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Irmãos Gallaghers se apresentam em SP

Cozinha Punknet: Por trás de um dia de trabalho no Oasis

12/05/2009 | por Tiago Scatena

Para não fazer apenas uma resenha do show do Oasis em SP (é claro que também choveu), vamos ver como foi o show o show por trás das barracas de merchan da turnê. Sábado de sol em São Paulo, a equipe pode entrar no Anhembi por volta das 4 da tarde, para se equipar e arrumar a estrutura, podendo até conferir a passagem de som da banda inglesa. Eu como um trabalhador vassalo só conseguir chegar ao local do show depois das 5 da tarde, o que complicou minha vida e entrei rapidamente para ajudar o restante. A fila ainda era monstruosa, sendo que o Anhembi já estava cheio. Aquele credenciamento rápido e a procura de onde ficavam os postos de venda da turnê.

Nosso amigo já conhecido Gabriel Simas também já estava lá, e foi quem me orientou (primeira vez que você faz algo é tenso, lembre-se da sua primeira vez naquilo!) e pude achar Mika, batera da finada banda carioca Staples (na qual nossa Carol Simonsen também tocava guitarra). Aquele monte de gente já estava tomando as barracas de venda, com todo tipo de pessoa querendo comprar camisetas da banda. Verde, preta, azul, com logo, com capa de cd, com datas da turnê eram os tipos disponíveis, além de bottons da banda. Muitos perguntavam se não vendia ali aquela camiseta com o rosto da banda, aquela com a bandeira da Inglaterra, aquela daquele álbum de 1900 e bolinha! Não, não e não, apenas os modelos que estavam lá, os mesmo que venderam no Rio e iriam vender em Curitiba e Porto Alegre também.

Todo tipo de fan aparecia para prestigiar seus ídolos, desde jovens acompanhados de seus pais, adolescente com camisetas de outras bandas e certos pais (dos quais os filhos não estavam no show, pois eles mesmo que curtiam a banda) apareciam para comprar camisetas. Muitos reclamavam também do cartão de crédito, pois o local nos disponibilizou apenas o Amex, famoso American Express, no qual absolutamente NINGUÉM possui, com raras exceções (acho que contei uns 10 em todo o evento). Nada melhor que uns momentos de suspiro, para comprar uma cerveja e dar uma respirada, algo que até os produtores de shows apreciam cada segundo quando possuem. Digamos que o Anhembi estava cheio, mas não estava explodindo, e ficar na parte de merchan na frente da entrada causa um pouco de trabalho, cansaço, mas é também um belo divertimento.

Aquela chuva já espera por todos e que acompanha a banda em todas as vindas a capital paulista finalmente apareceu, pouco antes da entrada do grupo Cachorro Grande, que tocou pontualmente, fez sua participação e deram o espaço aos esperados irmãos Gallaghers, que foram entrar no palco as exatas 10 horas da noite, quando a chuva já tinha cessado.

Mais intervalo rolando com música na caixa. Mais pessoas apareciam para comprar camisetas, que já estavam nas últimas, com apenas dois modelos sobrando e poucos tamanhos. Sem falar dos bottons que já tinham terminado faz tempo. Eu não imaginava que os produtos oficiais da turnê vendiam tanto assim, não parava de aparecer gente, provando mais uma vez que o Brasil realmente tem uma legião de fans. A chuva dificultou nossa vida um pouco, mas por nossa sorte, ficamos cobertos durante todo o tempo.

Pontualmente às 10 da noite as luzes se apagaram e os Ingleses entraram no palco escuro ao som da esperada ‘Fuckin’ in the Bushes’. O show começou com ‘Rock n’ Roll Star’ seguida de ‘Lyla’. Claro que comentários da banda sobre a chuva não podiam faltar. Liam como de praxe ficava com as mãos para trás do corpo o tempo todo e pedindo palmas na balada ‘Songbird’. O repertório trouxe faixa de todos os álbuns de todos os tempos do grupo, com ‘Moning Glory’, ‘I’m Outta Time’, ‘Waiting For the Rupture’ e ‘The Masterplan’, além das entradas e saídas dos membros da banda no palco, vai entender essa rixinha dos irmãos. O bom de vender camisetas da banda que esta tocando é que quase 100% dos que querem comprar estão vendo o show, o que nos permitiu assisti-lo também. Mais músicas conhecidas: ‘Wonderwall’, ‘Supersonic’, ‘The Shock of the Lightning’ e ‘Cigarettes & Alcohol’ foram integradas no setlist, quase todas cantadas em coro pela legião presente no Anhembi. Com mais de 1 hora e meia de show veio o bis com as indescritíveis ‘Don’t Look Back in Anger’, ‘Falling Down’ e a minha preferida ‘Champagne Supernova’. Com o fim do show se aproximando e posição retomada atrás do balcão de venda, o público agora começava a se aglomerar para comprar os últimos exemplares.

Com a noite terminando e o Anhembi completamente vazio, tomado de capas de chuvas jogadas no chão, sujo e alagado, nos juntamos no stand perto da saída para juntar tudo o que tinha sobrado dos dois que ficavam na pista e o da área de very important person também. Desmontamos nossa estrutura, organizamos nossas trouxas, e fomos embora daquele grande espetáculo realizado na noite de sábado. A equipe seguiu voo para Curitiba e hoje (dia 12) está em Porto Alegre para o show, mas para mim essa bela experiência terminou nesta noite de muito rock.

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