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Pete Doherty em São Paulo – Por: Raul Azurduy

Punknet | 02/06/2017 | Comentários desativados em Pete Doherty em São Paulo – Por: Raul Azurduy | Matérias

IMG_2725Depois de ter cancelado sua última apresentação solo por aqui, que inclusive seria no próprio Cine Joia, Pete Doherty, que dispensa apresentações, assusta-nos novamente por ter perdido o voo e nos fez questionar sobre o ocorrido. Doherty está em turnê promovendo seu trabalho mais recente, o disco “Hamburg Demonstrations”, lançado no começo de dezembro do ano passado, mesmo ano que recebemos a formação original da emblemática banda Libertines. Quem perdeu no ano passado teve uma nova chance de experenciar o que foi aquele show no Popload Festival.

 

Jack Jones, vocalista e guitarrista da banda Trampolene e guitarrista do The Puta Madres, esta última, banda de apoio de Pete, subiu ao palco para aquecer o público, cantou umas músicas, recitou uns poemas, abraçou alguns fãs, uma enrolação para o inglês não pontual e banda subirem e começarem o show.

 

A banda abriu o com “I Don’t Love Anyone (But You’re Not Just Anyone)”, de seu novo trabalho solo, Logo se viu que a banda estava em uma viagem e Pete estava em outra, só que mais distante, talvez até Miki Beavis, a garota do violino estivesse em outra viagem também, pois nem apareceu no show. Na sequência “Last Of The English Roses” do primeiro disco solo “Grace/Wastelands” de 2009 e o novo single “Kolly Kibber”.

 

IMG_2723A primeira do Libertines a dar as caras foi “You’re My Waterloo”, que foi recebida com grande alegria pelo público. “Albion” e “Killamangiro” de sua outra banda, a Babyshambles, também não poderia ficar de fora. No set, um mix de músicas de suas duas bandas e de sua carreira solo. Quem roubou a cena muitas vezes foi Katia de Vidas, que tocou teclado e vários outros instrumentos como gaita e escaleta, mas Pete deixou claro que ele era o líder com toda sua bagunça. Durante a apresentação a banda suou para poder acompanhá-lo,  pois ele iniciava as músicas de sua maneira, se jogava no chão, sentava, dançava, derrubava o microfone e muitas vezes passou os acordes e andamentos para os músicos em cima do palco. Por exemplo, na música “What Katie Did”,  foi uma das vezes que Pete reuniu todos e passou as notas da música para a banda.

 

Com intervalo de mais de quinze minutos, provavelmente para fumar todos aqueles cigarros que foram jogados no palco quando lhe foi proibido de fumar durante uma música ou para “otras cositas más” porque não foi para decidir ou acertar uma música, se poderiam fazer isso em cima do palco. Voltaram para o bis com o cover de umas das minhas bandas preferidas, The Velvet Underground, “Ride Into The Sun”, mas foi com “Fuck Forever”, última música da noite que o show tomou outro rumo. Jogado no chão e cantando, Pete se atirou ao público e começou a bagunça que ele queria desde o começo, com direito a invasão de palco, abraços e beijos na boca. Mesmo sendo a última música parecia que a festa só estava começando. Pete Doherty fez o show que queria fazer e era o show que queriamos ver, é rock ‘n’ roll de verdade e sem frescuras.

 

Por: Raul Azurduy

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