Da Arte De Falar Mal #9 – Lugar de Lixo é no Lixo

Punknet 8 de fevereiro de 2012

Lugar de Lixo é no Lixo

Arquivo Pessoal

Não vou mentir para vocês não. Viajei esse fim de semana e estou exausto e sem capacidade de escrever uma coluna mega elaborada, então vamos no ritmo de festa cuspir umas reclamações para animar a sua quarta-feira?

Comecemos escolhendo uma banda: Rancore.

Sei que muitos vão reclamar, me xingar, tacar pedra, falar mal de mim no Twitter, me convidar para um debate olho no olho no programa da Marcia Goldsmith, mas eu preciso contar para todos: Não entra na minha cabeça como um ser humano escolhe o cd do Rancore para ouvir no iPod. Acho inaudível! Conversei isso com um amigo e ele disse: “Po, mas a presença de palco do Teco é demais!”… Ah vá! Presença de palco maneira é a do At the Drive-in, Moneen, Braid, Eu serei a Hiena, Good Intentions e Nipshot. Eu até valorizava quando a banda era meio hardcore, mas essa vibe meio wannabe Incubus + Stooges não cola! Acho que eles R. Sigmatizaram. Eu demorei muito para curtir o R. Sigma, mas hoje acho uma das melhores bandas da nova SAFRA (essa palavra é muito resenha do Estadão). Sinto que o Rancore bebeu naquela fonte, mas engasgou. Esse cd lançado pela DeckDisc tinha que ser utilizado como tortura em qualquer guerra civil.

- Onde está seu comandante?
- Não sei.
- ONDE ESTÁ O SEU COMANDANTE?
- Já disse que não sei.
- Jeito livre de ser e fazer acontecer o nosso amor. Quero aprender e cultivar essa beleza.
- OK, OK!!! ELE ESTÁ NO SURINAME.

Na verdade, eles até tem umas harmonias bem boas, mas as letras e as melodias são qualquer coisa. O KLB tem mais criatividade.

Hum, tava com saudade de reclamar diretamente de bandas.

Vamos para uma segunda carcada?

Ok, Rancore eu não gosto e acho muito ruim, mas prefiro que as pessoas curtam o som deles do que a leva bizarra de carreiras solo no mercado. Teco Martins (Rancore), Beeshop (Fresno), Esteban (Fresno), Valentin (doyoulike?) e, o único que gosto, Particelli (ex-Falante).

Como estou cansado, vou falar mal apenas de um, o pior, Esteban.

Para mim, o Tavares é o cara que se acha talentoso para cacildis e entrou para estragar o Fresno (sim, eu falo O Fresno. Você, que fala A Fresno, por que não fala A Barão Vermelho, hein? Mala). Como eu já disse uma vez por aqui, até gostava do Fresno, mas, depois que o Tavares entrou, a banda afundou legal. Começaram com aquela moda tosca de calça no joelho e bunda toda de fora, camiseta PPP com gola Y e cabelo Cindy Lauper, além da música ter virado trilha sonora de minissérie da Rede Manchete. Lembro que teve uma época em que me falavam que a antiga banda dele, Abril, era a salvação do rock. Ao ouvir, escolhi morrer afogado num mar de Molejo do
que ser salvo por aquilo. Cruzes.

Mas então, não satisfeito em ter dois projetos do capeta, o camarada lançou uma carreira solo. É tipo um wannabe Adriana Calcanhoto. Mano, sério, querer ser Beatles já é tosco, tentar ser a ADRIANA CALCANHOTO então é tipo comer chiclete de cocô depois de uma sopa de poça de chuva da Central do Brasil.

Por hoje chega, já fiz inimigos suficientes. Semana que vem, vou tentar driblar 19 blocos de carnaval para chegar em casa a tempo de escrever uma linda coluna gigante! Beijo do Gordo… WOW!

Por Mateus Simões – @mateusonese