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Revolução feminina tem nome: Tarja Preta

Punknet | 08/05/2017 | Comentários desativados em Revolução feminina tem nome: Tarja Preta | Colunas

Hoje, mudando totalmente de gênero,vou falar do feminismo hip hop (organização de mulheres negras que tem por missão institucional a luta contra o racismo e sexismo, a valorização e promoção das mulheres negras, em particular, e da comunidade negra em geral).

 

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Joice (Preta Rara) e Jaqueline (Negra Jaque) são integrantes do grupo de Hip Hop Tarja Preta, da Baixada Santista. Elas estão nessa luta, garantidas através de suas músicas com letras de temáticas fortes, discutindo a questão da mulher negra e poucos recursos na sociedade, além de assuntos relacionados à exclusão social e também ao próprio preconceito que elas sofreram no início da carreira em alguns shows de Hip Hop, por serem mulheres ocupando espaços antes tidos como espaços masculinos.

 

O grupo foi formado em 2007, tem ganhado seu espaço com talento, atitude e respeito. A música “Falsa Abolição” é uma crítica inteligente, forte e muito realista a respeito da condição da mulher negra na sociedade de hoje, ainda mais quando ela é oriunda de camadas periféricas da sociedade. A música também fala da reconstrução de nossos verdadeiros heróis, como Zumbi e Dandara, ao contrário do que ensinam na escola.

 

 
“Sou revolucionária negra consciente
Não uso corpo, eu não me mostro eu uso a mente
Sou afro descendente você vai ter que me aceitar assim
Cabelo enraizado é bom pra mim!”
Segundo elas, “É inadmissível que as mulheres aceitem ritmos que denigram sua imagem e sua condição. Músicas de duplo sentido colocam a mulher como objeto e temos que lutar contra isso.”

 

Ativistas também da Frente Nacional das Mulheres no Hip Hop, elas se preocupam com a mensagem que a música precisa levar para as pessoas. Principalmente sobre o papel da mulher negra e periférica na sociedade, que precisa ser discutida constantemente. Essa é a diferença que faz do grupo Tarja Preta um dos pioneiros na vanguarda da revolução feminina, sendo essas garotas duas autênticas revolucionárias que cumprem muito bem o seu papel contundente diante de uma sociedade machista.

 
Segue a luta! ♀

Pra quem se interessar em conhecer mais sobre:

 

 

 

 Por: Daniele Nunes

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