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We Are One Tour – Face to Face em São Paulo

Punknet | 09/10/2017 | Comentários desativados em We Are One Tour – Face to Face em São Paulo | Matérias

Sábado, 07/10/2017, seria mais um dia chuvoso com transporte público lento em São Paulo, se não fosse o fato de que eu estava a caminho do Carioca Club, para a We Are One Tour, festival que vem rodando diversos países e deu as caras por aqui trazendo um lineup de peso.

 

Foto: Marcello Orsi

Foto: Marcello Orsi

Graças a velocidade reduzida dos trens, tive a infelicidade de me atrasar e perder os australianos da banda The Decline. Tudo bem, segue o baile, cheguei e pelo menos os mineiros da banda Pense estavam no palco, representando o Brasil sendo a única banda daqui a tocar no evento (o que é uma pena). Assim que cheguei, vi a casa parcialmente vazia, porém os que estavam presentes sabiam na ponta da língua cada música que a banda tocou, agitaram, foram para junto do palco cantar e até arriscaram stage dive com os poucos que ali estavam. O Pense tem uma agressividade e uma sincronia sensacional, somados com uma presença de palco muito boa e cada música sobre o cotidiano como “Andando Sobre Pedras” trouxeram a sensação de estarem falando da minha vida.

 

Foto: Marcello Orsi

Foto: Marcello Orsi

Com a casa já bem mais movimentada, foi a vez dos canadenses da banda The Fullblast subirem ao palco. Os que estavam presentes aparentemente não conheciam a banda, ficaram ali, observando o “novo” e aplaudindo muito a cada som que a banda tocava. Com todo carisma, a banda interagiu com o público com uma baita energia, apresentaram seu “progressive punk rock” (como rotulam seu som), entre solos de guitarra e vocal melódico prepararam a galera para o que ainda estava por vir.

 

As pausas duraram pouco tempo entre uma banda e outra. Foi o tempo de pegar uma cerveja, fumar um cigarro e lá estava o Much The Same, direto de Chicago para fazer um belíssimo show. De fato, a galera esperava a muito por esse show visto que cantaram do começo ao fim, subiram no palco para junto da banda que, sem frescura nenhuma, deu espaço para que cantassem no mic também. Os stage dives já começavam a ficar mais frequentes quando tocaram “Stitches”, cantada a todo pulmão principalmente por este que vos fala.

 

Foto: Marcello Orsi

Foto: Marcello Orsi

Antes mesmo que os músicos da banda Much The Same deixassem do palco e as cortinas se fechassem, no telão o nome da próxima banda já aparecia para deixar o público mais ansioso. Era chegada a hora dos californianos da banda Ignite, clássica banda dos anos 90, muito esperada pela grande maioria das pessoas. Subiram ao palco já com a casa cheia e muita energia. Algumas falhas no microfone do vocalista Zoli não fizeram o show parar e acredito que boa parte da galera nem se deu conta, tamanha empolgação. Confesso que dos shows foi o que menos gostei (opinião bem pessoal mesmo), principalmente pelo fato de terem mandado a versão deles para “Sunday Bloody Sunday” da banda U2. Já um dos pontos positivos, foi a abordagem da depressão e suicídio, citando Chris Cornell e incentivando aqueles que estão passando por dias difíceis, para buscarem alguém próximo para conversar e, logo na sequência tocaram My Judgement Day. A banda aproveitou para chamar ao palco e  agradecer ao “Gus”, responsável por trazer muitas bandas a América do Sul e dedicaram Know Your History.

 

Foto: Marcello Orsi

Foto: Marcello Orsi

Finalizado o show do Ignite, a casa lotada, era hora de esperar os anfitriões da festa, que demoraram um pouco mais que as outras bandas para subirem ao palco. Tudo que eu pensava era “será que o palco vai se manter liberado durante o show do Face To Face?”. Não demorou muito e eu tive minha resposta: Face To Face no palco mandando clássico atrás de clássico, público dividindo palco com a banda, roda, suor… pois é, o show já era mais do que eu esperava e só tinha começado. Como ouvi de alguns presentes, estava sendo “nostálgico” ver o Face To Face no palco, um clássico atrás do outro incluindo AOK que levou este que vos fala ao delírio e com uma incrível carisma e participação do público em Complicated, a banda fez valer a viagem lerda no trem, a chuva no caminho e a lata da cerveja que custava ABSURDOS DEZ REAIS! Após a clássica pausa para o famoso bis, a banda volta e convida a todos para subirem ao palco, finalizando de maneira magnifica a We Are One Tour em São Paulo.

 

 

 

 

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Texto: Jean Silva

Fotos: Marcello Orsi

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