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“Músicas densas que demoram em se dissipar no ar”: Wander Wildner no “Breve”, 09/02/2017 – Por: Gabriel Coiso

Punknet | 13/02/2017 | Comentários desativados em “Músicas densas que demoram em se dissipar no ar”: Wander Wildner no “Breve”, 09/02/2017 – Por: Gabriel Coiso | Matérias

IMG_2251Uma iluminação em azul claro rebate levemente na calçada de tijolos vermelhos. Um banco feito com tábuas de madeira, blocos de concreto e cimento; paredes forradas com jornais. Rua Clélia, 470, Lapa, São Paulo. Uma porta ‘vai e vem’ delimita a entrada da área pública para um salão de no máximo cinquenta metros quadrados, todo decorado com jornais colados nas paredes, balcões e palco feitos tal qual o banco na entrada: tábuas de madeira, blocos de concreto e cimento.

 

IMG_2254Demorei em conhecer o “Breve”, essa casa gostosa que descrevi acima, inaugurado em meados de Outubro de 2016, e o fiz numa situação das mais refinadas: show do Wander Wildner. O cantor latino-punk-americano-gaúcho de voz firme e sorriso alegre, que em vida ignora fronteiras e leva suas canções mundo afora.

 

Iluminado pelas luzes amareladas, afixadas nos buracos dos blocos de concreto, abriu a apresentação solamente com sua guitarra e sua voz, com três fortes músicas, dentre elas a arrepiante “Fantasma”, do belíssimo novo álbum “A vida é uma toalha estendida no varal”.

 

IMG_2261Em seguida juntaram-se a ele Georgia Branco no baixo e Lalau Martins na bateria, e por cerca de uma hora apresentaram clássicos da carreira do Wander – “Vou me entorpecer bebendo vinho”, “Não consigo ser alegre o tempo inteiro”, “Mares de cerveja”, “Rodando el mundo” – e as canções do novo álbum.

 

Sobre o novo álbum, composto por Wander junto de demais compositores, vale classificar, como realizado por minha leal companheira, que se trata de “Músicas densas que demoram em se dissipar no ar, em que o melhor aplauso é o silêncio”.

 
Já quase no fim da apresentação, um Wander suado e sereno pedia por camarim, enquanto o público pedia por mais músicas. Ele agradeceu a presença das pessoas “Em uma quinta-feira”, a recepção da casa e tocaram “Um lugar do caralho” – cujo verso “E que tenha cerveja barata”, coincidiu com o local: duas long necks por R$15,00, água e refri por R$5,00 e drinks que não ultrapassam os R$25,00, são preços honestos para a situação atual.

 
Para quem ficou a fim de ver show do Wander Wildner, estejam atentos às redes sociais dele, está rolando uma temporada de shows por lugares alternativos em São Paulo.

 
Ficou a fim de conhecer o “Breve”? O pico é louco, o acesso é fácil – de ônibus da Barra Funda não leva nem dez minutos, e de Uber R$7,00. Esteja atento à agenda plural de shows da casa – já adianto que dia 17/02 tem Lo-Fi e Lomba Raivosa.

 

 

Por: Gabriel Coiso

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