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Up The Irons!

Iron Maiden, um show de metal para quebrar o ritmo do ano

16/03/2009 | por Tiago Scatena

Maior público em show solo? Caos na entrada e saída? Chuva, lama, Woodstock? Essas foram as manchetes de notícias sobre o show da banda britânica de heavy metal Iron Maiden que ocorreu neste dia 15 de março no autódromo de Interlagos em São Paulo. Com um atraso de mais de uma hora, devida a uma fila quilométrica que se sucedia a única entrada de pista para o local, a banda pediu desculpa pela organização e demora do início do show e por volta das 19:30 a organização abriu a entrada desmantelando a fila para que o público pudesse entrar mais rápido. Mas nada que desanimasse os mais de 60 mil pagantes que estavam lá para ver seus ídolos do metal mundial.

Com os riffs iniciais de ‘Aces High’ o público já foi ao delírio, cantando junto com Bruce, que aos seus cinquentões, não parava quieto no enorme palco montado no autódromo, mostrando claramente aquela energia que a banda sempre possuiu. Os três guitarristas mais consagrados do metal britânico Adrian Smith, Dave Murray e Janick Gers também fizeram suas acrobacias. Seguida de ‘Wratchild’ e ‘Two Minutes To Midnight’, ‘Children Of Damned’ e a famosa ‘Phantom Of The Opera’, as músicas iniciais levaram os fans ao delírio completo. Com os telões mostrando a banda durante todo o concerto, o que ajudava bastante, pois muitos estavam longe, impossibilidades de ver a banda em si, o que restou ver os membros pelas telas gigantescas ao lado do palco.

Com pausas para discursos de Bruce, a banda se recompunha para as próximas músicas. Em um disse que o grupo vai compor mais um álbum, e com certeza voltará ao Brasil, mais provavelmente em 2011. E agradecendo pelo maior público da banda em show, com mais de 63 mil pessoas. Era impressionante de se ver tudo aquilo, tinha gente em todo lugar, o que justificou a escolha do local para o show, apesar de não ter a melhor estrutura para isso. Nicko McBrain sempre simpático e sorridente, mostrou sua técnica em sua enorme bateria, de dar inveja a muitos bateristas por ai.

Claro que os hinos não poderiam faltar. ‘The Trooper’ entrou para o setlist com a clássica bandeira britânica agitada por Bruce. ‘Wasted Years’, ‘Powerslave’, ‘Run To The Hills’ também estiveram por lá, assim como a impagável ‘Iron Maiden’ que provavelmente se dava pra ouvir o coro do público a alguns metros de distancia do autódromo, além da participacão de Eddie no palco, como de custume. Com a inconfundível introdução de ‘Fear Of The Dark’, todos levantaram suas mão para cantar “I’m a man who walks alone, and when i’m walking a dark road, at night or strolling through the park”; medo do escuro... medo do escuro. Steve Harris, baixista sem igual e ícone mundial, não parou quieto um minuto, deixando claro que sempre amou a banda e sempre continuará amando e que apesar de já terem compostos inúmeras músicas, mais ainda estão por vir.

Um setlist com aproximadamente 15 músicas e é claro, um bis com ‘The Number Of The Beast’ com um show pirotécnico com fogos, luzes e explosões; ‘The Evil That Man Do’ e a finalissima ‘Sanctuary’, do primeiro álbum da banda auto intitulado ‘Iron Maiden’, que teve seu final prorrogado para agradecimentos e considerações finais da banda, terminou com uma salva de palmas de quase 60 mil pessoas, do que se podia ver.

Com um trânsito para se chegar ao autódromo, não poderia faltar aquele transito e caos básico para se sair. O que levou muitos a pularem muros e serem empurrados pela única saída do local. Mas com certeza outro show memorável da banda e o primeiro que compareço, tirando uma apresentação de Bruce e Adrian com sua banda solo em quanto ‘tirava férias’ do Iron. UP THE IRONS!

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