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Magaly Fields, Water Rats (e Sônia) na Choperia do Sesc Pompéia

Punknet | 17/04/2017 | Comentários desativados em Magaly Fields, Water Rats (e Sônia) na Choperia do Sesc Pompéia | Matérias, Uncategorized

Afirmo sem medo de ser exagerado: a Choperia do Sesc Pompéia é o melhor lugar para se curtir um som em São Paulo. Inicio tal classificação em razão da seleção múltipla de estilos que tocam por lá, a reforço com base nos preços justíssimos cobrados pelos ingressos, a multiplico com a extrema qualidade dos equipamentos e ajustes de som por todo o salão e a concluo com o argumento líquido do chopp gelado, cremoso e saboroso que potencializa o sabor da música (e vice versa).

 
Em uma noite de muito trânsito em São Paulo, véspera de feriado, o Magaly Fields (um duo, do Chile) e o Water Rats (um quádruplo, do Brasil) deram início na Choperia do Sesc Pompeia a Turnê Sulamericana “Processive Generation”, que lança o Split de mesmo nome das duas bandas – importante salientar: fomentado pelos selos Läjä Records, Hearts Bleed Blue e Algo Records, que você ouve aqui.

 

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Foto: Marcello Orsi

A Sônia, uma simpática e jovem senhora que trabalha nos caixas da Choperia, gostou bastante do som do Magaly Fields. Embora tenha achado ruim que a casa não estava cheia – “Véspera de feriado é sempre assim…”, contou-me – aproveitou que não havia muita gente fazendo fila nos caixas para ver um pedaço do show dos chilenos.

 

São dois caras. Guitarra e bateria. Um bocado de criatividade musical, pedais de efeitos, reverbs até nos vocais e boas distorções. O som tem peso e muita personalidade, apesar de ser “Só” a guitarra, em razão do esquema feito pelo Tomas, entre amplificador de guitarra e baixo, e a bateria, tocada com bastante diversidade rítmica pelo Diego.
Sônia achou legal o final do show deles, por ter sido “Diferente”. Com a guitarra e a caixa da bateria, desceram do palco para a pista mantendo um ritmo dançante. No centro de uma roda, formada pelo pessoal que curtiu o show colado ao palco, ficaram um tempo tocando, dançando, sorrindo.

 

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Fotos: Marcello Orsi

Brevíssimo intervalo e os Water Rats estavam no palco. Antes da música, ‘os’ capivaras ofereceram ao público as frutas e os doces que não comeram no camarim. Dá pra dizer que jantei banana. Foi um show dividido em blocos: músicas do Split (inclusive um cover do Magaly Fields), músicas do “Ugly by nature”, do “Hellway to High”. Estar em show do Water Rats é o tipo de situação que me faz pensar nas amizades que sempre dizem que “Hoje em dia não tem banda boa”, sabem de nada, inocentes.
Além de fazerem músicas com roupagens deliciosas – diálogos refinados entre Punk Rock, Hard Core, Grunge, Rock N Roll – executadas por quatro caras muito bons com os instrumentos, as apresentações são dinâmicas, música colada em música, além de também terem “Roupagens” peculiares, como o jaleco utilizado pelo Bi, baixista do grupo, no show de ontem.
“Essa banda é muito boa também”, a Sônia sabe das coisas. Rodas de pequenos esbarrões, dancinhas, um monte de gente fazendo air guitar e cantando as músicas junto. E, se o show do Magaly Fields acabou com rodinha em meio à pista, o do Water Rats acabou com uma microfonia infernal e um jovial e divertido montinho da rapaziada das duas bandas no palco.

 

 

 

Confira mais fotos aqui.

Texto: Gabriel Coiso

Fotos: Marcello Orsi

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