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Cheio de ódio no pirú!

Banda de hardcore: cuidado com seu release!

27/05/2009 | por Ricardo Tibiu

Atrasado, sempre. Vai ser sempre assim, acostume-se, ou odeie-se! Cheio de ódio no pirú é assim, estilo foda-se, sabe De Leve? Pois é, aquele rapper niteroiense cuja música o urso mano da Coca-Cola roubou o refrão na cara dura, ai se fosse o contrário!

 

 

 

Anda tudo muito corrido, esses dias mesmo entrevistei – com meu amigo de fé e irmão camarada FelipEterno, aliás meu empreendedor predileto de todos os tempos da última semana – o Adriano Cintra, baterista, baixista, produtor e compositor do Cansei de Ser Sexy.

 

 

 

Me impressionou sua disponibilidade e presteza, um cara cuja banda está no auge, toca no mundo todo e em festivais consagrados, provavelmente dá dezenas de entrevistas por dia para todo tipo de imprensa. Me fez lembrar algumas bandas de hardcore que tive o desprazer de entrevistar... ou de tentar fazer e não ser atendido.

 

 

 

Bandinhas cujos membros sequer se prestam a responder um e-mail falando que não estão interessados, manja? Seria o mínimo, mas deixa eles continuarem sonhando que o Rick Bonadio (ou uma versão genérica dele) vai gostar da musiquinha ruim deles, dar um banho de loja e fazer milagres para que as pré-adolescentes os amem!

 

 

 

Musicalmente o Cansei de Ser Sexy não me agrada, eu não colocaria um CD deles para tocar em casa, prefiro o Leptospirose por exemplo, mas o Adriano Cintra contribuiu para que rolasse talvez uma das entrevistas mais interessantes que já fiz... e quem quiser conferir, é só clicar aqui!

 

 

 

Aaaah releases, nossa, isso rende assunto! Eu já fiz release pra tanta banda que até já perdi a conta! Fora resenhas que fiz e acabaram usando como tal...

 

 

 

Release é uma coisa delicada, não para quem o assina, mas para a banda, que é a principal “interessada” nele! O jornalista mesmo vai passar o olho rapidamente (muitos nem escutam o CD pra resenhar, que dirá ler um texto) e o fã vai ler e procurar erros (eu já fui corrigido num que fiz pro CPM22, sendo que passou pela gravadora e ninguém reparou) e vai sair divulgando por aí.

 

 

 

Mas os mais atentos, e ainda existe quem goste de ler, vão perceber as entrelinhas. Dia desses li o release de uma banda e as entrelinhas eram tão interessantes que nem fui ouvir o disco! Nelas as informações estavam tão explícitas que acho que o colega de profissão nem percebeu o quanto entregou que há/havia algo de MUITO errado com a banda tanto que... opa, chega senão vai dar pra saber de quem tô falando e não divulgo mau caráter!

 

 

 

Preferiria fazer o release do Maluf, sério... Aliás, um toque pras bandas: quando quiserem que alguém escreva seu release, pague algo pra essa pessoa, nem que seja um valor simbólico. É muito fácil quando “do nosso lado” negamos e vocês pedem pro primo do cunhado do meu genro fazer e ele escreve qualquer groselha e vocês “valorizam” tanto quanto um texto escrito por quem realmente ouviu o CD, leu as letras, se interessou por seu hmmmm trabalho...

 

 

 

Uma dica minha: escrevam vocês mesmos, nada mais espontâneo e justo... Sabe que perto der algumas pessoas o Maluf me soa até que sincero?!

 

 

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