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Classe de 1972 – Primeiro álbum solo de Nenê Altro (2017)

Punknet | 05/06/2017 | Comentários desativados em Classe de 1972 – Primeiro álbum solo de Nenê Altro (2017) | Nacional, Resenhas

 

 

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A vida é uma trajetória nada linear composta por diversos trajetos que se encontram, se cruzam, são paralelos entre si etc. Tive um professor na vida que dizia: “Não tenho problemas em não dormir, enquanto estou vivo quero fazer tudo o que for possível, dormir eu deixo para quando eu morrer”. Nenê Altro é isso, é assim, e, na última semana, percorreu na geografia de sua vida mais uma rodovia.
“Classe de 1972” é o seu primeiro álbum solo, e abre a perspectiva para mais um Nenê, além dos já conhecidos – o escritor, o do Dance, o do Mal de Caim, o do Sick Terror, do Anti Mídia e tantos outros que já existiram e existem.
Nessa trajetória toda, enquanto se está vivo e criando, sempre há espaço para experimentar a criação de coisas novas, e o “Classe de 1972” é isso. Uma sonoridade distinta e distante de tudo que Nenê já havia apresentado. Linhas limpas nas belas guitarras de Edu Krummen – compositor-parceiro de longa data do Nenê – que junto do baixo de Bruno Bento e da bateria de José Bento criam bases saborosíssimas para os vocais.
Aliás, Nenê, frequentemente contestado por seus timbres vocais, apresenta-se de outra forma nessas gravações. Calmo, sereno, cantando para ter cada sílaba devidamente ouvida e compreendida. Ótimo letrista, de grande domínio da Língua Portuguesa, o que se nota desde “A história não tem fim”, no álbum novo sua verve “Literária” se destaca como nunca – dou destaque para “A falta é o inimigo”, “Rastros na areia” e, a mais acelerada, do CD, “Vera Cruz”.
Os referenciais de Smiths, The Jam, Legião Urbana e Stiff Little Fingers estão todos ali, servindo ao objetivo (bem alcançado) de apresentar uma roupagem de pessoa vivida, experiente, que não se cansa de tentar, de fazer, de seguir e, se der errado, se bater o arrependimento, bom, paciência, tem mais coisa para se fazer adiante. E, a considerar o refrão final da sexta faixa, “Rastros na areia”, enquanto estiver vivo, Nenê Altro será esse “Garoto” inventivo, criativo, pois, “Afinal, nunca é tarde para nós”.
O álbum, lançado pela “Monstro Discos”, está disponível em tudo quanto é plataforma digital, passe os ouvidos (e os olhos) neles:
(Spotify) http://spoti.fi/2rlt5M0
(Deezer) http://bit.ly/2qZGIAL
(iTunes) http://apple.co/2rzbbD0
(Amazon) http://amzn.to/2rlCt28
(Google Play) http://bit.ly/2rlCpQ2
(Youtube) http://bit.ly/2qB0pxU

 

Por: Gabriel Coiso

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