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FlügeenÜgen

FlügeenÜgen

14/04/2009 | por Tiago Scatena

 O FlügeenÜgen que abre esta semana shows do Less Than Jake bate um papo com muito bom humor  e descontração aqui com a galera da PUNKnet, confira!

Conheça mais sobre a banda  em seu fotolog e escute suas letras com muito humor no myspace.

 Agora vamos ao que interessa!

 

 

Primeiramente, o que significa Flugeenugen? É alemão, sueco, finlandês ou algo do gênero?

Samir: Existem 6 versões do significado desse nome, cada integrante defende sua versão com todas as forças. Fica a critério do publico a mais interessante e verossímil: 

Edi: Quando a banda não existia ainda e os metais estavam escolhendo seus instrumentos, vimos um tal de FlugenHorn e achamos que era FlugeenUgen. Quando descobrimos o nome verdadeiro adotamos o nome para banda. 

Flop: Flugen em alemão significa vôo, Ugen não tem um significado, logo não siginifica nada, pela lógica FlügeenÜgen significa o vôo do nada. 

Pou: A uns 8 anos atrás eu fiz aulas de norueguês pois queria visitar uma cidade pequena ao sul de Oslo, capital norueguesa, mas meus planos foram por água a baixo quando descobri que não tinha jeito com línguas. Então decidi batizar a banda, que antes chamava “desengage” com nome da cidadezinha do meu coração. 

Pará: Nós gostamos muito do filme “eurotrip” em que em uma cena em que eles vão para Holanda um dos caras vai pra uma casa de sadomasoquismo e quando ele se depara com problemas tenta pronunciar o nome da palavra chave para pararem e por ser uma palavra holandesa grita insistentemente “Flügeen”, o ügen foi só pra ficar mais sonoro. 

Ale: A gente queria que a banda se chamasse Frozen Nuggets por um dia ter rolado um problema com uns nuggets de frango e sorvete HagenDazs. Vimos que o nome com som estrangeiro era bacana e mudamos FrozenNuggets pra FlügeenÜgen. 

Le
: Significa “!@# no %$ de curioso” em austríaco. 



Como vocês vêem a cena ska no brasil ultimamente? 

POu: Acompanhei a cena do Ska nos anos 90 (sim, sim, estou velho...). Ouvia Skuba, Mr. Rude, The Toasters, Less Than Jake, entre outras, e vejo que o Ska voltou muito bem. Bandas como Sapo Banjo e Rusty Machine ainda continuam muito fortes e novas bandas estão aparecendo e não deixando a desejar. Por sorte o FlügeenÜgen veio no momento certo e queremos também pegar essa onda.

Como está sendo para vocês, uma banda de poucos anos, tocar com a mundialmente conhecida Less Than Jake? Vocês também foram ao show deles ano de 2007 com Buzzcocks? 

Le: Há 2 anos, todos nós estávamos no Espaço das Américas assistindo o show do Less Than Jake sem nem imaginar que nós seriamos uma das bandas de abertura na próxima vez que eles voltassem! Até porque em abril de 2007 o Flügeen era só uma brincadeira entre amigos e ainda nem tinha nome! Isso faz ser ainda mais surreal essa oportunidade de em pouco tempo de FlügeenÜgen nós já estarmos abrindo show de uma das nossas maiores influências desde o começo!

Foram no ano passado no show do Goldfinger e Reel Big Fish? Se sim qual dos dois que preferiram? 

Le: Opa! Fomos inclusive na “Welcome Party” que rolou na véspera do show! Conseguimos entregar em mãos pra cada um deles uma camiseta nossa sem falar nas fotos e na receptividade dos caras pra conversar! Isso tudo só fez com que os shows fossem ainda melhores! A expectativa maior era para o show do Reel Big Fish, mas depois que o Goldfinger subiu no palco, essa idéia se inverteu! A presença de palco deles é muito boa! Acho que a grande maioria das pessoas que foram ao show concorda que os caras do Goldfinger pareciam muito mais felizes com a idéia de tocar aqui! Mas Reel Big Fish também foi fantástico! 


(Se o Chuck veste eles também curtiram!)

Conte-nos um pouco da história da banda, de como vocês se conheceram e por que resolveram tocar juntos

Edi: O Flügeen começou como uma banda paralela a uma antiga banda de Hardcore que existia – o Engage. Depois que o Engage parou suas atividades, resolvemos levar a “sério” o Flügeen, procurando novos integrantes e dedicando mais tempo a músicas próprias e menos covers. Com a entrada do POu, nosso batera, e passagens breves, porém muito gratificantes, de Ju nos vocais e Dan no sax, nós fechamos a formação! E cá estamos nós! Hayá! 

Vi no fotolog da banda que já possuem diversos shows marcados até o próximo semestre, mas quais são os planos futuros da banda? Está nele lançar um cd também? 

POu: Nossos planos são de gravar as novas músicas (temos mais 4 músicas novas prontas) e disponibilizar para que todos tenham acesso. Já a gravação do CD é algo que estamos discutindo e avaliando qual será a melhor maneira isso acontecer. Sabemos o quanto é difícil ter e lançar um CD atualmente, então é necessário algo bem planejado. 

Pou, vc que já tocou no Killi, qual é a maior diferença de tocar em outra banda de estilo diferente. 

POu: Estou aprendendo muito. Estou ouvindo novas bandas, conhecendo gente nova e tendo uma nova postura no palco. A cada ensaio aprendo mais (principalmente com o Edí, que toca bateria muito bem). Também estou revendo pessoas que conheci com o KiLLi mas não tive a oportunidade de dividir os palcos outras vezes. 

Quais são as maiores influências de vocês ultimamente? 

Le: Ultimamente o que mais temos escutado é Streetlight Manifesto e Aquabats! São estilos meio diferentes, mas AMBAS bandas mandam muito bem! Claro que nossas influências vão muito além: Reel Big Fish, Less Than Jake, Goldfinger, Planet Smashers, Buck-O-Nine, Mustard Plug, Big Bad Voodoo Daddy, Sublime... E desse tal de Brasil, tem umas personalidades tipo Tim Maia ou Jorge Bem que também gravamos nas nossas fitas K7.

Qual o melhor show internacional ou nacional que vocês já foram. 

Edi: O combo de shows do Goldfinger e Reel Big Fish numa mesma noite foi insano pra mim. Mesmo com o Goldfinger roubando a cena do RBF por sua contagiante presença de palco! Foi surreal ver e ouvir de perto os caras que estavam sempre no meu walkmen quando eu tava ainda estava no colégio! Foi demais!

Vocês acreditam que ter uma banda com um grande número de membros é mais difícil de se conciliarem, há mais brigas e tal? 

Edi: É um pouco mais difícil com uma banda numerosa, mas estamos bem empenhados em tocar pra frente essa brincadeira. Então com um pouco de sacrifício e organização nos e-mails, a gente consegue levar.
Brigas não rolam, não. Rolam discussões normais pra deixar as músicas sempre num nível aceitável por todos! Não discutimos “porque fulano ou ciclano errou uma nota”. Se fosse assim, a banda nem estaria viva! Sim, a gente erra bastante, caros colegas.


Deixa ai um recado para os leitores da PUNKnet e obrigado pelo tempo de vocês! 

Edi: Pois é, jovem! Fique a vontade pra aparecer nos nossos shows, nos chamar pra uma cerveja e trocar uma idéia com a gente. Se nós fizermos um amigo por show, já vai valer a pena todo sangue e suor que derramamos na banda. (Basicamente só sangue).
Esperamos ver todos nos shows do LTJ em SP e Santos!
Is we!

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