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Clemente & A Fantástica Banda Sem Nome – Sesc Pompéia

Punknet | 27/01/2017 | Comentários desativados em Clemente & A Fantástica Banda Sem Nome – Sesc Pompéia | Matérias, Uncategorized
Foto: Marcello Orsi

Foto: Marcello Orsi

Ontem foi mais um dia caótico para a cidade de São Paulo. Teve muita chuva durante o dia, caíram muitas árvores por aí e o trânsito tornou-se infernal. Mas nada que impedisse o lançamento do disco “Antes que seja tarde”, do ícone do punk rock paulistano, Clemente.

Às 21h41, no SESC Pompéia, subia ao palco “Clemente & A Fantástica Banda Sem Nome”, que abriu o show com a introspectiva “A noite passa tão devagar” – o que não foi bem o que aconteceu, porque a noite passou muito rápido e deixou um gostinho de “quero mais”.

Foto: Marcello Orsi

Foto: Marcello Orsi

Além do líder da lendária banda paulistana Inocentes, que também é vocalista da Plebe Rude, diretor artístico do Showlivre.com, apresentador do Heavy Lero (Youtube) e do Filhos da Pátria (Kiss FM) – ufa! -, tivemos outros músicos experientes no palco, como Joe Gomes (ex-Pitty) no baixo, Johnny Monster (Daniel Belleza e Os Corações em Fúria) na guitarra, e Rodrigo Cerqueira (Easy Big Fella) na bateria.
Foi engraçado ver o Clemente de chapéu e sapato branco. Quem achou que era algum tipo de homenagem ao pai, Clementino, cujo chapéu era sua marca registrada, ou então ao Jacinto Figueira Jr. e seus tradicionais sapatos brancos, claramente errou. O visual trazia como referência a música “Time Bomb”, da banda californiana Rancid, que diz no refrão: “Black coat, white shoes, black hat, cadillac, yeah! The boy’s a time bomb!”.

O público, em grande parte vestindo camisetas do Inocentes, estava recheado de velhos amigos, familiares e, claro, ícones da cena musical, como Supla, Ariel (Invasores de Cerebro), Marcelino Villar () e Gastão Moreira (companheiro de Heavy Lero). Ronaldo e Nonô, companheiros de Inocentes, também marcaram presença para prestigiar o amigo.

Além das faixas que compõem o disco inaugural do músico, como “Imprescindível”, “Palavras Mortas”, “Sou Como o Sol”, “Quando os Anjos Caem” e “Nada Mais” (que, aliás, é um excelente trabalho instrumental), Clemente surpreendeu com uma versão pungente e visceral de “Sangue Latino”, dos Secos & Molhados, uma divertida performance de “Choque Que Queima” (Luizinho e Seus Dinamites), e uma releitura da clássica canção “Eu sou terrível”, escrita em 1967 por Roberto Carlos e Erasmo Carlos, com a qual encerrou a noite em grande estilo.

Pensando bem, surpreendeu nada! Se você já ouviu o disco, sabe que, como o próprio artista comentou por aí, “o trabalho tem um clima lírico e lúdico, sem deixar de ser alternativo”. Tem algo mais alternativo do que tocar Roberto Carlos hoje em dia?

Foto: Marcello Orsi

Foto: Marcello Orsi

Como de costume, os fãs foram atendidos com o bom humor e a risada que já são marcas registradas de Clemente. Era gente querendo autógrafo no recém-lançado “Meninos em Fúria” (sim, mais um projeto inédito, este um livro escrito a duas mãos com Marcelo Rubens Paiva), gente querendo foto, autógrafos, ou apenas bater um papo sobre música e ganhar um abraço. O clima era de amizade e descontração, sem estrelismos.

“Seguir em frente é imprescindível e esquecer é possível”… Seguiremos em frente, Clemente, mas não vamos esquecer seu show.

 

 

 

Confira mais fotos aqui.

Texto: Adriana Nascimento – Colaboração: Mariana Toledo

Fotos: Marcello Orsi

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