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"Um Show de Vestibular" em Vila Velha/ES

Fresno, Strike, Olgah e Me*2 na comemoração da Novo Milênio.

12/11/2009 | por Vinícius Fox Alves

Em colaboração aos 10 anos de atividades, a faculdade Novo Milênio decidiu investir alto numa alternativa interessante para comemorar e divertir os futuros vestibulandos: "Um Show de Vestibular".

Com Fresno e Strike no line-up, o evento ainda contava com as bandas capixabas Me*2 e Olgah, além da feira de cursos que a faculdade oferece.

A apresentação ficou por conta de Marcos Parmagnani, participante do BBB 8 e aluno do curso de Gastronomia da faculdade. Sua participação no evento foi justa e divertida, tentando preencher todo o tempo que antecedeu o primeiro show. É difícil se manter espontâneo e cativante diante de um público tão ansioso quanto o presente, mas Marcos se manteve firme até o início dos shows.

A feira dos cursos da faculdade foi um atrativo a parte, apesar de ignorado pela maioria do público. Em nenhum momento o local reservado para os stands estava cheio, o que é uma pena, pois entre experimentos, vídeos, encenações e muita informação, as barracas organizadas por professores e alunos da faculdade foram interessantes em apresentar as graduações da universidade.

Vale notar também que a chuva que já caía na cidade há mais de 4 dias, foi o maior fator complicador, e o maior causador de todo o atraso do evento. Com abertura dos portões às 14, os shows só foram começar após as 18 horas, e o público já esperava extremamente ansioso.

O primeiro show foi da banda Me*2. Vencedora de um concurso de popularidade para abrir o evento, a banda se mostrou empolgada e com bastante energia em cima do palco, neste que era o maior show de sua carreira. Infelizmente, o som estava muito prejudicado por uma má equalização, não elevando muito o nível dos shows que a banda faz. Apesar de ter comprometido seriamente a qualidade técnica do show, o público animou e curtiu bastante, principalmente os covers.

A segunda banda da noite foi a já consagrada Olgah, que causou movimentação antes mesmo do evento: alguns dias antes, a banda havia sido misteriosamente removida do line-up do evento, e os fãs se juntaram via Twitter e Orkut, questionando o motivo aos organizadores. No dia seguinte, a organização do evento voltou atrás, alegando que não havia passado de mal entendido. Problemas a parte, o Olgah subiu ao palco sendo aclamado pelo público, e apresentou um show muito bom, quase sem problemas de equalização sonora. O público que cantou junto todas as músicas é a maior prova do crescimento da banda. Vale destacar a voz de Danielle Abranches, uma das melhores vocais do ES. O Olgah peca apenas pelo pouco entusiasmo passado pelos outros integrantes, que diante do maior público que já tocaram, deveriam ter uma presença de palco muito maior.

O Strike subiu ao palco mais de uma hora após o show do Olgah, sendo impacientemente esperado pelo público. Inclusive, devido ao atraso, o DJ da banda foi vaiado quando anunciado, demonstrando que a maioria presente, apesar de fã, não conhecia o DJ por nome. O Strike fez o mesmo show de sempre: muito empolgado, explosivo e contagiante, porém, desta vez, mais curto. Destaque para o cover de Blink 182 - já consagrado nos shows do Strike - e para o momento em que o vocalista Marcelo desceu do palco para falar com o público.

Fim do show do Strike, o Marista esvaziou consideravelmente enquanto a Fresno se preparava nos bastidores. Vale uma curiosidade: a banda veio para o Espírito Santo de ônibus, exceto o vocalista Lucas. Em conversa posterior ao show, fui informado que um compromisso no Rio de Janeiro o impediu de viajar com o restante da equipe, e sua vinda estava programada por avião. Entretanto, por causa da chuva, nenhum vôo posava em Vitória, o que o levou a várias vezes achar que não conseguiria chegar para o show. Demonstrando um comprometimento exemplar, ele viajou de monomotor do estado do Rio de Janeiro até Vitória, chegando pouco antes do show do Strike ter início, e sendo dele o único avião a pousar no aeroporto de Vitória desde quinta-feira. Contratempos a parte, a Fresno subiu ao palco saudando seu público fiel que permaneceu até o final do evento. E apesar de mais curto, a banda entregou exatamente o que o público esperava: um show recheado de hits, cantado pela maioria dos presentes, e tocado com a presença de palco cativante de todos os integrantes. Entretando, a má regulagem da microfonação do tom e bumbo da bateria, fez o som ficou prejudicado em vários momentos, fazendo com que o som grave explodisse e soasse embolado com o baixo e a guitarra. Apesar disso, os fãs saíram satisfeitos no final do show, e a Fresno encerrou mais um show bastante positivo no estado, finalizando também o evento que, no final das contas, foi bastante positivo, e entra para o hall de grandes eventos de bandas de pop-rock bem sucedidos do Espírito Santo.

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