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Grupo Porco – Por: Gabriel Coiso

Punknet | 29/09/2017 | Comentários desativados em Grupo Porco – Por: Gabriel Coiso | Matérias

Grupo Porco

 

grupo porco
Dia desses a tarde piscou aqui no computador que o “Grupo Porco” havia lançado um vídeo clip novo, e fui ver. É aquela coisa, já tinha conhecimento da existência de um conjunto chamado “Grupo Porco de Grindcore Interpretativo”, mas ocorre que, por fim, acabei que nunca tinha ouvido a banda, e cliquei no link para realizar este debut.
 
 
Tratava-se do clip de “Suicídio Coletivo Guarapari 2017”, gravado, ao que concluí, na praia de Guarapari, no Espírito Santo. Uma parada interessante, uma sonoridade que varia do peso do metal, do vocal crust, pra uma viradinha mais dançante, singela, centralizada em um refrão sincero: “Todos vão morrer”.
 
 
Fechei a aba na internet e voltei ao trabalho. Guardei em alguma gaveta no meu cérebro a informação, queria mostrar a música para um guitarrista de mão cheia com quem tenho feito umas músicas. “Esse é o som! Esse é o tipo de som que tem que acontecer!”, exclamei pra ele, não nego.
 
 
Porém, caros e caras, a coisa ficou mais séria. Pois, logo em seguida, automaticamente começou o clip da música “Gatocracia”. Que tratado de política contemporânea! Creio que num futuro longínquo, pós-apocalíptico, esta obra de arte servirá como orientação para os pilares de um novo tipo de organização política-social-felínica.
 
 
É isso mesmo: “Gatocracia”, regime político organizado por gatos. Que proposta, que abertura para a resolução da patifaria política que se tornou esse país! Fora Temer, Entra Gato! E a descrição/vocalização desta teoria política é feita com sonoridade leve, goshtosa, limpidamente audível, compreensível. E se você for usuário de Youtube, pode apreciar a canção acompanhada de belíssimas imagens de felinos.
 
 
Aí foi ladeira abaixo. Depois de ver uma meia dúzia de clip lasquei o play mais recente deles, de junho deste ano, “Procrastinador do Futuro”. Porra, bandaça! Esse é o som que traz coisas novas, que mescla referenciais amplos, distintos e apresenta misturas novas mais bacanas que aquelas batidas de maromba nóia. Puta merda ouve isso aqui caceta.
 
 

 
 

Por: Gabriel Coiso

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