(Side One Dummy Records, 2009)
por William Alves
Após dois discos em uma major (RCA), o Anti-Flag volta ao cenário independente com um disco visceral e direto, diferente do seu antecessor "Bright Lights Of America", de 2008. Se o último disco contava com coros, metais, teclados e outros milhares de efeitos, este é mais "na cara", apenas guitarra/bateria/baixo, um álbum na linha dos primeiros discos da banda, como se fosse um "Terror State" menos pop. O disco abre com a porrada "Sodom, Gomorrah, Washington D.C.", já deixando uma impressão positiva para quem se decepcionou com a falta de pegada dos últimos registros. São quase três minutos de esporro cantado por Chris#2, com o seu ótimo vocal rasgado. Em seguida somos surpreendidos por uma dobradinha radio friendly: "The Economy Is Suffering... Let It Die", cheia de backing vocals e bem melodiosa, porém sem destoar da agressividade proposta do disco e "The Gre(A)t Depression", cantada por Chris#2 e alguns trechos por Justin, que conta com uma bateria em ritmo de marcha. Os punk rocks "We Are The One", cheia de "uoo uoos" e "You Are Fired (Take This Job And Fuck It)", esta última tendo apenas um minuto de berros completam com chave de ouro a primeira metade do disco e já desenham a cara deste. "This Is The First Night" é um punk rock mais bonitinho, bem trabalhado, lembrando a fase Terror State/For Blood And Empire, terminado com uns aplausos. "No War Without Warriors (How Do You Sleep)" e "When All The Lights Go Out" são dois socos na cara e com certeza animarão as futuras gigs da banda. "On Independence Day", a mais fraca do disco, é um punk rock meio sem sal que não anima ou causa qualquer sensação. O disco acaba com a melódica e ótima "The Old Guard" que em mais de quatro minutos nos brinda com uma bela música que nos remete a 2003. Há uma faixa eescondida que é um esporro de pouco mais de um minuto, para fechar o disco com chave de ouro. Ignorando completamente a experiência mal-sucedida do Bright Lights Of America e dando o seu recado em um pouco mais do que trinta minutos, o Anti-Flag lança um dos melhores registros do ano. Porém, vale lembrar que este não é nem de perto um masterpiece e é mais indicado para fãs de longa data da banda. Embora seja um belo "back to the basics" a fase áurea da banda já passou faz tempo. |
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