Música + Informação

“Picos Loucos”: “Xxxbórnia”, Trackers – Por: Gabriel Coiso

Punknet | 16/02/2017 | Comentários desativados em “Picos Loucos”: “Xxxbórnia”, Trackers – Por: Gabriel Coiso | Colunas

IMG_2265Um pico, uma casa, qualquer lugar, não se faz sozinho, solitário no espaço. É necessário que a ocupação e o uso dele o preencham com significados. Com esta ressalva, abro o texto sobre o delicioso espaço da “Trackers”, um pico bem louco que fica no centrão de São Paulo, fácil de ser acessado por várias estações de metrô e pontos de ônibus.

IMG_2267Trata-se dum andar inteiro num antigo prédio comercial na Rua Dom José de Barros, esquina com a Avenida São João. Se valendo da própria divisão do andar em diversas salas (escritórios, consultórios etc) foi construído um rolê com múltiplos ambientes: uma sala para bar, duas para shows, espaço com mesa de pebolim, sofás, varandas.
Os ambientes são coloridos (o que está se tornando coisa rara em São Paulo), cheios de tintas mil, tinas que brilham, luzes negras; monitores antigos transformados em tubos de luz. Há um cômodo, entre as duas salas onde ocorrem shows, em que há um cofre e uma banheira. É entrar na casa e ficar andando, encontrar detalhes e se perder um pouco.

Retomo a ressalva que abre o texto, para falar de um baita uso que é dado ao local: a festa “Xxxbórnia”, realizada mensalmente pelo “Freak Estúdio”.

IMG_2268As possibilidades da casa são muito bem exploradas pela rapaziada. Rola um DJ em uma das salas ao lado do bar, em outros dois ambientes se alternam bandas e DJs, sendo que, da meia noite às cinco da manhã, rolam uns quatro ou cinco shows de bandas independentes, o ponto alto dessa festa: apenas bandas autorais – e boas. Pelo que saquei das edições que fui, sempre com uma grande variedade de gêneros e subgêneros. Outro ponto positivo da festa é que os cem primeiros entram na faixa, na vascaína, não pagam.
Ademais, a casa (que não é nova) realiza outras festas e eventos, alguns focados em estilos musicais específicos, outros com temas diversos & variados. Talvez um ponto negativo da Trackers seja o preço das bebidas, mais próximo do que é praticado em “Baladas” de alto padrão do que em “Rolês”, mas isso é o de menos, pois, como diz um grande sábio do underground que conheço, “Quando a atração principal é a cerveja, a música se perde na cena”.

Naquele final de semana que nenhuma das bandas que você segue vai tocar em São Paulo, vale a pena dar uma sacada na agenda de Trackers – e já adianto que amanhã (17/02) tem “Xxxbórnia”, com apresentações do MelAzul, Figueroas, Cupin e Grand Bazaart.

Por: Gabriel Coiso

Comments

comments