
E lá vou eu fazer outra resenha de uma banda que eu não conhecia. Na verdade eu acho que é até melhor, pois não dá para imaginar muito o que vem pela frente e vou me surpreendendo sempre.
A banda da vez á The Alchemists, com o novo EP Sunny Day. A música de abertura do disco, “Dead Veins” começa com uma boa impressão. O baixo canta a música, em uma levada punk das antigas, com uma letra de melodia repetitiva e rimada, o que acaba dando o clima. O refrão repete o nome da música três vezes, reforçando as influências das clássicas bandas de punk rock.
Seguindo, “Miserable” mostra o cartão de visitas das guitarras, com riffs bem melódicos e uma pegada um pouco mais rápida. O refrão tem uma melodia bem agradável, deixando evidente o nome da música, aliás, essa é uma das características da The Alchemists. Além do vocal ter uma voz que combina muito com o estilo da banda, os backings fazem o famoso “Oh, oh, oh” que dá outra cara para o refrão. A faixa segue a mesma estrutura até ter uma parte final com uma levada um pouco mais indie para fechar com chave de ouro.
“1984” tem uma linha de bateria bem progressiva, deixando o baixo novamente “dar o tom” da música. A melodia é bem direta e a cançãoem si vai direto ao ponto, com apenas 1:45 de duração, sem frescura, simples e rápida.
A música “Little Town” começa com uma levada de guitarra que me agrada muito, daquelas que faz você inventar uma guitarra imaginária com as mãos enquanto escuta a música pelo fone de ouvido (do jeito que aconteceu comigo). Ela segue com uma estrutura semelhante às outras, ainda evidenciando o nome da música no refrão, até que de repente o tempo começa a cair, cair, cair…e quando você pensa que vai acabar, vem aquele grito clássico “One, two, three, four”, a música entra na essência do punk rock e termina em seguida. Me deixando com a sensação de que essa foi a melhor do disco até agora.
Depois de ouvir “Sunny Days” eu imaginei o motivo dessa ser a música que intitula o EP, acho que nem os caras da banda conseguiram esquecer a bela melodia que fizeram para cantar o refrão. Como de costume, há uma repetição da frase “Sunny Days”, mas tem uma guitarra por trás que faz essa melodia ficar ainda mais atraente, passando uma sensação de dia ensolarado mesmo.
Seguindo o disco, “Monster I Created” me surpreendeu positivamente. Depois de iniciar com uma levada de bateria clássica, as guitarras entram com um riff cheio de efeitos e deixam a canção nas mãos do baixo de Vinicius e da voz de Neno. O destaque da música fica para os belos riffs e estruturas das guitarras de Douglas e Neno.
Para fechar, “Tonight” é animada, com direito a palminhas e tudo mais. Segue a estrutura de canções desse EP, simples e muito objetivo, com refrões bem melódicos. O final da música mostra bem a cara de final de disco, com o bumbo da bateria de Dissú chamando o restante da banda para fazer aquela parte que você fica empolgado e não sabe para qual músico olhar no show, pois todos estão reverenciando o rock como se amanhã nem fosse chegar, riff em cima de riff, melodia em cima de melodia, mais um pouco de voz e som abaixando lentamente para você pensar: “Pô, já acabou?”
Em resumo, o EP “Sunny Day” é bem interessante, acho que a banda The Alchemists tem muita certeza do som que querem fazer e simplesmente fazem.
Banda: The Alchemists
EP: Sunny Day
Ano: 2012
Selo: Independente
1- Dead Veins
2- Miserable
3- 1984
4- Little Town
5- Sunny Days
6- Monster I Created
7- Tonight
Por: Rômulo Oliveira - @romulo_oliver













