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Cockney Rejects em São Paulo

Punknet | 06/05/2017 | Comentários desativados em Cockney Rejects em São Paulo | Matérias, Uncategorized

 

Cockney Rejects retornam, depois de sete longos anos, para uma mini tour sulamericana. A última vez em que os punks tocaram na cidade, foi na nossa querida – e agora falecida – casa Inferno, lá na Rua Augusta, que a cada ano aparenta morrer um pouco também. Dois dias antes, sexta-feira dia 28, saímos às ruas para nos manifestar, protestando contra a reforma da Previdência. No domingo, voltamos a protestar, mas agora com versos e guitarras barulhentas na Clash Club.

 

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Foto: Marcello Orsi

A banda encarregada de abrir o show foi o The Beber’s Operário, formados em Itatiba, interior de São Paulo. Rápidos e precisos, os operários fizeram até aqueles que só estavam lá para ver a banda principal levantarem suas latinhas de cerveja e pogarem com suas músicas. Com público menor, porém pronto para curtir, não fizeram feio e deixaram todos à vontade para o que viria depois.

 

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Foto: Marcello Orsi

Foi a vez do Faca Preta, banda na ativa desde 2013, formada por músicos experientes do circuito underground, mostraram um show profisional e enérgetico, apresentando as músicas do auto-intitulado EP lançado em 2014. O show começou com a música “Resistir” e não houve o que parar a roda punk. Com o público mais presente, as músicas “Essência” e “Vida Dura” foram cantadas juntas. Houve um problema na caixa de retorno que foi logo resolvido e mais nada atrapalhou na apresentação. Mas é com os covers que o Faca Preta ganhou a plateia: a primeira do Coléra, “Quanto vale a Liberdade” e outra do Cock Sparrer, “Riot Squad”. Fecharam o set com “São Paulo”, dedicada à cidade que não para.

 

A bola foi para os ingleses. Quase uma década após sua última apresentação em São Paulo e prestes a completar quarenta anos de estrada, a banda liderada pelos irmãos Jeff “Stinky” Turner e Mick Geggus retornaram melhores do que nunca, com um show recheado de seus verdadeiros Greatest Hits.

 

Screen Shot 2017-05-06 at 21.42.37Com o primeiro acorde soando da clássica “Fighting in the Street”, que abriu o set, a roda punk se formou e só foi terminar com a última música da noite. Sem tempo para perder, emendaram “Your Country Needs You“, do seu último disco de estúdio “East End Babylon”, de 2012, e não deixaram ninguém parar de pogar. As músicas “The New Song”, “We are the Firm”, “Subculture” e “Join The Rejects” fizeram a alegria dos marmanjos que gritaram a plenos pulmões os refrões de suas canções favoritas.

 

Com fôlego de campeão, Jeff Turner fez questão de trocar algumas palavras com o público a cada música, o que parecia encorajar ainda mais as pessoas a subirem ao palco para cantar junto. Merecendo uma pausa, eles saíram do palco com as merecidas palmas e voltaram, logo em seguida, para o bis. A roda punk voltou a fechar ao som de “On the Streets” e “The Greatest Cockney Rip Off“, mas é em “War On The Terraces” que a banda teve que fazer outra pausa: com tantas invasões de palco, desligaram a guitarra e tiveram que recomeçar a música, nada grave, a banda riu do que ocorreu e logo já tinham outras pessoas no palco abraçando Turner e cantando junto ao microfone. Punk que nasce torto, nunca se endireita.

 

Apesar de ter uma música gravada em português, uma homenagem ao time de futebol brasileiro a Chapecoense, acabou ficando de fora do set. Esta canção é uma adaptação do single “Goodbye Upton Park”, lançado em 2016.  Não ficou ninguém parado nesse show, alguns estavam cantando em uníssono, pogando na roda punk, ou subindo no palco para fazer um mosh e outros estavam fazendo essas três coisas juntas e ainda com uma lata de cerveja na mão. Para terminar o show nada como a favorita “I’m Forever Blowing Bubbles” e a classicona “Oi! Oi! Oi!” que deixou todos mais loucos e felizes por terem feito parte de uma verdadeira festa punk.

 

 

 

 

 

 

Confira mais fotos aqui.

Texto: Raul Azurduy
Fotos: Marcello Orsi

 

 

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