25/10/2007 | por Tiago Scatena /Luis Felipe Leite
Demorou, mas valeu a pena. Com uma hora de atraso, o 30 Seconds To Mars deu um show e tanto no Tom Brasil neste domingo. Com um público composto na maioria, de adolescente vestido de pretos, que gritavam toda vez que a porta de entrada se abria mesmo sem entrar um único fan por ela. A mesma música que encerrou o aclamadissímo Slava´s Snowshow, abriu o show de Jared Leto e companhia, que já estavam atrás do palco no final da opera “Carmina Burana”. Uma bela tela de fundo foi produzida, com centenas máscaras brancas que também eram usadas por diversos fans.
A Beautiful Lie iniciou o espetáculo com um enorme coral que seguia junto ao vocal, que com certeza animo-se muito e aos membros da banda. Mas não que Jared Leto precisava. Sem parar um minuto quieto no palco, com seus óculos escuros e chapéu, que durante seu mosh na música The Kill, foi perdido, mas milagrosamente, com um pedido de retorno, foi devolvido. Jared agradeceu com um belo ‘Obrigado’ que foi aplaudido intensamente. From Yesterday, segunda música da noite, provavelmente foi a que mais levantou o público, sendo cantada e berrada em coro por todos que se encontravam na pista e até no mezanino ou camarotes. Was It a Dream, The Story e Savior também compuseram o primeiro bloco do show, que acabou com Attack, tendo o palco invadido por fans, que me surpreendeu, pelo fato do primeiro invasor abraçar primeiramente o guitarrista Tomo Milicevic e não o vocalista, mas que também foi agarrado na seqüência. Após agradecerem por tudo, falaram que amam o Brasil como todo artista que toca por aqui, porém arriscando um belo português, conquistando mais ainda o público. Pelo menos não confundiram o nome do país como um certo cantor mundialmente reconhecido e polêmico, que recentemente esteve por aqui, saíram do palco.

Momentos após, Leto retorna com uma bandeira brasileira enrolada ao pescoço e manda a bela canção Modern Myth sozinho no palco. Para quem achou que estava para acabar com seus intensos Good- Bye´s, Shannon Leto, o baixista ex-Angel And Airwaves Tim Kelleher e Tomo retornam ao palco para finalizar a noite com The Fantasy. Um empolgante show para os jovens fans, porém realmente curto, com não mais que uma hora e poucos minutos. Faltou a minha preferida, Oblivion, mas, quem sabe na próxima.
30 Seconds To Mars, Ao vivo do Citibank Hall, São Paulo, 21/10/2007
Por Luiz Felipe Leite.

Depois de tantos acertos e desacertos quanto à data de apresentação, ficou para o Tom Brasil - casa de espetáculos de São Paulo - ser palco para o show do 30 Seconds To Mars, banda conhecida principalmente por ser liderado por Jared Leto, ator hollywoodiano que esteve em filmes como “Clube da Luta”, “Alexandre” e “O Senhor das Armas” atuando ao lado de astros como Nicolas Cage, Brad Pitt, Colin Farrell e Edward Norton.

A banda em si, estática no palco não demonstrava muita empolgação. Jared parecia carregar o show nas costas e quando não conseguia, quem roubava a cena era seu irmão mais velho Shannon Leto, baterista da banda que por inúmeras vezes tornou-se a atração do show. Tomo Milicevic, o guitarrista, parecia insatisfeito com a afinação de seu instrumento e com a distorção de seu pedal, aliás, essa era toda a preocupação dele que – sem exageros – se abaixava de dois em dois minutos para arrumar seu equipamento e afinar a guitarra.
O show durou por volta de uma hora. Uma hora de músicas arrastadas e gritos frenéticos da platéia. Decepcionante. Uma banda com tanta energia em estúdio, dois ótimos álbuns e nenhuma presença de palco.Após a apresentação, a banda fez uma mini sessão de autógrafos na parte superior do lugar, onde ficavam as arquibancadas. Os únicos a terem acesso à sessão eram as pessoas que ganharam uma pulseira amarela durante a fila – como um “prêmio” pela espera, o fã clube oficial e a imprensa.
Os músicos pareciam estar bastante “perdidos” no meio dos fãs, mas foram bastante simpáticos e receptivos com todos que passavam por eles, para compensar um pouco a grosseria e descaso da produção e dos seguranças do evento.

30 Seconds to Mars está entre o silêncio e a explosão do mainstream. Espero que após a explosão eles saibam como agir em cima de um palco, pois fazer música eles já sabem.
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