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Hardcore Sunrise Sessions #2

Punknet | 07/05/2013 | Comentários desativados em Hardcore Sunrise Sessions #2 | Matérias
Dioramma por: Wellington Pranta - @WPeclat

Dioramma por: Wellington Pranta – @WPeclat

O Hardcore Sunrise Sessions #2 juntou Dioramma, do Rio de Janeiro; Rawfire, de São Paulo; Boji, de Cabo Frio; e Malvina, de Nova Friburgo/Niterói/Rio de Janeiro/Não Sei Mais Onde. Quando vem uma banda de São Paulo para tocar de domingo no Rio, geralmente ela já passou por outra cidade no sábado. Isso é bom, e pode ser ruim. Bom porque os caras já tocaram e estão mais relaxados para outra apresentação. E pode ser ruim porque os caras já viajaram estrada e rockearam e estão cansados para outra apresentação. Ontem, se teve o ruim pelo menos não apareceu.

Dioramma para abrir. Nathan (guitarra e voz), Rafael (guitarra e voz), Blei (baixo e voz) e Fiorini (bateria). Quando começa um show do Dioramma, quem não conhece, ouve o Blei e pensa “a garganta desse cara vai cair do pescoço dele a qualquer momento”. É sempre assim, mas acho que isso nunca rolou. Eu pelo menos nunca vi. Ontem foi quase. Porque o HC melódico do Dioramma exige grito, nas tramas que o Blei e o Nathan armam com a voz.

Rawfire por:  Wellington Pranta - @WPeclat

Rawfire por: Wellington Pranta – @WPeclat

O show começou na vaibe do EP No Land, do ano passado, que tem tocado nos palcos do Rio por aí. “Wasted Time”, “Circles” e, lá para “The Question”, já tinha uma galera na Audio Rebel. A guitarra rápida do Rafael misturava bem com o baixo mais flow do Blei. Enquanto isso, na cozinha da Rebel uma galera de peso discutia a importância do Garage Fuzz para o hardcore mundial. Para finalizar, o Dioramma tocou três músicas novas, compostas pela vibe de compor. A saideira “The Streets” teve um pá mais acelerado e o show terminou no alto.

Na sequência, os convidados da vizinha São Paulo, Rawfire. É fogo cru em inglês, ou algo assim. E bate bem com a banda. Primeiro porque eles cantam em inglês. Segundo porque o som deles tem pressão. A banda é formada por Plínio (vocal), Danilo (guitarra), Pedro (guitarra), Diego (baixo) e Jaime (bateria).  Banda grande, na ativa desde 2011 e que rodou bem no ano passado com o EP Keep in the Garage.

Banda numerosa que fez o palco ficar pequeno, e o Plínio descer para cantar na cara da galera, longe da luz, para desespero do nosso fotógrafo Wellington. A pista do show estava cheia e a galera dividia o espaço com um piano de cauda que por lá estava, alheio à barulheira. Barulheira e empolgação da banda e dos presentes, que de cara já ouviram três músicas novas. “Sort of a Track”, “Cold Wind Blues” e “Bones”. Elas vem por aí com mais outras em breve.

Boji por: Wellington Pranta - @WPeclat

Boji por: Wellington Pranta – @WPeclat

Empolgação do público que, quando ouviu as que conhecia, cantou junto “I Told You So Sunrise”. Finalizaram com a também nova “Capitulate”, e era fim de compromisso para os paulistas. Mas gente boa que são, eles continuaram na casa para curtir a sequência da bagunça.

Que era para ser Malvina, mas foi Boji. Por motivos de bagunça no trânsito carioca. Era o tempo dizendo o que era para ser. Ontem, quem estava na Rebel presenciou a última apresentação da história da banda. A vida passa, os sons vão se mudando e chegou o fim do ciclo Bojiniano. Nathan (guitarra e vocal), João Marcos (guitarra) e Julio (baixo) vem fazendo esse som há alguns anos, e sentiram que era hora de partir para outra. Agora, junto com João (bateria), resolveram que esse final de semana seria a despedida desse ciclo.

Foi uma grande reunião de amigos para ouvir a mistura de rock hardcore samba groove e tudo mais. “Bingo”, “Medidas”, “Azia”. Um cover maroto do Basement, com “Whole”. Músicas cantadas pela galera, gargalhada, som descontraído no domingão. Boji se foi e, de acordo com o Nathan, agora só em MP3. Foi um final feliz. Enquanto isso, o time de peso da cozinha nem sabia mais de que banda eles estavam falando.

Malvina por: Wellington Pranta - @WPeclat

Malvina por: Wellington Pranta – @WPeclat

Virando a vibe do som, a pancadaria dos Malvina chegou para fechar a noite. Pancadaria. Vinícius (baixo e voz), Fabrício (guitarra), Bernardo (guitarra) e  Renato (bateria0 são muito rápidos. Tocam muito rápido. E já devem tocar de olho fechado esse repertório alucinado do Claustro, misturado em inglês e português.

“Snowball” e cacetada. “Claustro” e mais cacetada. A voz abafada do Vinícius se mistura com o baixo dele, enquanto o Bernardo quase derrete cantando e tocando. No meio do show, teve espaço para as músicas novas que devem vir por aí. Umas eu já tinha ouvido, tipo “Blessed Rapist”, outra ainda não. Uma delas por enquanto tem um nome, mas deve ter outro. Don’t stop hardcore que finalizou com o cover de Propaghandi, “Back To The Motor League”, o mesmo da primeira resenha que escrevi com eles.

Domingo, Rebel, hardcore. No aguardo do próximo.

Confira mais fotos aqui por:  Wellington Pranta – @WPeclat

Texto por:  Vitor Malheiros – @vcmalheiros

 

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