabeça limitada ou tem gostos passageiros e cheios de modismos. Hoje em dia eu acho que o pessoal tem muito mais informação com a internet e cada vez mais eu vejo que tem gente tapada, informação fácil vai embora fácil. Mas é gratificante do ponto de vista que eu tento passar para as pessoas boa música, música que eu gosto, e dá pra resumir meus sets meio que em uma coisa “som do skate”, hip-hop, hardcore, metal, ska e breaks, e daí todos os subgêneros e crossovers que saíram desses estilos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Conta um pouco sobre a sua experiência como promotor de eventos.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Thiago - </strong>É aquilo que eu falei do &#8220;faça você mesmo&#8221;. Se nego não me chamava para tocar (hoje em dia o pessoal tem me convidado bastante), eu ia e promovia meus próprios eventos. Então eu ainda faço de tudo, desde a ideia do evento, line-up com DJs, bandas, release, descolar alguém para fazer arte do flyer, roteiro de divulgação de rua, de internet, tendo que me atualizar para mexer com mídias sociais, até tocar no dia da festa e fazer o fechamento de tudo. É tipo uma profissão curador+designer+roteirista+contador+rh. É coisa de louco.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Como você enxerga a cena independente de São Paulo?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Thiago - </strong>Teve seu ápice entre 98 e 2003, época boa em que tudo lotava, em que estava todo mundo em uma correria bem honesta, onde fiz muitos amigos, Mas tem também o antes disso, tudo muito precário, mas com muito amor e o depois disso que é o hoje em dia, muito nego zoião achando que underground é trampolim para ser a próxima banda queridinha a tocar nas rádios e na Globo, muito nego fazendo banda, vendendo ingresso para tocar, muito DJ de computador. Porém também tem muita gente boa que está na batalha há anos, muita banda recebendo seu merecido valor, mais tecnologia, melhores casas, sons. Só acho que o público é menor do que antes, não tem mais rádio, pouco fanzine, quase não tem mais revista (saudades da Rock Press), fica difícil você manter ou renovar o público, Mas o undergound sempre estará aí, como diz meu amigo Haroldo do Maguerbes, “hardcore é isso, tem show com três, quatro pessoas e nego se emocionando, quando está lotado é da hora também, mas é raridade!”</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Você tem alguma paixão além da música?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Thiago - Tenho, o Corinthians!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet -</strong> <strong>Preparando algo especial para Back to 99? </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Thiago - </strong>Claro, vou fazer um mix com uns clássicos da época misturado com hits do underground, mas vou deixar a surpresa para o dia. Já tem nego me ligando e pedindo “toca minha banda, era da época hein”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet -</strong> <strong>Que som você indica para o pessoal ?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Thiago - </strong>Sepultura, Cypress Hill, Racionais MCs, Minor Threat, Sick Of It All, Tim Maia, Helmet, Mukeka Di Rato, Dead Fish, Flicts, Olho Seco, Beastie Boys, James Brown, Specials, Toots, Faith No More, Deftones, Maguerbes, Questions, Presto, Penniwise, NOFX, Criolo, Oitão, The Apples, Alexandre Cruz, Projeto Rookie Jimmy Luv.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet -</strong> <strong>Alguma dica para quem está querendo iniciar uma carreira de DJ?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Thiago - </strong>Seja honesto, pesquise música, toque o que você acha legal com um mix do que você acha que agrade o público que está ali na hora, acredite no seu trampo, e desencane de quem fala mal porque isso aí é o que mais tem, se fortaleça em quem te impulsiona e trabalhe com pessoas honestas. E outra, se não tiver bom gosto nem comece, pois isso não tem curso ou faculdade que vá te ensinar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Quais os planos para o futuro?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Thiago - </strong>Voltar pro rádio, abrir uma casa noturna/de shows, produção de programa de web, algumas coisas ainda não posso revelar, mas vem coisa boa por aí!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PUNKnet &#8211; Esse espaço é seu, deixa uma mensagem pra que está lendo a entrevista. </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Thiago -</strong> Apareçam no Back To 99, vai ser uma bela nostalgia, abraço!</p>
<p style="text-align: right;">Por: <strong><a href="http://www.facebook.com/romulo.ndn" target="_blank">Rômulo Oliveira</a></strong> - <strong><a href="http://www.twitter.com/@romulo_oliver" target="_blank">@romulo_oliver</a></strong></p>
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