CPM 22 em Botucatu

Punknet 15 de fevereiro de 2012

Foto por: Natasha Gorentzvaig

Acho que a primeira coisa que todos vão se perguntar é o porquê de uma resenha de um evento em Botucatu e onde diabos fica isso. Bem, ir ao show estava nos meus planos desde que soube que o CPM 22 viria para cá, cobri-lo não estava, mas já que estou morando aqui, por que não?  É válido mostrar também um pouco do que rola fora das capitais.

 Como todos sabem, o interior de São Paulo é dominado pelo famoso sertanojo universitário, e como aqui não é diferente, shows como esse praticamente nunca acontecem na cidade. Por causa disso, não sabia muito bem o que esperar, talvez não fosse quase ninguém, talvez fosse desanimado. Felizmente me surpreendi bastante quanto ao público que, apesar de não ter sido sold out, representou muito bem.

 O show aconteceu no ginásio de esportes da A.A. Botucatuense, que não é o lugar mais ideal de todos, mas a estrutura foi bacana. Sem banda de abertura e com meia hora de atraso, às 23h Badauí (vocal), Luciano (guitarra), Heitor (baixo) e Japinha (bateria) subiram ao palco. Os gritos de “Japinha!” mostravam que a galera estava sim muito animada para apresentação da banda, que começou com a música “O Mundo Dá Voltas” seguida da clássica “Regina Let’s Go!”, cantada a uma só voz por uma platéia empolgada.

Após “Nova Ordem”, foi a vez de “Dias Atrás” entusiasmar o público. Apesar de alguns preferirem ficar sentados na arquibancada, o pessoal da pista pulava e cantava sem parar. A galera puxou um coro de “CPM! CPM!” e então a banda deu seqüência com “Abominável” e “Vida ou Morte”.

Foto por: Natasha Gorentzvaig

O set list foi bem equilibrado entre hits antigos, mais recentes e faixas do último disco, “Depois de Um Longo Inverno”, lançado no ano passado. Obviamente que nas músicas antigas a galera cantava e pulava muito mais, mas mesmo quando não sabia cantar as mais atuais, não perdia o ritmo e a animação. Animação essa que ficou evidente em “Tarde de Outubro”, outro clássico, que foi cantado em uníssono e tão alto que chegava a encobrir a voz do Badauí!

Depois de “Hospital do Sofredor”, o vocalista falou com o público sobre como era bom estar de volta à cidade, agradeceu e deu sequência com “Um Minuto Para O Fim Do Mundo”, que levou todos à loucura, e “Reais Amigos”. Então veio o que foi um dos melhores momentos da noite. A apresentação de “Irreversível” foi insana, empolgante, cantada por todos e o pessoal invadiu de vez a faixa de proteção que mantinha a distância até o palco – queria saber quem foi o inocente que achou que aquilo ali seguraria alguma coisa.

 O fato é que depois que a galera colou no palco, o show ganhou um ritmo ainda melhor. Badauí ficava boa parte do tempo abaixado, cantando muito próximo dos fãs, que o acompanhava com ainda mais vontade. Após o atual single “Na Medida Certa”, outro momento memorável aconteceu com a música “Não Sei Viver Sem Ter Você”, em que o público aproveitava as deixas da banda para cantar sozinho, o refrão todo em coro foi bonito de ver!

 A sequência “Cavaleiro Metal”, “Atordoado” e “Sofridos e Excluídos” foi menos cantada, mas a galera compensava gritando e pulando. A agitação voltou em “Além De Nós Dois” e “1000 Motivos”, que foram seguidas de “Apostas e Certezas” e “Inevitável”, quando os integrantes deixaram o palco. Depois de uns minutos e dos pedidos dos fãs pela sua volta, a banda retornou para o bis com a tão esperada “Ontem”, acompanhada pela voz de todos os presentes, “Light Blue Night” e “Minoria”.

 Gritos, palmas e interação com a galera deram o ritmo até “Desconfio”, que encerrou o show com chave de ouro, mostrando que o CPM 22 ainda vale muito a pena. Só senti falta de “Anteontem” que acabou ficando de fora do set list, mas fora isso, nada do que reclamar, noite incrível!

Fotos por: Natasha Gorentzvaig

Por: Laís Ribeiro - @lahh_ribeiro