VELHO PUNK #18 – MARCHE!

Punknet 19 de fevereiro de 2012

MARCHE!

Fonte Google

Ô esquindô lelê, ô esquindô lalá! Te catuco, te cutuco, te catuco, te cutuco. Aí minha coluna! Digo, não esta daqui, mas a minha orgânica. Estou meio velho para essas coisas, mas adoro qualquer oportunidade para farrear como se tivesse 12 anos de idade.

Sei lá, andarilhar por esses blocos me deixa meio nostálgico. Me remete ao cheiro de cerveja choca unido ao de mijo e à essência de chiclete daqueles clóvis que andam em bando, as famílias juntas andando em massa tomando as ruas no lugar dos carros, aquela música pulsante que, ao longe, não tem sentido nenhum etc.

Por isso, para comemorar esse espírito momesco e não atrapalhar a folia de sua viagem, tomei a liberdade de adaptar umas marchinhas famosas para a nossa realidade atual, naquele melhor estilo velho punkesco de sempre. Pega o pacote de serpentina e segue o meu Power trio elétrico:

 

“Ô cozinha tão bonitinha do Paes, Ô cozinha tão bonitinha do Paes…”

 

“Polícia tacanha que só complica

agora vai parar de se meter com trafica…”

 

“Alalaô, ôôô, ôôô

mas que caô

Atravessando a favela pacificada

O movimento estava quente e venderam na nossa cara…”

 

“O PIPA do tio Sam não sobe mais

O PIPA do tio Sam não sobe mais

apesar de fazer muita força

o projeto foi passado pra trás”

 

“Não fumo mais cigarro, charuto ou baseado

só por tabela

êêê êêê êê

Lei Dráuzio Varella”

 

“Ei, você aí, me dá um euro aí, me dá um euro aí

Ei, você aí, me dá um euro aí, me dá um euro aí”

“Êêê êêê ê ê ê, índio não quer atrito, Belo Monte vai descer…”

Por: Gilberto Porcidonio – @_puppet