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Melhores discos de 2008

Lista com os melhores do ano da Punknet!

15/12/2008 | por Team Punknet

Como todo bom apreciador de música, o team Punknet tem lá suas preferências musicais. Preparamos nossa listinha de 2008 com muito carinho para todos vocês, assim como fizemos no ano passado.

 

Aproveitem as dicas do grupo de pessoas com o gosto musical mais variado do mundo!

 


Bruno Mendes, 21 anos

Melhores discos de 2008

 

 

 

 

Madame Machado – Sem pedir para entrar

No meio de um monte de banda igual, eis que surge o Madame Machado e, sem pedir pra entrar, joga seu Skacore (dançante com letras grudentas que ficam na sua cabeça por horas e horas) no meio da zona musical e se destacam com um som inteligente e um tanto quanto difícil de se ouvir por essas bandas daqui.


Drag the river – You can’t live this way

 

Formada por músicos da cena Punk Rock como Jon Snodgrass (Armchair Martian) e Chad Price (All), o Drag The River apresenta belas músicas, na maioria acústicas, em um estilo que pode ser chamado Country Alternativo. A banda encerrou as atividades em 2007, mas o último registro (“You can’t live this way”) foi lançado no começo de 2008 e seguiu a mesma linha dos cds anteriores, mas sem ser igual. O som da banda é viciante e volta e meia a discografia inteira tá no repeat aqui no WinAmp. Vale MUITO a pena conferir.

 


Chad Price - All e Drag River

 


Metallica – Death Magnetic

Esse com certeza foi o disco mais aguardado por minha pessoa. Desde o Black Album que o Metallica não lançava um cd de verdade. Eu até achei o Load e o reLoad uns cds bacanas, mas eles foram mais experimentais e não agradou no geral, mas depois do lançamento do St. Anger eu já tava ficando com medo do que poderia vir a seguir, mas todo o desespero foi em vão. Death Magnetic é um cd barulhento do início ao fim e relembrou os velhos tempos da banda, com muita pegada na bateria e solos dignos de topo de montanha com cabelos ao vento. Valeu muito a pena esperar todos esses anos. Metallica é Metallica, né? Nem preciso falar muito.


Driving Music – Demo

Esse projeto solo do Fábio Andrade (ex-Invisibles) foi, sem dúvida alguma, uma das coisas mais interessantes que eu ouvi no ano de 2008. Quando eu fiz a entrevista com ele e perguntei o porque do nome 'Driving Music’ e a resposta foi “Uma das melhores resenhas que o Invisibles recebeu dizia que nós éramos "great driving music". Achei genial, porque uma das coisas que mais gosto de fazer é ouvir música no carro. O nome tem um duplo sentido que eu gosto, porque "driving" é tanto o ato de dirigir, como algo que motiva, que põe as coisas em movimento. Algo que mexe com as pessoas.”. E não é que é verdade? O Fireworks do Invisibles quase não sai do rádio do carro, mas em algumas das vezes que sai é pro cd do Driving Music ficar lá. Pode parecer piada ou puxação de saco aqui, mas o Fábio tem uma parada pra música que nem é talento, é dom mesmo e sei que tem gente que vai concordar comigo. Ouça o Driving Music você também.


Little Joy – Little Joy

 

Indo no sentido contrário do ex-parceiro Marcelo Camelo que lançou um fiasco de cd, o Rodrigo Amarante veio com seu novo projeto e lançou um cd um tanto quanto interessante. Para algumas pessoas o Little Joy é um “Strokes mais lento”, mas pra mim é mais que isso. O som é contagiante e as letras, como já era de se esperar, são demais. O Amarante sim deveria ser considerado o novo Chico e não o Camelo, porque abrir dicionário pra fazer música não quer dizer nada, mas enfim...


MxPx – The Ultimate Collection

Uma ótima coletânea de uma das melhores bandas de Pop Punk em atividade. Contém umas músicas de um B-Side deles e tal. É muito bacana mesmo.


MXPX no Rio de Janeiro


Millencolin – Machine 15

Não tão bom quando o Pennybridge Pioneers, mas é um ótimo trabalho. Destaque para as faixas: “Machine 15”, “Detox”, “Route one” e “Danger for stranger”


 Bandas:

 

The Salad Maker - Conheci faz pouco tempo e achei demais. Não é uma banda de nome e eu só conheci porque esses caras são ex-integrantes da banda de um amigo meu lá de São Paulo. Liderada pelo Vanzella, outro cara que tem dom pra música, o The Salad Maker é um projeto que merece uma atenção especial. Para conferir vá em: http://www.myspace.com/thesaladmaker

 

Vaca Preta - Fazia tempo que eu não ouvia uma banda do Rio fazer esse tipo de música, tirando o Carbona e minha banda (SURFINBIRDS), claro. A Vaca Preta foi uma descoberta no meio de um monte de banda, digna de agulha em  meio ao paliteiro. Aqui no RJ rola muito show com banda bacana, mas o que estraga é que tem umas 500 bandas de abertura, e foi numa ocasião dessas que eu me deparei com a Vaca Preta. Eu já não tinha mais esperanças de que bandas boas (pra mim) surgissem aqui no Rio de Janeiro, mas foi aí que o céu se abriu e um saiu faixo de luz iluminando o palco por onde já tinham passado umas 300 bandas iguais naquele dia. Com vocês, Vaca Preta: http://www.myspace.com/vacapretabanda

 

3onfall - Já com um cd lançado e um ep recém lançado, o 3onfall não é uma banda nova de fato e eu nem conheci esse ano, mas o destaque é válido, pois no início do ano eles lançaram músicas novas e cada vez mais vem conquistando um público fiel por onde passe. A banda é uma das poucas bandas novas nacionais que fogem da modinha emo e fazem um som um tanto quanto divertido, contagiante e viciante. Vale MUITO à pena conhecer, confiem em mim. Myspace: http://www.myspace.com/3onfall

 

Show do ano

 Foto: Marcos Hermes/Divulgação G1

Bob Dylan no RJ (Foto: Marcos Hermes/Divulgação/G1)

 

Bob Dylan, pra mim, foi o melhor show do ano. Tudo bem que quase não fui a shows esse ano, mas mesmo se eu tivesse ido em todos eu faria o mesmo destaque. Ainda tem o show do Face to Face com abertura do Rivets esse ano e é claro que nesse eu irei. Com certeza vai entrar pro meu “Top10 melhores shows da minha vida”

 


 


Mauro Pimentel - 22 anos

2008 passou a bordo do rastro de um cometa. Sim, parece que a cada ano que passa tudo vai na tecla FF. Um ano de muitos rock, muito gente da gringa e bandas brasileiras atravessando a fronteira Underground X Apresentação no Faustão/Ídolos e Show da Virada da Globo.

 

Já que o pique foi de rastro de cometa e o mesmo é constituído de poeira vamos começar por tudo que podemos esquecer.

 

Chinese Democracy é ruim. Isso á fato. Ouvi outro dia de um fã surdo que está "pesado", que o Axl tá gritando a beça. OK. A minha pergunta é: Desde quando o Guns é gritaria e peso? Cadê as belas melodias, a viadagem tosca do Axl, a droguice de Slash e companhia? Essa é das bandas que NUNCA deveriam ter voltado. Acabou com todo o encanto criado quando eu era moleque.

 

Nessas horas que agradeço o Kurt Cobain ter morrido. Imagina um regresso falido do Nirvana? Meu mundo musical ia cair.

 

Vasco. Que tem a ver isso na lista de melhores de 2008 da PunkNET? Nada. Eu que não canso de demonstrar minha raiva com o time do cinto de segurança. Um ano, espero eu, de zoações e gracinhas alheias.



"A culpa é do Eurico" (Foto: O Dia/divulgação)

 

Metallica. Eles não pararam. São insistentes, até meio chatos mas enfim acertaram a mão no último álbum, chamadoDeath Magnetic. Os clipes também voltaram a ser um show a parte. Música boa pra escutar no repeat sem se importar com letra ou qualquer outro detalhe. Aumente o som e bata a cabeça!

 

Paura. Creio que tenha sido lançado em 2007 mas quem se importa? É simplesmente um dos melhores álbuns de metal e hardcore que já ouvi na vida! Tudo muito bem escolhido. Do repertório a gravação impecável capitaneada pelo baterista Henrique Pucci. Não aconselho escutar ao dirigir. Faz você acreditar cegamente que está num F1.

 

Solstício. Como uma Fênix, o grupo carioca voltou. Com mudanças na formação mas com ímpeto superior ao de anos atrás. Faço votos e conto os dias para assistir o Ao Vivo de Marcelo, Davi e trupe. Procurem o SPLIT com os santistas do Larusso na banca de CD's mais próxima.

 

Marcelo Camelo. O cara já tem obra pra colcoar os pés pra cima e curtir a renda. Poderia dar entrevistas explicandoenrolando meio mundo sobre processo de criação de letras e canções mas em vez disso saiu a luta e lançou novo álbum. Torto na primeira ouvida, o disco SOU/NÓS (sei lá o nome) não é para ouvidos desavisados. É feito para fãs do Los Hermanos. A acertada parceria com o Hurtmold faz com que venha mais ainda a sensação de uma continuação do que estava sendo criado no grupo, exceto pela total ausência da veia rock, puxada pelo R. Amarante nos Hermanos.

 


O cara, Camelo, veio do rock mas está no momento fazendo tudo menos o estilo que o revelou.

 

AC/DC. A volta deles está sensacional. Se rolar show no Brasil fica perfeito!

 

Vamos aos shows. Soube de muitos ABC Pró HC's e shows no Hangar que dizem ter sido antológicos. A nenhum desses assisti. Exceto o da minha banda, o Halé, junto dos malucos do QFLV?, Mukeka Di Rato, Inkognitta e Fim Do Silêncio. A sensação de tocar no Hangar 110 é a de que você está fazendo parte de uma história, de algo que será contado no futuro aos jovens. Vida longa!

 

Voltando ao assunto, sem sombra de dúvidas o "rock" mais esculachante aos ouvidos desse ano foi o surpreendente show dos americanos do New Found Glory. A apresentação dos caras no Circo Voador foi sucesso total.

 

New Found Glory@Circo Voador
My Friends Over You diretamente do clipe

 

Caminhando para outro segmento. As publicações voltadas ao independente. Blogs! Há uma proliferação de blogs. Cada um voltado a assuntos específicos desde quadrinhos, download de discografias, entrevistas, notas e etc. É o povo tendo voz ativa!


Abraaa a todos!

 

 


 

 

Tiago Scatena - 24 anos

Designer? Estagiário? Punkoque? Emo? show addicted? Madonna?

"Melhores de 2007: Chinese Democracy? Quem sabe ano que vem..."



Chinese Democracy! Finalmente! Legal o álbum, mas precisava realmente de mais de uma década para seu lançamento? Músicas estilo Guns de antigamente, umas com mais efeitos, outras bem agitadas, o que compõe um belo disco. Mas nada fora com já esperado, Axl tá velinho, seus backing vocals em cima das canções não são mais aquela pegada maluca quer era de Sweet Child O’Mine né? Fazer o quê, a gente envelhece...

 

Black Ice

AC/DC sempre vai ser AC/DC. Meu deus! Aquela mesma pegada de sempre, os roqueiros de Sydney, marcados pelos shortinhos de Angus e sua empolgação toda estão abalando o mundo do rock ‘n roll viu. Ano passado se bem me lembro, meu predileto foi para Jimmy Eat World, este com certeza fica com o AC/DC... Angus quebra tudo.

Foto: MATT BECKER

 

Death Magnetic

Superou o álbum anterior (St. Anger), que para minha pessoa foi uma decepção total, mas já este trouxe a velha energia do grupo. A surpresa foi à faixa The Unforgiven III, que irritou alguns e trouxe alegria a outros pela continuação da grande seqüência. Lembra-me um pouco com A-Lex do Sepultura.

 

Malu Magalões e Marcelo Camelo? Próximo...

 

Michael Jackson? King Of Pop? Não só um lembrete aí pra cima mesmo...

 

Sum 41 – The Best Of – 8 Years of Blood, Sake and tears - Po, best of é best of, vou falar o quê!?

 

Madame Machado - Sem Pedir Pra Entrar - Belo conjunto formado por 7 garotos cariocas que fazem um excelente ska, contribuindo para a cena nacional. Com a vinda de Goldfinger, Reel Big Fish, Skatalites entre outras, o cenário para as bandas de punk-ska está crescendo muito. Vale a pena ouvir este cd.


Madame Machado: bombano nas listas dos "punknets"

 

Backyard Babies - self titled - Os punks velinhos da Suécia ainda botam pra quebrar. Com seu mais novo disco, eles continuam com o pique todo, mostrando que também é de sangue velho que se faz rock 'n roll de verdade (calma lá Iggy Pop). Com baladinhas, Saved by the Bell, com pancadarias, Fuck Off And Die, e com seus hist, Idiot, Zoe Is A Weirdo e Degenerated. Belo belo belo álbum, agradável em diversos momentos.

 

Escape The Fate - This War is ours - Nova leva da gritaria toda, traz consigo uma base muito sólida, com influências de Avenged Sevenfold, e um look muito parecido também. Os destaques estão para: This War Is Ours, We Won't Back Down e Ashley baby!

 

I am Ghost - Those We Left Behind - Outra gritaria muito animada, no segundo álbum da banda californiana, que vem trazendo um som de peso desde sua existência. Vale a pena conferir, mas não com seus pais no mesmo ambiente.

 

 

Alesana - Where Myth Fades to Legend - O grande grupo está de volta com um som bem pesado, bem harmônico e sutil, som de peso que pinto pela segunda vez este ano no Brasil. Tai um toque pra quem curte um screamo-posthardcore-emo-hardcore-sei lá mais o quê.

 

Kaiser Chiefs - Off With Their Heads - Esfrega esfrega, ama menos e menos... isso sim.

 

Um álbum muito mais parado e calmo do que o anterior, com mais baladinhas e poucas pegadas rápidas, o que trazia uma energia boa a banda.

 

Hard Candy, Circus, Good Girl Gone Bad? Aqui não se fala disso não, ow...

 

Rise Against - Appeal To Reason - Umas das poucas bandas estadunidenses que segue a linha de hardcore/punk rock desde seu inicio. Músicas rápidas, guitarras afiadas e o vocal grave e inigualável de Tim Mcllrath dão a banda e a este cd todo o espirito que o punkrock demonstra. Destaques para Savior, Collapse e Lost Forgotten Sons.

 

The Offspring – Rise and Fall, Rage and Grace - O Dexter ta gordinho? O Noodles cabeludo? O importante é fazer um pop-punk-pop-rock-pop de qualidade! Álbum incomparável ao Splinter, Conspiracy of One e Americana (eca!).

 

Useless ID - The Lost Broken Bones- Israelitas fazem música? E muito bem por sinal! E está dito!

 

Fall Out Boy - Folie a Deux - Fall Out Boy é aquela típica bandinha americana que agrada a garotada, pelo seu look, melodia, e tudo mais, mas você vai crescendo e continua a mesma coisa. Achei esse álbum completamente sem sal nem pimenta, ainda ouço mais o anterior.


 

Fall Out Boy: o mais do mesmo esse ano (Foto: The Sun)

 

Shows 2008?

Millencolin, Goldfinger, REM, McFly, Reel Big Fish, New Found Glory, Avenged Sevenfold, Bloc Party, Rufio, Strike Anywhere, Emery, Offspring, Kaiser Chiefs, The Breeders, Judas Priest, Nightwish, Face To Face, LoveHateHero, Foals, Muse, Alesana, Bad Religion, The Hives, The Melvins, Justice e Queen? Por aí foi.....

Com alguns cancelamentos em cima da hora, Funeral For a Friend, Sum 41 e The Adicts...

 

Mas que 2009 seja melhor ainda com Radiohead, Iron Maiden, Less Than Jake e tudo mais.

 


BAMBO -  27.8 anos

 

"aaaaaaaaaarrrrgh!"

 

 

 
Sei lá o que escrever. Foi tudo em SUMA ( hehe ) ruim. Faço categorias pélas? ok.Tipo VMB.



Melhor Banda Nacional: Ia escrever nenhuma. Mas Dead Fish vai. Os cara são camarada.



Melhor Banda Internacional: Slayer



Melhor show nacional:  Marcelo Camelo... SAAAAAAACAAAANAAAAAAAGEM!!

O show do Dead Fish no Circo Voador foi bem legal. Gostei de ver do o da doida tocando as guitaaaaaaaaaaaarras.

 

Melhor Show Internacional: Biohazard ( em NY , porque eu sou chique e vocês vão tomar no cu )


Melhor Disco Nacional: O novo do Uzomi. ( não sei o nome )

Ouvi 3 músicas so que tem no myspace deles ( myspace.com/uzomicrossover ) , mas digo já que é bom pra caralho. Trash/Crossover , fora dessa modinha RIDICULA de todo FILHO DA PUTA que a um minuto atrás gostava de Lad Lagon, agora é Suicidal For Life. Vai tudo tomar no cu e ouça Fresno.

 


Bambo: "Se não gosta, vai tomar no cu e ouça Fresno."


Melhor Disco Internacional: Sepultura - Chaos A.D.


Feito em 93 mas é o melhor de 2008 e beijem meu sexo.


Melhor Instrumentista nacional: Junior

 

Melhor instrumentista gringo: INGUI MAUSTIN ( o baleia lá da Fender ) e Pete Sandoval do Morbid Angel


Melhor guitarrista do mundo: Eu


Melhor guitarrista do mundo

 

Revelação Nacional : Porra.. tá de saca né ? O "nacional" se revelou uma grande merda isso  sim.


Revelacao Internacional: Porra, uma meda também. Tamo fudido...


Melhooor.... eeeeeh... sei lá. FILME!


Estomago ? Foi legal esse filme.


Agora os piores:

 

Pior sexo com menores de idade: Marcelo Camelo. Além de menor de idade , tem sindrome de Down a menina ! pooooorra camelo... tu já foi melhor.


Pior vergonha alheia: Video de apresentação da banda Nove Mil Anjos.


Hummm...

Coisas que me deixaram puto:

-Essa mania de chamar a banda de "A" . A cachorro grande ( merda de banda ) A Fresno ... sei lá. Tudo é "A". Se nego vier de A Napalm Death,  A Slayer, daí vai começar a ir pro lado pessoal tá?

- Bandas daqui da gringa tocando em Lo bemol e achando que isso é peso.

- Hipsters. Deve ter em SP já. Mas com outro nome.


- A """cena""" no Brasil estar virando mais um capítulo de malhação. Mas confesso que achei manero o Chitãozinho e Xororó tocando com A Fresno.

 

Pior show nacional: o ratos e o mukeka no aniversário da Deckdisc. Caralho galera, aquilo
foi uma meeeeeeeeeeeeeeeerda ( quem viu , concorda. as próprias bandas devem concordar)


Pior colunista: eu.


personalidade de 2008: cara, não tenho a menor idéia. Vou dar um shuffle all no ipod e ver o
que cai:

...


Ministry ! Não sei o nome de ninguem do Ministry. wikipedeia-me.

Porra, agora que eu vi o ano passado, e todo mundo fez os melhores diiiiscooos. putz... Não vou refazer nao. Toda a musica criada em 2008 foi um lixo. E 2009 promete mais !

 


Fernanda Alcantara - 29 anos.

"Esse ano sim, estou exercendo minha profissão!"

 

Esse ano foi foda. Não em quantidade (pelo menos para mim), mas esse ano eu foquei mais na qualidade e acabei me apaixonando por discos mais antigos, descobrindo coisas novas-velhas sem me importar muito com o volume de discos lançados. Killers, Glasvegas, Vampire Weekend e Snow Patrol por exemplo, ficaram fora da minha lista. Não ouvi e nem vou ouvir nada deles por enquanto. Mesmo assim, tive uma certa dificuldade na disposição dos lugares na minha listinha, humildemente. Talvez álbuns tenham sido lançados mais pro fim do ano tenham sido injustamente colocados; talvez eu não tenha dado a atenção e tempo necessários ou até mesmo aquela “ruminada bolada” que certos discos precisam para se tornarem efetivamente grandiosos. Quem gosta tanto de música quanto eu, entende exatamente sobre o quê o tou falando.

 

O meu primeiro lugar vai para, Bob Mould e seu District Line. District Line é um disco que passeia pelo pop e underground com facilidade. Com guitarras distorcidas e elementos eletrônicos, DL trás uma sensação de tristeza encubada na alegria, aquela alegria disfarçada. O disco em si fala de pessoas, tempo, espaço que as divide. Silêncio, regras, solidão e lembranças são temas abordados por um dos maiores artistas que underground já teve. Ex-frontman do pioneiro Hüsker Dü e viado assumido, Bob Mould acertou em cheio, assim como fez com o sensacional Copper Blue do Sugar, já que foi eleito o melhor disco de 96 segundo a MNE – merecidamente.


O segundo lugar vai para um amor meu meio recente: Tiger Lou. Rasmus Kellerman, líder e mente pensante do Tiger Lou, lançou o que eu chamaria de sensacional, ele o chamou de A Partial Print. Esperei esse disco por todo o ano. Acompanhei as gravações pelo blog que Kellerman fez, e confesso que fiquei com medo de não conseguir baixar. A cada faixa gravada, a cada remix feito – ou não - , eu estava “presente”. Graças ao amigo Angelo, consegui uma cópia antes do lançamento roubada diretamente da Startracks, sem tags nem nada… Que deliça! Como ele conseguiu? Sabe Deus. Esse disco, como todos do Tiger Lou, tem elementos do mais puro ar depressivo que só bandas góticas dos anos 80 tinham. Batidas eletrônicas, misturadas a instrumentos acústicos e algumas vezes sinfônicos, A Partial Print é um disco para se chorar dançando. So Demure e Trust Falls são minhas favoritas. Já consegui viciar mais de 10 pessoas em Tiger Lou esse ano. Por que será?



O Rook, do Shearwater apareceu numa hora aleatória para mim. Não conhecia a banda, e ouvindo uma rádio de similares ao “Palace Music” (também nas versões Palace Brothers, Palace Songs ou apenas Palace, procurem), ouvi “A Hush” do disco Winged Life e foi amor à primeira vista. Procurando saber mais da banda, descobri que além de integrantes do Okkervil River a banda tinha material novo disponível. Aí que o Rook entrou. Baixei e viciei de cara com a faixa 3, Leviathan, Bound. Na seqüência assisti a um show inteiro no Baeble Music consolidando meu casamento com o Shearwater. O disco é adulto, coeso, virtuoso e rico. Me deu uma certa revolta não vê-lo no topo de listas como Rough Trade ou Mojo. Mas tá na minha e fodam-se esses gringos malucos.



O quarto lugar vai para uma banda que apareceu de surpresa.também, Able Baker Fox. Formada pelo casamento perfeito de integrantes do Small Brown Bike e Casket Lottery. Não levei muita fé a princípio. Voices é o disco de estréia deles e já veio arregaçando. Você conhece a macheza revoltada do Small Brown Bike? Então, é nesse naipe. Se você se sentiu órfão do SBB após o The River Bed, não se sinta mais. O Able veio preencher o espaço vazio que o La Salle não chegou nem perto de preencher.



Robert Pollard Is Off To Business é meu quinto lugar do ano. Todo mundo que me conhece bem, sabe que eu sou péla-saca assumida desse bêbado desgraçado.Tava meio por fora do que tava rolando em Ohio e peguei esse disco meio que no susto. Lendo sobre alguma coisa do Bob na Pitchfork, não lembro agora, acho que era alguma coisa relacionada a um disco ou projeto novo dele chamado “Brown Submarine” e, nesse artigo citavam o Robert Pollard Is Off To Business. Corri para baixar e não foi fácil não, viu? O Soulseek tá cada dia mais capenga, o que é uma pena. Mas enfim, voltando ao disco, o Bob tem perdido – ou deixado - sua característica lo fi meio de lado. Já foi mais parecido com Guided By Voices, hoje, Pollard tem suas carecterísticas próprias. Ah, é bom pra ele, bom pra mim e pra você também. Divirta-se e nem veja a hora passar com Robert Pollard Is Off To Business. Minha faixa favorita é Gratification To Concrete, que também é nome de uma das colagens mais elegantes do Bob na minha opinião.


West Texas é o meu sexto lugar esse ano. Sempre gostei do Jim Ward e sou da corrente que o segue depois do fim do At The Drive In. Jim me soa como um cara bacana e sincero. Depois do Sparta (que eu nem sei se acabou, tou por fora) ele apareceu com o Sleepercar, que pelo que me consta, à princípio, seria um projeto solo dele, não sei como tá agora. Sei que foi até o pai dele quem gravou o baixo do todo o disco. A parada tem um quê de texano mesmo, sem muita firula. Minhas favoritas desse disco: Kings & Compromises e a bela A Broken Promise, que foi escrita no backstage após a passagem de som no último show do At The Drive In, no Japão.



Ahh, Chris Walla! Pensou que não iria entrar na minha lista de favoritos, né? Bom, primeiramente esse cara talvez necessite de apresentações: Ele apesar de ser a cabeça pensante do Death Cab For Cutie, se mantém discreto quanto a sua posição na banda. Debut solo, Field Manual, acabei conseguindo antes do lançamento ano passado, e minha mão coçou para entrar na minha lista de singers/songwriters de 2007. É, coisas melhores foram surgindo e meu manual de campo perdeu algumas posições. Mas a voz doce do Chris não me fez esquecer dele agora. Everyone Needs A Home e St. Modesto me fazem fechar os olhos em qualquer situação. Experimente!



For Emma, Forever Ago do Bon Iver leva meu oitavo lugar esse ano, injustamente talvez. Discaço mesmo. For Emma, Forever Ago foi gravado numa cabana em Winsconsin, com poucos recursos, microfone e instrumentos acústicos, num clima de solidão total.Saiu em 2007, numa edição limitada criada pelo proprio Bon Iver, mas o selo Jaguar resolveu lançar esse ano dando uma nova capa.

 


Real Emotional Trash
do Stephen Malkmus ficou com o nono lugar. Titio Pavement não deixou a desejar dessa vez. E já que quem é rei nunca perde a majestade, então tá ele aí. Comparações pavementianas a parte, o disco é genial, descompromissado e psicodélico setentista. As preferidas desse disco é a ensolarada  Gardenia - e seus menos de 3 minutos - e Cold Son (I am, rs) que termina com fanfarronices mil de Malkmus (e por que não do The Jicks?) que me fazem pensar “Que maldito, né, cara?"

 

Death Cab For Cutie ganhou o décimo lugar, talvez injustamente também. Narrow Stairs foi muito esperado por mim e acompanhei os movimentos antes do lançamento. O primeiro single do disco “I will Possess Your Heart”, tavez seja uma das músicas que eu mais ouvi no ano. Não pela música em si – que a princípio me pareceu até meio fraca em termos de letra – mas, pela jam de quase 6 minutos antes da música efetivamente começar. Quando eu disse que “a princípio a letra me soou meio fraca” foi porque eu não tinha entendido. Após uma entrevista, Ben explicou que a música fala de um stalker e um mundo novo abriu-se para mim. Até o clipe que eu tinha achado meio idiota, fez todo sentido. E por falar em clipe, assistam ao vídeo de “Cath..” e chorem de tão lindo.

 

E o restante da minha lista segue até 20 esse ano:



11- Polar Bear Club - Sometimes Things Just Disappear

12- Ben Kweller - How Ya Lookin’ Southbound

13- Broken Social Scene Presents: Brendan Canning - Something For All Of Us…

14- Kings Of Leon - Only By The Night

15- Eddie Vedder - Into The Wild

16- Chinese Democracy - Guns n’ Roses

17- City and Colour - Bring Me Your Love

18- Alkaline Trio - Agony And Irony

19- Metallica- Death Magnetic

 

20- Trever Keith - Melancholics Anonymous

 


Menção honrosa para o S/T do Fleet Foxes, Kensington Heights do Constantines e o também S/T do Glorytellers, que não tinham sido apreciados até o fechamento da lista. Obrigada ao Guta, Viegas e Kid pelas indicações.

 

E os melhores shows desse ano foram:

 

1- Conor Oberst @ Studio SP - SP

2- Interpol @ Fundição Progresso – RJ

3- New Found Glory @ Circo Voador – RJ

4- Shellac @ Teatro Odisséia – RJ

5- Bloc Party @ Circo Voador – RJ

6- Foals @ Planeta Terra – SP

7- Spoon @ Planeta Terra – SP

8- Gogol Bordello @ Tim Festival – RJ

9- MXPX @ Circo Voador RJ

10- Muse @ Vivo Rio – RJ

OBS: Ainda verei o Face To Face amanhã e COM CERTEZA estará num desses primeiros lugares.

 


 


William Alves - 22 anos

 

 

Melhores discos de 2008:


H2O- Nothing To Prove
Sem dúvidas o melhor disco de Hardcore melódico do ano. Um disco pesado, rápido e com letras de cunho pessoal. Destaque para a emocionante Sunday, que fala sobre como Toby cresceu sem pai e enfim passou pela experiência da paternidade.


Polara- Inacabado
Foi o disco nacional que mais ouvi neste ano. É um disco póstumo, visto que a banda acabou no ano passado e teve a forma de distribuição mais inusitada que já vi: via Rapidshare! Letras sobre o cotidiano urbano se mesclam com melodias perfeitas e o vocal expressivo do Carlos Dias, dando a tônica do disco.

 


Polara



The (International) Noise Conspiracy- Cross of My Calling
Melhor disco do ano. Neste disco a banda encontra o ponto de convergência entre melodias Pop,letras politizadas e psicodelia. Perfeito.


Zander- Em Construção
Nova banda do Bil, que conta com vários veteranos da cena. Neste primeiro EP, a banda deixou bem clara a sua proposta: Desvincular-se dos seus antigos projetos e criar algo novo. A banda foi bem sucedida e Bil escreveu a melhor música de sua carreira: Dezesseis.


Little Joy- S/T
Praia, Rock 60's, paisagens topicais e uma bela loira chamada Binki Shapiro. Esta é a proposta da nova banda de Rodrigo Amarante. Um disco gostoso de se ouvir e difícil de enjoar.


Rise Against- Appeal to Reason
Não é o melhor disco da banda, mas ainda assim é digno de figurar na minha lista pessoal de melhores discos do ano. É um pouco mais lento que os antecessores, mas sem abandonar o som Hardcore e as letras politizadas.


O Teatro Mágico- Segundo Ato
A banda fez uma transição bem sucedida de temáticas pessoais para explorar o terreno sócio-político, porém mantendo a musicalidade que a consagrou. Um belo disco.


Brendan Canning- Something for All of Us
Neste disco solo usando a marca BSS e contando com a participação dos seus membros, Brendan Canning dá uma aula de como se fazer música alternativa de qualidade e inovadora.

 


Brenan Canning - Broken Social Scene Presents



One Day as a Lion- S/T
Novo projeto do Zack De La Rocha. Embora nem chegue aos pés da sua antiga banda, é muito bom ver que um dos mais eloqüentes compositores dos anos 90 está de volta.


Pennywise- Reason To Believe
Fazia tempo que o Pennywise não lançava um disco tão bom e prova que maturidade não é sinônimo de som "bunda mole".


Minhas Expectativas para 2009:


Dead Fish- Contra Todos
Esse vai sair no mês que vem e provavelmente estará na minha lista do próximo ano


Green Day- Título não confirmado
Vamos ver o que o Green Day tem para nos oferecer cinco anos após o bombado American Idiot


Green Day: promessa para o ano que vem



Madness- Liberty of Norton Folgate
Após um longo hiato, os reis do Ska estarão de volta


Echo & The Bunnymen- The Fountain
Eu sei que não será nada no nível dos anos 80, mas será muito mais digno do que qualquer coisa que Bono e cia. lançaram nos últimos 14 anos.


Beastie Boys- Título não confirmado
Outro disco que provavelmente figurará nesta lista, ainda mais com a volta dos vocais.


The Cinematics- Título não confirmado

Será que eles sobreviverão à prova do segundo disco?


Bad Religion- Título não confirmado
O que eu disse sobre os Beastie Boys e o Dead Fish também se aplica a este.

 

 

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